Maior jornal da Rússia chama russas de ‘putas’ que envergonham o país

Além de serem vítimas de assédio por parte dos turistas durante a Copa do Mundo, as russas agora têm de encarar o machismo da imprensa local. O colunista Platon Besedin, do Moskovskiy Komsomolets – um dos maiores jornais do país – chamou as mulheres russas de putas e afirmou que o comportamento sexual das mulheres está envergonhando o país em artigo publicado no dia 27.

No texto intitulado “A hora das putas: as russas se envergonham e envergonham o país na Copa”, o jornalista acusa as mulheres de se venderem ao se envolverem com os estrangeiros.

“Nas cidades onde têm a Copa do Mundo, muitas russas se comportam como prostitutas na frente dos estrangeiros. As mais espertas colocaram anúncios nos sites de relacionamento. Claro que muitas mulheres procuram estrangeiros por dinheiro, outras procuram o casamento. Mas tem mulheres que estão prontas para dormir com estrangeiros de forma gratuita só porque são estrangeiros. Podemos dizer que dá vergonha. Muitas mulheres nem conhecem o sentimento de vergonha. Muitas mulheres que correm atrás dos estrangeiros não têm vergonha, moral e valores. Nós criamos uma geração de putas prontas para abrir as pernas ao escutar algum sinal de idioma estrangeiro.”

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Ainda segundo Besedin, o autor diz que o Mundial tem sido importante para quebrar estereótipos, mas o que envolve as mulheres russas tem sido reforçado.

Hoje em dia, esse comportamento é cultivado e se vender não é vergonha. Vergonha é trabalhar como enfermeira simples no hospital e ganhar 9 mil rublos. As redes sociais têm muitos vídeos onde meninas jovens e não tão jovens se comportam como prostitutas com responsabilidade social baixa. O caso menos grave é o de um torcedor brasileiro que paga a uma menina num clube da cidade de Rostov por 5 minutos de esfrega-esfrega. Ou por exemplo aquele dos torcedores poloneses fazendo sexo oral em uma menina russa numa banca no centro da cidade, enquanto as pessoas que estão passando gritam ‘que nojento’ e outros riam. O mais horroroso nesse vídeo é o fato que a russa também está bebendo Coca-Cola e vodca.”

Para o autor da coluna, o problema do país é querer imitar o Ocidente, além de ter homens “fracos e irresponsáveis”.

Besedin diz acreditar que o “problema” tem solução: “Você vai dizer que existem alternativas. Eu tenho certeza que sim. Mas quem vai nos mostrar esses caminhos? Precisamos não apenas para a Copa, mas em geral. As putas estão em todos os lugares como baratas mortas que só consomem, comem e cagam. Pensando apenas em suas necessidades. O teto, o ponto mais alto dos sonhos dessas mulheres, é ter um apartamento em seu nome e todas as contas pagas por um homem branco e nobre”.

O artigo viralizou nas redes sociais. Segundo o UOL, um grupo de mulheres escreveu uma petição exigindo um pedido de desculpas e reforçando que as russas são livres para terem o comportamento sexual que quiserem. O próprio jornal Moskovskiy Komsomolets publicou outros artigos criticando a coluna.

Notícias ao Minuto

Ao ver a repercussão, Besedin publico um novo artigo no dia seguinte, no qual afirma ter sido mal interpertado. Segundo ele, o modelo atual de comportamento imposto ao público pela sociedade e pela mídia é o grande problema, não as mulheres em si.

“Eu vi muitos comentários de mulheres indignadas no meu artigo ‘A geração das putas’. Ele supostamente degrada sua dignidade. Não, meu artigo não degrada sua dignidade, mas a imagem de uma mulher como uma prostituta, que é cultivada em nossa sociedade: de revistas de moda a talk shows populares. Pareça uma prostituta, seja sexy – venda-se para o sucesso”, escreveu.

Vocês insultaram a minha frase: ‘Nós criamos uma geração de prostitutas’. Estou pronto para repeti-la novamente. Porque sim, é assim que elas foram criadas. A geração não está na idade, mas na perspectiva do mundo. Não é desde jovem que ensinamos às meninas o que chamamos timidamente de sexualidade? Nós ensinamos as garotas a parecerem sexy e dançarem sexualmente, porque elas precisarão disso na vida. As mães e os pais ensinam isso. Nós trouxemos uma geração de garotas que consideram o objetivo principal – o número máximo de inscritos no Instagram.”

Meninos presos em caverna na Tailândia: mais chuvas podem forçar resgate urgente

 

 

 

 

 

 

 

 

Os 12 meninos e seu treinador de futebol que estão presos em uma rede de cavernas na Tailândia podem precisar aprender a mergulhar ou ter de esperar meses até que as cheias retrocedam, segundo o Exército do país, envolvido na operação de resgate. O risco adicional de mais chuvas torrenciais, no entanto, podem elevar ainda mais o nível da água no local onde encontraram abrigo, e forçar um resgate urgente.

Agora que os 13 foram encontrados, o primeiro objetivo das operações de resgate é levar comida e suprimentos médicos para dentro das cavernas.

Ao serem encontrados por mergulhadores britânicos, que faziam parte do esforço internacional de resgate, um dos meninos teria dito: “Comer, comer, comer, fale para eles que estamos com fome”. Não se sabe exatamente como o pequeno suprimento de comida que o grupo levava foi consumido no período, mas, considerando-se indivíduos saudáveis, é possível sobreviver sem comida e sem água por uma semana e apenas com água por cerca de um mês.

Segundo os militares, a comida que será entregue seria suficiente para pelo menos quatro meses. No entanto, o risco de elevação do nível da água pode forçar equipes a um resgate mais apressado, em que, com o equipamento de mergulho, os meninos seriam conduzidos para a superfície acompanhados de mergulhadores profissionais. Um dos desafios seriam trechos estreitos do percurso por onde apenas um indivíduo consegue passar.

“Nossa missão é buscar, resgatar e retornar. Até agora, nós apenas os encontramos. A próxima missão é retirá-los da caverna e mandá-los para casa”, disse o governador da província de Chiang Rai, no norte da Tailândia, onde fica a rede de cavernas.

O correspondente da BBC Jonathan Head, que está no local, relatou que as forças armadas tailandesas contam com médicos com habilidades de mergulho necessárias para alcançar o grupo.

“Mas mesmo quando eles tiverem recuperado as forças, conduzi-los por um longo caminho de túneis será um desafio muito difícil. Além disso, a estação de chuvas acaba de começar – e o nível da água vai subir”, disse o jornalista.

O vice-presidente do Conselho Britânico de Resgate em Cavernas, Bill Whitehouse, disse ter sido informado pelos mergulhadores britânicos que encontraram o grupo que o mergulho até o local onde os 13 haviam se refugiado foi “complicado e problemático”. Foram três horas de ida e volta, que envolveram 1,5 quilômetros de trajeto parcialmente inundado”, disse Whitehouse à BBC.

Como eles ficaram presos nas cavernas?

No dia 24 de junho, os rapazes adentraram a rede de cavernas para um passeio. Logo depois, começou a chover. Com isso, a entrada principal ficou bloqueada. Isso pode ter impedido o grupo de voltar e feito com que buscassem uma área mais alta, protegida das águas.

O complexo de cavernas, chamado de Tham Luan Nang, costuma ficar inundado durante o período de chuvas, de setembro a outubro.

Caso seja preciso retirar os 13 rapazes da caverna antes do fim da temporada de chuvas, eles podem precisar a aprender técnicas básicas de mergulho, para conseguirem passar com um mínimo de segurança pelos perigosos corredores subterrâneos, cheios de águas lamacentas, com visibilidade zero e partes estreitas por onde apenas uma pessoa consegue passar.

Já a tentativa de bombear a água para fora das cavernas, permitindo a passagem do grupo, não foi bem sucedida até agora.

Retirada por mergulho é muito perigosa

“A opção de retirá-los das cavernas pelo mergulho é a mais rápida. Mas também é a mais perigosa”, afirmou Anmar Mirza, coordenador da Comissão de Resgate em Cavernas dos Estados Unidos.

Trabalharam nas buscas mergulhadores da Marinha da Tailândia, três grandes especialistas britânicos em mergulho em cavernas e mergulhadores militares americanos. Todos são altamente capacitados em mergulho. Mesmo assim, precisaram de diversas horas de trabalho até encontrarem os 13 rapazes. Tiveram que atravessar passagens estreitas, com o auxílio de esforços de bombeamento de água.

Já os 13 rapazes não têm treinamento de mergulho.

Edd Sorenson, membro da Organização Internacional de Resgate em Cavernas Subaquáticas, desaconselha retirar o grupo das cavernas pelo mergulho. “Isso é extremamente perigoso e arriscado. Eu só consideraria essa possibilidade como uma última opção”, afirmou.

“(Ao) colocar alguém que não esteja familiarizado a condições extremas, em uma situação de visibilidade zero, é provável que essa pessoa entre em pânico” e coloque sua vida e dos mergulhadores em risco, completou.

Perfurações nas rochas são muito difíceis de serem feitas

Autoridades tailadesas também tentaram perfurar buracos nas cavernas, para ajudar a drenar parte da água das cheias. Mas, a espessura das rochas inviabilizou os esforços.

Também foi sugerido que essas perfurações pudessem funcionar como um caminho alternativo de saída para os rapazes – já que o local por onde entraram inundou. Porém, para iniciar esse processo, seria necessário construir novas estradas sob as cavernas, para transportar os pesados equipamentos de perfuração.

Além disso, seria preciso conhecer a estrutura das cavernas por completo – caso contrário, seria pequena a chance de perfurar em um local que de fato permitisse a saída do grupo. “Parece fácil, mas é muito difícil”, afirma Mirza, da Comissão de Resgate em Cavernas dos EUA.

Suprimento de alimento pode manter os jovens vivos até água baixar

Segundo Narongsak Osottanakorn, governador da província onde fica o complexo de cavernas, médicos e enfermeiros seriam enviados até os rapazes junto com os mergulhadores. “Se os médicos disserem que a saúde dos meninos está forte o suficiente para serem retirados, é isso que vai acontecer”, disse o político. “Nós vamos cuidar deles, até que possam voltar para a escola”.

Mas, de acordo com Mirza, a saúde é uma preocupação muito séria. “Depois de nove dias sem comida, é preciso observar com cuidado a dieta alimentar”. Pessoas que não se alimentaram por muito tempo podem apresentar graves problemas de saúde se não tiverem uma reintrodução alimentar correta – como um ataque cardíaco ou coma.

“Por isso, a essa altura, eu acho que seria melhor levar comida, água, sistemas de filtragem e oxigênio, se necessário. E esperar”, afirma Sorenson, da Organização Internacional de Resgate em Cavernas Subaquáticas.

Segundo o governador de Chiang Rai, Narongsak Osotthanakon , equipes estão tentando instalar conexão telefônica dentro da caverna para permitir que as crianças falem com seus pais enquanto esperam pelo resgate.

Parentes dos integrantes do grupo estão acampados do lado de fora da entrada principal da caverna desde o dia 23, quando o grupo desapareceu.

O júbilo com a descoberta dos meninos e do técnico com vida foi seguida da angústia com os próximos passos desta complicada missão de resgate.

 

O exorcismo ainda é prática comum no Vaticano

A Igreja Católica não descuida do demônio. O papa se refere a ele com frequência e, na França, dezenas de padres se dedicam ao exorcismo para aliviar os tormentos dos fiéis e, às vezes, até dos não crentes.

Com mais frequência que seus predecessores, o papa Francisco menciona a presença do diabo e o combate espiritual contra este “ser pessoal que nos fustiga”. Segundo os evangelhos, o próprio Jesus Cristo expulsou demônios.

O exorcismo consiste em lutar contra as forças diabólicas que fazem com que uma pessoa esteja “possuída”.

Esta prática não é do gosto de todos e havia caído em desuso desde o Concílio Vaticano II (1962-1965), mas em 2014 o Vaticano reconheceu uma associação internacional de exorcistas.

A Conferência dos Bispos da França (CEF) se dotou de um “escritório nacional de exorcistas” que serve de vínculo com a centena de sacerdotes que exercem esta delicada missão.

O padre Emmanuel Faure, da diocese de Belley-Ars, no norte da França, programa uma reunião por semana, mas insiste em que “é um apostolado de misericórdia”.

Quem recorre aos padres exorcistas? Pessoas “de todas as idades e classes sociais, católicos, pessoas que voltam à Igreja, adeptos da medicina alternativa…” As mulheres são maioria, mas “nos últimos tempos, vi bastante homens”, detalha o padre Faure.

Livro vermelho

Este sacerdote benze a pessoa com um crucifixo e lhe propõe beijar uma cruz. Em seu trabalho respeita o “ritual do exorcismo”, um pequeno livro vermelho encadernado em couro. Recita uma oração destinada a libertá-la das forças maléficas e, se for necessário, interpela o “príncipe das trevas” com o famoso “Sai fora, Satanás!”. “É muito bíblico”, afirma.

Cerca de “99% das pessoas necessitam conhecer um Deus de amor e de paz: não estamos aqui para gerar medo”, afirma o sacerdote.

Outros exorcistas, mais tradicionalistas, seguem o velho ritual em latim, que consideram “sagrado”. “Após o Vaticano II realizamos ações de libertação de feitiços, malefícios… Mas ante as possessões demoníacas não dá frutos”, aponta George de Saint Hirst, membro da igreja católica antiga (independente do Vaticano), que se orgulha de praticar cerca de mil exorcismos por ano em seu claustro.

“Pessoas vítimas de forças ocultas vão ver um curandeiro, um terapeuta… E às vezes um sacerdote. Uma pequena luz acesa para que tomem consciência de que têm uma alma e que é preciso curá-la”, conta.

As dioceses advertem contra os exorcistas “sem mandato” que se apresentam na internet com o título de “monsenhor”. “Alguns querem transformá-lo em um negócio, o que deveria servir de alerta: a igreja nunca cobra”, diz Emmanuel Coquet, secretário-geral adjunto da CEF.

“Não se trata de ser especialistas no diabo, mas apaixonados por Deus que tentam implementar sua ação”, conclui o responsável episcopal. Contra o Maligno “isso é na verdade o mais eficaz”.

Brasil chega à última rodada na situação mais complicada em 40 anos

esmo com a vitória sobre a Costa Rica na manhã desta sexta-feira (22), o Brasil entrará na última rodada da fase de grupos ainda sem a classificação confirmada. Isso aconteceu também em 2014, mas com situação mais favorável à situação brasileira. Antes disso, apenas em 1978.

Na Rússia, a seleção chegou a quatro pontos e lidera o grupo E. Suíça tem o mesmo número de pontos, mas está atrás no saldo. Sérvia vem logo atrás com três. Costa Rica não pontuou e já está eliminada.

Assim, o Brasil precisa ao menos empatar com a Sérvia na última rodada, na próxima quarta-feira (27), para garantir a classificação às oitavas de final da Copa sem depender de nenhum outro resultado.

Em 2014, o Brasil teve um de seus piores começos de Copa do Mundo. Assim como nesta edição do Mundial, a equipe chegou à última rodada da fase de grupos com uma vitória e um empate.

Na Copa realizada no Brasil, a seleção nacional terminou a segunda rodada da fase inicial liderando o Grupo A, com quatro pontos. México vinha em segundo, com a mesma pontuação, mas atrás no saldo. Croácia, com três, e Camarões, zerado, fechavam o grupo.

Para se garantir, o país precisava só de um empate e mesmo com uma derrota teria chance de classificação.

México e Croácia se enfrentariam na última rodada e, em caso de derrota brasileira, um empate nessa partida tiraria a equipe dona da casa da zona de classificação.

Se os mexicanos vencessem, o Brasil estaria classificado para a segunda fase mesmo que derrotado. Numa vitória croata, decidiria a classificação com o México no saldo de gols se também perdesse a partida.

1978

Em 1978, após duas rodadas, a seleção tinha dois pontos (dois empates) e era a segunda colocada no grupo 3. A Áustria, última adversária do Brasil, liderava com quatro pontos. Espanha e Suécia vinham logo atrás com um ponto.

Naquela época (e assim foi até 1990), uma vitória na fase de grupos rendia dois pontos, e não três, como é hoje. Então, se o Brasil perdesse para a Áustria, poderia ser ultrapassado pelo vencedor do duelo entre Espanha e Suécia, e ficaria fora da zona de classificação.

No final, a seleção venceu a partida e se classificou em primeiro, com os austríacos em segundo. O Brasil terminou a Copa de 1978 na terceira colocação. A Argentina, dona da casa, foi campeã. Com informações da Folhapress.

 

Indonésia busca 166 desaparecidos em naufrágio em lago

Ao menos 166 pessoas estão desaparecidas devido ao naufrágio de uma balsa no lago de Toba, ao norte da ilha de Sumatra, na Indonésia. O acidente ocorreu há dois dias, mas somente nesta quarta-feira (20) as autoridades apresentaram um balanço atualizado.

Até o momento, 18 pessoas foram resgatadas com vida e o corpo de uma mulher foi tirado das águas, a qual é considerada a primeira vítima oficial. A embarcação estava lotada de pessoas e motocicletas no momento do acidente, porém não há uma lista oficial de passageiros, o que tem dificultado o trabalho das equipes de resgate.

“A falta de uma lista de passageiros deixa mais difícil determinar o número de vítimas neste acidente”, disse a polícia local, em um comunicado divulgado nesta manhã. O balanço de 166 desaparecidos foi feito com base em informações de familiares, mas a polícia acredita que o número possa aumentar. Até agora, não há indicações da presença de turistas estrangeiros na balsa. A embarcação fazia o trajeto entre a ilha de Samosir, dentro do lago, para a cidade de Parapat. (ANSA)

Aborto cresce 37% em seis anos de legalização no Uruguai

Argentinas celebram avanço da lei que celebra aborto; país segue passos iniciados pelo Uruguai há 6 anos

 

Com a legalização do aborto, o Uruguai viu o procedimento crescer 37% no país, na comparação com o primeiro ano completo com a lei em vigor (2013). No ano passado, foram registrados 9.830 abortos, o que equivale a uma média de 27 por dia, ou mais de um por hora, segundo o Ministério da Saúde do país.

A interrupção voluntária da gravidez foi aprovada no Uruguai em outubro de 2012, depois de votações apertadas no Congresso. Do outro lado do rio da Prata, a Argentina trilha caminho semelhante, com a legalização aprovada na Câmara de Deputados na semana passada e enviada ao Senado.

Segundo a lei em vigor no Uruguai, podem abortar as uruguaias e as residentes há pelo menos um ano no país, desde que a gestação não tenha passado da 12ª semana, ou da 14ª, em caso de estupro. No projeto de lei que avança na Argentina, esses limites são, respectivamente, a 14ª e a 15ª semana. E em ambos países, não há limite de tempo se a gestante correr risco de morte, ou se houver má formação do feto.

No ano passado, a grande maioria dos abortos uruguaios (84,3%) foi realizada por mulheres com mais de 20 anos; 15% eram adolescentes entre 15 e 17 anos e apenas 0,7% tinham menos de 15 anos.

A lei determina que a mulher inicialmente se consulte com um médico, que solicita uma ecografia e a encaminha a uma equipe formada por ginecologista, psicólogo e assistente social. Após essa consulta, a mulher tem de esperar ao menos cinco dias –o que a lei chama de “período de reflexão” – antes de prosseguir com o aborto. Em 2017, 6% das mulheres que procuraram o serviço desistiram de interromper a gravidez.

Caso decida realmente encerrar a gestação, a mulher recebe uma medicação para induzir o aborto e passa a ter acompanhamento médico.

Mortalidade materna

Pesquisadores da área dizem que a legalização do aborto diminui a mortalidade materna. Estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 2015 revelou que o Uruguai tinha a menor taxa de mortalidade de gestantes da América Latina e Caribe, mas não é possível correlacionar o dado à legislação do país.

Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde local, em 2016, a taxa de mortes de mulheres por causa de complicações na gravidez, parto ou pós-parto, foi 19,1 para cada cem mil nascidos vivos. O índice é menor do que o de 2015 (22,6), mas maior do que o de 2013 (18,5).

Na Argentina, que provavelmente legalizará os abortos, esse índice fechou 2016 em 34 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. No Brasil, foi de 58.

Aborto na América Latina

O projeto que autoriza o aborto na Argentina passou na Câmara com placar apertado – 129 votos a favor, 125 contrários e uma abstenção. Ainda não há data para que o Senado vote a lei.

A votação mobilizou milhares de manifestantes, tanto a favor, como contra o aborto, que fizeram vigília em frente ao Congresso, em Buenos Aires.

Na América Latina, além do Uruguai, o aborto foi descriminalizado em Cuba, Porto Rico, Guiana e na Cidade do México.

No Brasil, o aborto é crime exceto em três casos: quando a gravidez é causada por estupro, quando existe risco de morte para a mãe ou se o feto for anencéfalo (má formação cerebral).

Um estudo divulgado em março deste ano pelo Instituto Guttmacher, dos EUA, mostrou que ocorreram, entre 2010 e 2014, 6,5 milhões de abortos induzidos na região. A proporção é de 44 abortos para cada mil mulheres em idade reprodutiva (15 a 44 anos).

O relatório mostrou também que os abortos são feitos com frequência parecida em países de leis mais rígidas e naqueles com legislações que não restringem a prática, indicando que as mulheres optam por interromper a gravidez independente do que diz a lei.

Americanos têm 40% das armas de fogo do mundo, aponta estudo

Os americanos representam 4% da população mundial, mas são donos de 40% das armas de fogo que existem, revelou um novo estudo divulgado nesta segunda-feira (18).

Existem mais de 1 bilhão de armas de fogo no mundo, 85% delas em mãos de civis e o resto em poder de forças militares e de ordem interna, de acordo com a Small Arms Survey.

A pesquisa, realizada pelo Graduate Institute of International and Development Studies em Genebra (Suíça), baseia suas estimativas em várias fontes, incluindo o registro de compra de armas por civis de 133 países e territórios assim como os resultados de estudos de campo em 56 países.

Dos 857 milhões de armas que estão nas mãos de civis, 393 milhões se encontram nos Estados Unidos, uma quantidade maior do que a somada por outros 25 países que aparecem no topo da lista.

“Os americanos compram cerca de 14 milhões de armas novas e importadas por ano”, disse Aaron Karp, um dos autores do estudo, em uma coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York.

“Por que compram tantas armas? Bom, esse é outro debate, mas pode-se dizer que as compram porque podem. O mercado americano é extraordinariamente permissivo”, acrescentou.

Existem 121 armas para cada 100 habitantes nos Estados Unidos, 53 no Iêmen, 39 em Montenegro e 35 no Canadá. No outro extremo, Japão e Indonésia têm menos de uma arma para cada 100 habitantes.

Terremoto de magnitude 5,6 atinge a Guatemala

A Guatemala foi sacudida por um terremoto de magnitude 5,6 na noite deste domingo (17). Conforme o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), o sismo abalou, principalmente a Cidade da Guatemala, a 100 quilômetros de profundidade. Não há informações de feridos.

O tremor foi sentido por volta das 22h32 locais – 1h32 desta segunda-feira (18), em Brasília – até em El Salvador.

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O terremoto atinge o país duas semanas após a erupção do vulcão Fuego, que deixou pelo menos 11o mortos, feridos e 197 desaparecidos. O epicentro ocorreu a 18.7 km de Escuintla, mesma região do Fuego.

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu as cidades de Osaka, Hyodo e Kyoto, no oeste do Japão, e deixou ao menos três mortos e 307 feridos na manhã desta segunda-feira (18) -noite de domingo (17) no Brasil. Segundo a a Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão, três pessoas foram encontradas sem sinais vitais, das quais uma estudante de 9 anos em uma escola. Um dos muros do prédio caiu sobre a menina.

Ao menos dois idosos, ambos com mais de 80 anos, também estão entre as vítimas. Não há detalhes ainda do restante dos mortos. O tremor foi registrado por volta das 8h locais (20h de domingo de Brasília), a uma profundidade de cerca de 13 quilômetros. Pequenos incêndios foram provocados, além da queda de paredes de algumas construções.

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Os serviços de trem (inclusive trem-bala) e metrô foram suspensos em Osaka, até que técnicos pudessem verificar a extensão dos danos à rede. Passageiros foram obrigados a andar pelos trilhos para retornar às estações.Diversas fábricas, também foram fechadas na região.O Autoridade de Regulação Nuclear do Japão disse não ter detectado nada de anormal nas centrais do país. Não houve alerta de tsunami.

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

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Portugal aprova uso da maconha para fins medicinais

O parlamento português aprovou hoje (15) o uso da maconha (cannabis) com finalidade medicinal. O cultivo para uso próprio fica proibido.

A iniciativa, originada de dois projetos de lei, um do Bloco de Esquerda (BE) e outro do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), contou com o apoio do Partido Socialista (PS) e recebeu votos favoráveis de quase todos os outros partidos, exceto do Partido Popular (CDS-PP) que se absteve.

A nova lei entra em vigor no dia 1º de julho e prevê que a cannabis só poderá ser consumida de forma medicinal, com receita médica e comprada em farmácias.

Os medicamentos, para serem comercializados, precisarão de autorização prévia da Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). O Estado fica autorizado a produzir medicamentos, através do Laboratório Militar. A lei normatiza que o Estado deve estimular a investigação científica nessa área.

Carta aberta

Em janeiro deste ano, uma carta aberta assinada por uma centena de médicos, enfermeiros, psicólogos, investigadores e autoridades da área da saúde pedia a legalização do uso terapêutico da maconha. O documento defendia que a “planta da cannabis tem inúmeros efeitos medicinais que podem e devem ser colocados ao serviço das pessoas. A legalização permitiria a melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas e um maior e melhor acesso ao tratamento mais adequado ao seu estado de saúde”.

O texto do projeto de lei do Bloco de Esquerda ressalta a eficácia da cannabis em situações de tratamento da dor, diminuição da náusea e vômitos associados à quimioterapia e estimulação do apetite. Além disso, cita a eficiência da utilização “no caso da doença de Alzheimer, na esclerose lateral amiotrófica, no glaucoma, no diabetes, nos distúrbios alimentares, na distonia, na epilepsia, na epilepsia infantil, na fibromialgia, nos distúrbios gastrointestinais, nos gliomas, na hepatite C, no VIH, na doença de Huntington, na incontinência, na esclerose múltipla, na osteoporose, na doença de Parkinson, no stress pós-traumático, na artrite reumatóide, na apneia do sono”, entre outras.

Edição: Lílian Beraldo
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