Kim e Trump assinam acordo para desnuclearização da península Coreana

Em condições ainda vagas e com compromissos que ficaram de fora do papel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram nesta terça-feira (12) em Singapura um acordo que prevê a desnuclearização da península Coreana, no qual os dois países se comprometem à “paz e prosperidade” na região.

O documento repete o compromisso de dar fim às armas nucleares feito pelo norte-coreano no final de abril, em uma reunião com a Coreia do Sul, e não estabelece, por ora, passos concretos rumo à desnuclearização.

 

Um dos principais itens do combinado entre Kim e Trump, a destruição de um local de testes de mísseis nucleares, foi obtido após a assinatura final, segundo o americano -e ficou de fora do documento divulgado pelos dois países.

As sanções econômicas contra a Coreia do Norte permanecem inalteradas, até que sejam tomados passos concretos rumo à desnuclearização, de acordo com o americano. E o esperado término oficial da Guerra da Coreia, que divide a península coreana há quase 70 anos, não foi anunciado desta vez.

Trump afirmou que o momento era “histórico” e que inaugura “um novo capítulo na história nas nações”, mas reconheceu que é o início de um processo e disse que “não há como garantir tudo”.

“Eu apenas sinto, muito fortemente, que eles querem fazer um acordo”, declarou o presidente, durante uma longa entrevista à imprensa em Singapura. “É isso que eu faço. Minha vida toda foi de negociação. Isso é o meu negócio.”

Em troca do compromisso de desnuclearização, os EUA se comprometeram a interromper os exercícios militares aéreos conjuntos com a Coreia do Sul, na fronteira dos países, que desagradaram o norte-coreano durante as negociações para a cúpula desta terça e quase ruíram o encontro.

“Em primeiro lugar, é tremendamente caro. E segundo, é uma situação muito provocadora”, afirmou Trump. “Diante das circunstâncias de que estamos negociando um acordo bastante abrangente, [abandonar os exercícios militares] é algo que eles [Coreia do Norte] apreciaram bastante.”

Ao ser perguntado se havia interpelado o ditador, que sufoca a oposição ao regime e detém centenas de presos políticos em campos forçados, Trump disse que falou, sim, do assunto -mas de forma “muito breve” em comparação ao tema das armas nucleares, principal foco do encontro.

Em um clima ineditamente amistoso com a imprensa no local, Trump não quis responder, porém, a um jornalista que o questionou, de forma incisiva, se o encontro dava legitimidade a um regime ditatorial que oprime e retira direitos da população. “Eu acabei de responder”, desconversou o americano.

Ainda não se sabe quanto tempo levará a desnuclearização prometida por Kim.

O americano reconheceu que é preciso um grande esforço para desmobilizar um arsenal como o norte-coreano, e que há impeditivos “científicos e mecânicos” para que isso seja feita de forma rápida.

Os EUA farão verificações do compromisso da desnuclearização in loco, com uma equipe de observadores americanos e internacionais.

Uma próxima reunião entre as delegações dos dois países será agendada na semana que vem. Na ocasião, serão estabelecidos os passos concretos para o compromisso atingido nesta terça.

Trump não descartou a possibilidade de viajar a Pyongyang em breve -tampouco a de convidar Kim para uma visita à Casa Branca. Com informações da Folhapress.

Trump promete convidar Kim para visita à Casa Branca

Saiba qual é a marca que a Fifa censurou no clipe oficial da Copa

Em vídeo lançado nesta sexta-feira (8), Nicky Jam vestiu jaqueta da parceria entre as grifes K-Way e Dsquared2, mas entidade escondeu o logotipo.

A Fifa lançou nesta sexta-feira (8) o videoclipe da música oficial da Copa do Mundo, intitulada Liv It Up e interpretada por Will Smith, Era Istrefi e Nicky Jam, e chamou atenção ao esconder a marca da roupa usada por um dos cantores.

Dono de grandes hits de reggaeton, como El Amante, Nicky Jam aparece no vídeo vestindo uma jaqueta estilo corta-vento estampada da parceria entre as grifes K-Way e Dsquared2 – que em lojas oficiais custa 700 euros (cerca de R$ 3 mil) -, mas com o logotipo borrado.

Apesar de poder causar certa estranheza, atitudes como a da Fifa são comuns em videoclipes por questões comerciais. Mas, neste caso, a ação não funcionou como o esperado: além de o cantor ter publicado uma imagem em que mostrava o logo da peça, muita gente já conhecia as marcas, pois são duas mais queridas por boleiros. Jogadores como Daniel Alves e Alexandre Pato, por exemplo, frequentemente circulam por aí com peças assinadas por elas.

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A parceria entre as grifes resultou em uma coleção outono-inverno lançada em 2017, que mesclou a sofisticação dos irmãos Dan e Dean Caten, donos da Dsquared2, com a experiência da K-Way no mercado esportivo, atingindo, segundo os próprios criadores, o “equilíbrio entre refinado e brincalhão, e espontaneidade e ousadia”.

Confira, a seguir, a jaqueta com o logo à mostra e outros boleiros que já vestiram roupas das marcas:

Líderes de Coreia do Norte e do Sul prometem fim das armas nucleares

presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciaram nesta sexta-feira (27) que concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana. Eles também pretendem assinar um acordo de paz até o fim deste ano.

Os países afirmaram que pretendem envolver os Estados Unidos e a China para converter o atual armistício em um acordo de paz. Por terem participado da guerra, os EUA precisam participar e concordar com os termos do novo tratado.

A declaração não especifica como funcionará o processo de desnuclearização da península Coreana. No passado, os norte-coreanos já disseram que só poderiam abrir mão de suas armas nucleares quando os EUA tirassem seus 28 mil soldados da Coreia do Sul.

Os países também anunciaram que em agosto irão organizar uma nova reunião entre famílias separadas desde a guerra.

ENCONTRO HISTÓRICO

De mãos dadas, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, cruzaram nesta sexta-feira (27, noite de quinta no Brasil) a linha demarcatória na zona desmilitarizada na península Coreana para a primeira cúpula entre os países em 11 anos.

Em encontro cheio de símbolos em Panmunjom, a vila de casas azuis na zona desmilitarizada que serve de sede às negociações intercoreanas, os dois se cumprimentaram às 9h20 (21h20 de quinta em Brasília), até que Kim puxou Moon de improviso para o lado norte-coreano para cruzar a linha de volta com ele.

Foi a primeira vez em que um líder norte-coreano atravessou a divisa desde a Guerra da Coreia, iniciada em 1950 e nunca oficialmente encerrada (em 1953, os dois países assinaram um armistício).

“Fico feliz em conhecê-lo”, disse o presidente sul-coreano ao ditador. Ambos sorriram.

Os líderes foram acompanhados por uma banda militar até a Casa de Paz, onde foi assinado o armistício de 1953. No livro de visitas, Kim escreveu: “Uma nova história começa agora, o ponto de partida de uma era de paz.”

Posaram para fotografias e entraram em uma sala, onde fizeram declarações rápidas à imprensa antes de iniciarem a etapa das negociações de portas fechadas, que não havia terminado até a conclusão desta edição.

“Estamos na linha de largada, onde uma nova história de paz, prosperidade e relações intercoreanas é escrita”, disse Kim, pedindo a Moon que não se repitam os erros de negociações passadas: “Em vez de criar resultados que não seremos capazes de manter, devemos ter resultados vindos de uma conversa franca sobre diferentes temas de interesse”.

“Espero que sejamos capazes de falar francamente e chegar a um acordo que dê um grande presente aos coreanos e às pessoas em todo o mundo que desejam a paz”, respondeu Moon.

O encontro deste 27 de abril é o ápice da distensão iniciada com um discurso de 1º de janeiro por Kim e continuada com a participação de atletas do Norte e de uma equipe mista na Olimpíada de Inverno no Sul, na qual Kim Yo-yong, irmã do ditador, assistiu à cerimônia de abertura.

O movimento segue-se a um 2017 em que o regime fez o mais potente de seus testes nucleares e lançou um míssil de alcance intercontinental, causando temor em Seul e levando os EUA a reforçarem suas tropas na região. Com informações da Folhapress.

Real é a 3ª moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar

real é a terceira moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em abril, em uma lista de 47 moedas com cotações à vista ranqueadas pelo “Estadão/Broadcast”. A expectativa de um novo aperto nos juros nos EUA também tem pressionado outras moedas, mas no Brasil, esse movimento é acentuado diante das incertezas eleitorais. A moeda americana fechou nessa terça-feira, 24 em alta de 0,61%, a R$ 3,4706.

Grandes bancos, como BofA Merrill Lynch e o Itaú Unibanco, reconhecem que há aumento das incertezas eleitorais. O desempenho do real só não foi pior que o bolívar venezuelano, que derrete com a crise humanitária, e o rublo russo, que sofre com a incerteza geopolítica.

Abril tem sido ruim para a maior parte das moedas do mundo. A expectativa de que os juros americanos subam mais rapidamente que o esperado é o motor comum para a desvalorização de 33 moedas em todo o mundo neste mês.

Isso reforça a perspectiva de migração de dinheiro de todo o planeta rumo aos EUA para se aproveitar dos juros, o que enfraquece as demais moedas.

“Ao longo do ano passado, também foi caindo a diferença entre os juros americanos e a Selic, a taxa básica de juros do Brasil”, diz Julia Gottlieb, do Itaú Unibanco. “Essa diferencia está na mínima histórica, o que pode impactar no real.”

O cenário externo, porém, é apenas uma parte da explicação. Problemas domésticos castigam algumas divisas mais fortemente e o Brasil está nessa onda. Em abril, o dólar ficou 5,2% mais caro na comparação com o real brasileiro. Essa perda de valor levou a moeda norte-americana a um patamar não visto desde o fim de 2016.

Outubro incerto

A eleição parece ser o grande risco no curto e médio prazo para o Brasil. Uma pesquisa do BofA Merrill Lynch enviada aos clientes na semana passada mostra que 45% dos entrevistados dizem que as eleições são o maior risco para os mercados da América Latina. Neste ano, as duas maiores economias da região – Brasil e México – irão às urnas.

Sobre a disputa no Brasil, há deterioração das percepções. Em março, a maioria dos entrevistados (56%) apostava que a chance de vitória de um presidente de agenda reformista de centro-direita estava entre 51% e 70%. Em abril, essa avaliação caiu para menos da maioria e 42% deram essa resposta.

Ao mesmo tempo, o porcentual dos que atribuem chance não majoritária, entre 31% e 50%, de vitória de um reformista cresceu de 30% em março para o mesmo patamar de 42%.

Para o BofA Merril Lynch, os investidores ainda parecem “razoavelmente positivos” sobre a vitória de um reformista. “Cerca de metade diz que há mais de 50% de chance de um candidato de centro-direita vencer e porcentual similar diz que a reforma da Previdência será aprovada em 2019”, cita a pesquisa.

A incerteza eleitoral é destacada pelos economistas do Itaú Unibanco. Ao citar a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, o maior banco privado brasileiro diz em relatório que “as eleições permanecem sem um claro favorito”. Ao lembrar que indicadores econômicos domésticos têm tropeçado, o banco diz que “as incertezas estão maiores” para o Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão. 

Conservador Mario Abdo Benítez vence eleição no Paraguai

O candidato direitista Mario Abdo Benítez venceu a eleição presidencial no Paraguai neste domingo (22). Com 96% das urnas apuradas, ele recebeu 46,49% dos votos, informou o presidente do Tribunal Eleitoral do país, Jaime Bestard.

Seu principal oponente, o liberal Efrain Alegre, de uma coalizão de centro esquerda, recebeu 42,72% da preferência dos eleitores.

Benítez sucederá em agosto o presidente Horacio Cartes, um empresário da indústria do tabaco que, nestas eleições, candidatou-se ao Senado.

Os centros de votação fecharam às 16h local (17h de Brasília), sem incidentes, informou a autoridade eleitoral. Participaram da eleição cerca de 65% dos 4,2 milhões de eleitores.

Outros oito candidatos competiram pela presidência, mas sem chances reais de vencer.

Nas eleições, de um só turno, também esteve em jogo a composição do Congresso (Senadores e Deputados) e os governos dos 17 departamentos, além das cadeiras no Parlasur (Parlamento do Mercosul).

Em conjunto, foram apresentadas mais de 15 mil candidaturas desde as fileiras de 23 partidos, 17 alianças, outros tantos movimentos e quatro combinações.

Foram desdobrados cerca de 300 observadores internacionais em todo o país de organismos como a União Europeia (UE), a Organização de Estados Americanos (OEA) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

Partido Liberal descarta favoritismo nas eleições do Paraguai

Paraguai irá às urnas neste domingo (22) para eleger seu novo presidente, em uma disputa polarizada entre o governista Mario Abdo Benítez, do conservador Partido Colorado, e Efraín Alegre, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).

Os dois concorrem à sucessão de Horacio Cartes, que, assim como o ex-presidente Fernando Lugo, deposto por um impeachment, tentará uma vaga no Senado. As pesquisas não são unânimes ao apontar um vencedor, porém a maioria delas coloca Benítez, presidente do Senado entre 2015 e 2016, como favorito.

Cerca de 4,2 milhões de eleitores podem participar do pleito, que será supervisionado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela União Europeia. Os dois candidatos principais fizeram seus últimos comícios na sexta-feira (20), Benítez em Itauguá, a 30 quilômetros de Assunção, e Alegre em Capiatá, também nos arredores da capital paraguaia.

“No meu governo, não vou permitir que ninguém toque o dinheiro do povo, que ninguém enriqueça com o dinheiro do povo”, declarou o postulante colorado, que centrou suas promessas no combate à corrupção e à impunidade. Ao mesmo tempo, Benítez tenta se distanciar do nome do ditador Alfredo Stroessner (1954-1989).

O pai do candidato pertenceu ao círculo mais próximo do general e amealhou uma grande fortuna durante a ditadura. Por sua vez, Alegre, que lidera uma aliança com a centro-esquerda chamada “Ganhar”, se comprometeu a não ser o “presidente dos ricos”, tentando colar em seu adversário a imagem de elitista.

“Serei o presidente do povo paraguaio. Presidente dos operários, dos trabalhadores, da classe média, dos agricultores”, afirmou o dirigente liberal, que foi ministro de Obras Públicas do governo Lugo entre 2008 e 2011. O ex-presidente, alvo de um impeachment em 2012, participou ativamente da campanha e mostrou confiança na vitória.

Foi justamente uma então inédita aliança entre liberais e esquerdistas que levou Lugo ao poder, em 2008. Outros oito candidatos participam das eleições, mas todos com chances quase nulas de vitória.

Há exato um ano, o PLRA encabeçou uma série de manifestações – que culminaram em uma invasão do Congresso – contra um projeto apoiado tanto por Cartes quanto por Lugo para permitir a reeleição no país. A pressão deu resultado, e o texto acabou rejeitado.

EUA dizem estar prontos a atacar de novo se Síria voltar a usar armas químicas

NOVA YORK E MOSCOU – Os Estados Unidos estão “totalmente prontos” a atacar novamente a Síria se o governo de Bashar al-Assad usar armas químicas novamente, disse Nikki Haley, embaixadora do país na ONU, durante a reunião do Conselho de Segurança neste sábado. A reunião foi convocada pela Rússia que pediu uma condenação ao ataque de forças americanas, britânicas e francesas que lançaram mais de 100 mísseis em resposta à suspeita do uso de armas químicas contra civis na cidade de Douma pelo governo de Bashar al-Assad.

— Acreditamos que conseguimos paralisar o programa de armas químicas da Síria. Estamos prontos para manter esta pressão. Se o governo sírio usar gás venenoso novamente, os Estados Unidos estão totalmente prontos — disse Haley.

O enviado russo deixou claro o descontentamento com os EUA, falou em “hooliganismo na área internacional” e sugeriu uma resolução do Conselho exigindo que cessem quaisquer ataques à Síria.

Neste sábado, a Rússia moderou o tom, com o presidente Vladimir Putin dizendo que o ataque tornara ainda pior uma situação já catastrófica na Síria. Moscou está em contato com os Estados Unidos e demais países que participaram dos ataques, informou neste sábado o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, segundo a agência de notícias RIA. Ryabkov também disse em uma entrevista ao jornal “Kommersant” no sábado que Moscou estava interessada em cooperar com Washington sobre a Síria.

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Opaq vai prosseguir com investigação em Douma

A batalha no Twitter sobre o conflito sírio

A ação de EUA, Reino Unido e França recebeu apoio, em geral de países ocidentais, como a Alemanha, mas foi visto com cautela por outros, como a China. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, que antes era contrária a uma ação contra a Síria voltou atrás e apoiou, neste sábado, os ataques aéreos dos Estados Unidos, França e Inglaterra como uma ação “necessária e apropriada” para alertar Damasco contra o uso de armas químicas.

— Apoiamos o fato de que nossos aliados americanos, britânicos e franceses tomaram responsabilidade desta forma como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — disse Merkel, que havia descartado a participação da Alemanha em qualquer ação militar contra a Síria antes dos ataques.

Já o Ministério das Relações Exteriores da China se ôpos ao uso da força nas relações internacionais. O porta-voz do ministério, Hua Chunying, disse que qualquer ação militar que contorne o Conselho de Segurança da ONU viola os princípios e normas básicas do direito internacional. O país acredita que um acordo político é a única maneira de resolver a questão síria e pediu uma investigação completa, justa e objetiva sobre os supostos ataques com armas químicas na Síria.

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As forças militares envolvidas

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O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, também havia descartado a participação do país numa ação militar na Síria, mas deu seu “apoio inequívoco” aos ataques aéreos das forças americanas, britânicas e francesas. Trudeau acrescentou que o Canadá vai continuar a investigar o uso de armas químicas na Síria e que os responsáveis pelos ataques recentes “devem ser levados à justiça”.

— O Canadá apoia a decisão dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França de tomar medidas para degradar a capacidade do regime de Assad de lançar ataques com armas químicas contra seu próprio povo — disse.

A Otan manifestou apoio aos bombardeios logo após o anúncio da operação. Num comunicado, o secretário-geral, Jens Stoltenberg, disse que a ação “vai reduzir a capacidade do regime de voltar a atacar o povo da Síria com armas químicas”.

O porta-voz do governo turco, Mahir Unal, disse, numa entrevista transmitida pela CNN Turquia, que o país foi informada antes dos ataques contra a Síria. Mais cedo, uma fonte do Ministério das Relações Exteriores turco descreveu os ataques aéreos como uma resposta “apropriada” contra o governo turco.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, classificou os ataques químicos como “absurdos” e “horríveis”, mas pediu cautela na retaliação expressando a preocupação de que qualquer escalada da violência no país aumentaria o sofrimento de quem vive na Síria.

“Peço aos Estados-membros que demonstrem moderação nessas circunstâncias perigosas e evitem quaisquer atos que possam agravar a situação e agravar o sofrimento do povo sírio”, disse num comunicado.

Para o Iraque, os bombardeios contra alvos militares sírios podem dar ao terrorismo uma oportunidade de se expandir na região. Segundo o jornal “The Guardian”, o ministro das Relações Exteriores classificou o ataque como um “desenvolvimento muito perigoso”.

— Tal ação pode ter consequências perigosas, ameaçando a segurança e a estabilidade da região e dando ao terrorismo outra oportunidade de expansão depois que ele foi expulso do Iraque e forçado a entrar na Síria para recuar em grande medida — disse.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chamou os ataques à Síria de “crime militar”. Segundo a agência de notícias IRNA, Khamenei falou numa reunião com autoridades iranianas e embaixadores de países islâmicos.

“O ataque contra a Síria nesta manhã é um crilme. O presidente americano, o presidente francês e a primeira-ministra britânica são criminosos, não vão ganhar nada com isso”, disse pelo Telegram.

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenada a 24 anos de prisão

ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye, 66, foi condenada nesta sexta (6) a 24 anos de prisão por abuso de poder e corrupção, em escândalo que provocou o seu impeachment em março de 2017.

Ela foi deposta sob a acusação de subornar conglomerados como Samsung, Hyundai e LG, a doarem a fundações de sua melhor amiga, Choi Soon-sil, em troca de favores.

Park Geun-hye foi a primeira presidente a ser deposta em um impeachment desde a divisão da Península Coreana, em 1948. O único a passar por processo similar foi Roh Moo-hyun, absolvido pela Justiça em 2004.

O tribunal também multou Park, que é filha de um ex-ditador militar, em cerca 18 bilhões de wons (cerca de 16,9 milhões de dólares).

Park Geun-hye chega a julgamento em agosto de 2017; ela não estave presente na corte no dia de sua condenação.

A ex-presidente, que está presa desde o dia 31 de março de 2017, nega todos os crimes e não estava presente no tribunal nesta sexta.

Apoiadores da Park Geun-hye realizaram um protesto em frente à corte em Seul. Com informações da Folhapress.

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ONU estima 5 bilhões vivendo em risco de escassez hídrica até 2050

A demanda mundial por água tem aumentado a uma taxa de 1% por ano, em razão do crescimento da população e de mudanças nos padrões de consumo. Por outro lado, cenários de secas e cheias têm ficado cada vez mais extremos e estima-se que o número de pessoas que vivem em áreas com potencial de apresentar escassez hídrica ao menos uma vez por ano pode saltar dos atuais 3,6 bilhões para algo entre 4,8 bilhões e 5,7 bilhões até 2050.

É o que alerta o relatório mundial que a Organização das Nações Unidas lança nesta segunda-feira, 19, sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, no Fórum Mundial da Água, que é realizado em Brasília. A recomendação da ONU é que, diante desse quadro, é preciso buscar saídas para a gestão da água nas chamadas “soluções baseadas na natureza” (SbN).

“Nós precisamos de novas soluções para a gestão dos recursos hídricos, para enfrentarmos os desafios emergentes relativos à segurança hídrica originados pelo crescimento demográfico e pela mudança climática. Até 2050, se não fizermos nada, cerca de cinco bilhões de pessoas viverão em áreas com baixo acesso à água”, disse em comunicado à imprensa Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, organização que coordenou o relatório.

“É um desafio importante que devemos enfrentar todos juntos com uma abordagem virtuosa para prevenir conflitos relacionados à água”, complementou.

O quadro geral do planeta vem piorando. De acordo com o relatório, no começo dos anos 2010, 1,9 bilhão de pessoas (27% da população mundial) viviam em áreas com potencial de serem gravemente afetadas pela escassez hídrica. Hoje já se estima que é quase o dobro o total que vive em áreas potencialmente escassas em água pelo menos durante um mês por ano.

O documento aponta que as captações de água para irrigação são a principal causa da redução dos níveis das águas subterrâneas em todo o mundo. E que até 2050 as captações podem crescer 39% em relação aos níveis atuais. Mas hoje, ⅓ dos maiores sistemas mundiais de águas subterrâneas já está em situação de perigo, lembra a ONU.

A organização também lembra que secas e inundações causam perdas econômicas anuais em todo o mundo na faixa de US$ 40 bilhões. Valor que pode subir para US$ 200 bilhões a US$ 400 bilhões, segundo algumas estimativas citadas no documento.

Infraestrutura verde

Em vez de tentar resolver os problemas somente com infraestrutura cinza, como grandes obras de saneamento e captação de água ou construção de diques, a proposta é se inspirar e se apoiar na natureza para melhor a qualidade da água, do abastecimento e também proteger contra desastres naturais. Isso passa por conservar ou recuperar os ecossistemas naturais ou criar modelos que simulam os processos naturais.

“Abordagens tradicionais não permitem que a segurança hídrica sustentável seja alcançada. As SbN trabalham com a natureza, não contra ela e por isso oferecem meios essenciais para ir além das abordagens tradicionais para aumentar os ganhos em eficiência social, econômica e hidrológica, no que diz respeito à gestão da água”, aponta o relatório.

“As SbN são especialmente promissoras na obtenção de progressos em direção à produção alimentar sustentável, à melhora dos assentamentos humanos, ao acesso ao fornecimento de água potável e aos serviços de saneamento, e à redução de riscos de desastres relacionados à água. Elas também podem ajudar na resposta aos impactos causados pela mudança climática sobre os recursos hídricos”, continua o documento.

Não é algo novo – projetos de recuperação de nascentes com mata nativa, por exemplo, trabalham exatamente com esse conceito de que uma vegetação preservada melhora a produção de água. Vai nessa mesma linha preservar um mangue para evitar danos causados pelo aumento do nível do mar. Ele é um amortecedor para ressacas melhor que muito dique.

Mas são iniciativas ainda muito incipientes. De acordo com o relatório, apesar de terem crescido os investimentos em SbN no mundo, eles ainda correspondem a menos de 1% do investimento total em infraestrutura para a gestão dos recursos hídricos.

O trabalho sugere, porém, que uma expansão desses projetos pode beneficiar bilhões. Um estudo citado indica que atividades de conservação e/ou restauração da terra (como a proteção de florestas, o reflorestamento e o uso de culturas de cobertura na agricultura) podem levar a uma redução de pelo menos 10% nos sedimentos em bacias hidrográficas que atualmente abrangem 37% da superfície terrestre que não está coberta por gelo.

Segundo o trabalho, mais de 1,7 bilhão de pessoas – mais da metade da população urbana mundial – poderiam se beneficiar dessa melhora na qualidade da água se aquele tipo de solução fosse aplicada a à bacia hidrográfica de onde vivem.

Um outro trabalho sobre um estudo de caso específico revelou que um investimento de US$ 10 milhões em recomposição de matas ciliares, reflorestamento e implementação de melhores práticas agrícolas, poderia gerar um retorno estimado de US$ 21,5 milhões em benefícios econômicos durante um período de 30 anos.

Saúde: Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo alerta para importância de exercícios

Para alertar pessoas, organizações e governos sobre esse problema, hoje (10) é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo. A data foi criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para colocar em pauta a importância de práticas saudáveis, como atividades físicas e alimentação adequada.

O sedentarismo está associado a doenças crônicas como o infarto, a hipertensão e a diabetes. Ele tem como resultado direto o aumento do sobrepeso e da obesidade, hoje problemas crescentes no país.

Segundo o último levantamento, por telefone, do Ministério da Saúde, o Vigitel, realizado em 2016, a obesidade era uma condição para 18,9% da população, quase 10 pontos percentuais acima do índice registrado dez anos antes (11%). O sobrepeso atingia 53,8% dos entrevistados. No mesmo período, de 2006 a 2016, o diagnóstico de diabetes passou de 5,5% para 8,9% e o de hipertensão foi de 22,5% para 25,7%.

Alto índice

O levantamento do Ministério da Saúde também revelou que 62% dos entrevistados não praticavam esportes. Apenas 37,6% das pessoas estavam envolvidas com alguma modalidade. Entre esses, a ocorrência era maior em homens (46,6%) do que em mulheres (29,9%). O sedentarismo também aparecia mais entre os mais jovens: em moças e rapazes de 18 a 24 anos o índice subia para 52,2%, enquanto entre aqueles com 65 anos ou mais ele caía para 22,3%.

Quando consideradas outras formas de atividade física (como durante o deslocamento para o trabalho ou a outros locais), o índice de pessoas realizando essas práticas subia, chegando a 55%. Ainda nesse caso, a diferença de idade seguia sendo um fator determinante, com a taxa ficando em 65,7% na faixa de 18 a 24 anos e em 28,8% na de pessoas com mais 65 anos ou mais.

Outro levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio de 2017, tomando como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015, chegou a índices semelhantes. O estudo também investigou os motivos da recusa em praticar esportes. Entre os mais jovens entrevistados a maioria alegou falta de interesse, enquanto entre os mais velhos a justificativa mais comum foi o pouco tempo disponível.

Cultura e educação

O presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef), Jorge Steinhilber, acredita que apesar do Brasil propiciar condições para a prática de esportes durante todo o ano (não tendo impedimento por conta de neve, por exemplo), não há uma cultura entre a população de envolvimento com atividades físicas.

Uma das razões para isso, de acordo com ele, é o fato de não haver uma valorização da educação física no período escolar. “Sem isso, você deixa de alfabetizar a criança em termos de movimento, de cultura de atividade física e de levar a ela a importância do significado da atividade física para o futuro. Acaba sendo um círculo vicioso nosso. Se desde a criança eu não levo isso, vai ter muito mais dificuldade no futuro da pessoa entender a prática da atividade física”, disse.

O presidente do Confef destaca como uma das iniciativas para qualificar a educação física na rede de ensino a aprovação do Projeto de Lei 3047/2015, que obriga a presença de professores formados em educação física nessa disciplina. A matéria foi aprovada pelo Senado e ainda tramita em comissões na Câmara dos Deputados.

Benefícios

De acordo com a médica e integrante do conselho federal da categoria (CFM) Rosylane Rocha, a prática de atividade física traz diversos benefícios à saúde; favorece a normalização dos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia; previne doenças cardiovasculares e mitiga a evolução da osteoporose. Além disso, também libera endorfinas e faz com que o indivíduo se sinta com mais energia para as atividades diárias e de trabalho, bem como melhora a qualidade do sono e o próprio humor.

Mas para quem está sedentário e quer começar a praticar alguma atividade física, a conselheira orienta a procurar assistência especializada. “Quem quer começar deve procurar um médico para ver o padrão cardiorespiratório e depois um profissional de educação física que possa orientar as atividades de acordo com as condições físicas, se tem questão cardíaca, problema de articulação ou alguma limitação”, recomenda.

A médica lembra também que um cuidado fundamental é realizar a atividade com regularidade. “Há quem queira fazer atividade muito desgastante sem regularidade. Isso pode causar lesão em vez de trazer benefício”, alerta.

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