Americanos têm 40% das armas de fogo do mundo, aponta estudo

Os americanos representam 4% da população mundial, mas são donos de 40% das armas de fogo que existem, revelou um novo estudo divulgado nesta segunda-feira (18).

Existem mais de 1 bilhão de armas de fogo no mundo, 85% delas em mãos de civis e o resto em poder de forças militares e de ordem interna, de acordo com a Small Arms Survey.

A pesquisa, realizada pelo Graduate Institute of International and Development Studies em Genebra (Suíça), baseia suas estimativas em várias fontes, incluindo o registro de compra de armas por civis de 133 países e territórios assim como os resultados de estudos de campo em 56 países.

Dos 857 milhões de armas que estão nas mãos de civis, 393 milhões se encontram nos Estados Unidos, uma quantidade maior do que a somada por outros 25 países que aparecem no topo da lista.

“Os americanos compram cerca de 14 milhões de armas novas e importadas por ano”, disse Aaron Karp, um dos autores do estudo, em uma coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York.

“Por que compram tantas armas? Bom, esse é outro debate, mas pode-se dizer que as compram porque podem. O mercado americano é extraordinariamente permissivo”, acrescentou.

Existem 121 armas para cada 100 habitantes nos Estados Unidos, 53 no Iêmen, 39 em Montenegro e 35 no Canadá. No outro extremo, Japão e Indonésia têm menos de uma arma para cada 100 habitantes.

Terremoto de magnitude 5,6 atinge a Guatemala

A Guatemala foi sacudida por um terremoto de magnitude 5,6 na noite deste domingo (17). Conforme o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), o sismo abalou, principalmente a Cidade da Guatemala, a 100 quilômetros de profundidade. Não há informações de feridos.

O tremor foi sentido por volta das 22h32 locais – 1h32 desta segunda-feira (18), em Brasília – até em El Salvador.

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O terremoto atinge o país duas semanas após a erupção do vulcão Fuego, que deixou pelo menos 11o mortos, feridos e 197 desaparecidos. O epicentro ocorreu a 18.7 km de Escuintla, mesma região do Fuego.

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu as cidades de Osaka, Hyodo e Kyoto, no oeste do Japão, e deixou ao menos três mortos e 307 feridos na manhã desta segunda-feira (18) -noite de domingo (17) no Brasil. Segundo a a Agência de Gerenciamento de Incêndios e Desastres do Japão, três pessoas foram encontradas sem sinais vitais, das quais uma estudante de 9 anos em uma escola. Um dos muros do prédio caiu sobre a menina.

Ao menos dois idosos, ambos com mais de 80 anos, também estão entre as vítimas. Não há detalhes ainda do restante dos mortos. O tremor foi registrado por volta das 8h locais (20h de domingo de Brasília), a uma profundidade de cerca de 13 quilômetros. Pequenos incêndios foram provocados, além da queda de paredes de algumas construções.

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Os serviços de trem (inclusive trem-bala) e metrô foram suspensos em Osaka, até que técnicos pudessem verificar a extensão dos danos à rede. Passageiros foram obrigados a andar pelos trilhos para retornar às estações.Diversas fábricas, também foram fechadas na região.O Autoridade de Regulação Nuclear do Japão disse não ter detectado nada de anormal nas centrais do país. Não houve alerta de tsunami.

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

Fotos: tremor no Japão deixa ao menos três mortos e mais de 300 feridos

 

Portugal aprova uso da maconha para fins medicinais

O parlamento português aprovou hoje (15) o uso da maconha (cannabis) com finalidade medicinal. O cultivo para uso próprio fica proibido.

A iniciativa, originada de dois projetos de lei, um do Bloco de Esquerda (BE) e outro do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), contou com o apoio do Partido Socialista (PS) e recebeu votos favoráveis de quase todos os outros partidos, exceto do Partido Popular (CDS-PP) que se absteve.

A nova lei entra em vigor no dia 1º de julho e prevê que a cannabis só poderá ser consumida de forma medicinal, com receita médica e comprada em farmácias.

Os medicamentos, para serem comercializados, precisarão de autorização prévia da Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde). O Estado fica autorizado a produzir medicamentos, através do Laboratório Militar. A lei normatiza que o Estado deve estimular a investigação científica nessa área.

Carta aberta

Em janeiro deste ano, uma carta aberta assinada por uma centena de médicos, enfermeiros, psicólogos, investigadores e autoridades da área da saúde pedia a legalização do uso terapêutico da maconha. O documento defendia que a “planta da cannabis tem inúmeros efeitos medicinais que podem e devem ser colocados ao serviço das pessoas. A legalização permitiria a melhoria da qualidade de vida de muitas pessoas e um maior e melhor acesso ao tratamento mais adequado ao seu estado de saúde”.

O texto do projeto de lei do Bloco de Esquerda ressalta a eficácia da cannabis em situações de tratamento da dor, diminuição da náusea e vômitos associados à quimioterapia e estimulação do apetite. Além disso, cita a eficiência da utilização “no caso da doença de Alzheimer, na esclerose lateral amiotrófica, no glaucoma, no diabetes, nos distúrbios alimentares, na distonia, na epilepsia, na epilepsia infantil, na fibromialgia, nos distúrbios gastrointestinais, nos gliomas, na hepatite C, no VIH, na doença de Huntington, na incontinência, na esclerose múltipla, na osteoporose, na doença de Parkinson, no stress pós-traumático, na artrite reumatóide, na apneia do sono”, entre outras.

Edição: Lílian Beraldo

Kim e Trump assinam acordo para desnuclearização da península Coreana

Em condições ainda vagas e com compromissos que ficaram de fora do papel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram nesta terça-feira (12) em Singapura um acordo que prevê a desnuclearização da península Coreana, no qual os dois países se comprometem à “paz e prosperidade” na região.

O documento repete o compromisso de dar fim às armas nucleares feito pelo norte-coreano no final de abril, em uma reunião com a Coreia do Sul, e não estabelece, por ora, passos concretos rumo à desnuclearização.

 

Um dos principais itens do combinado entre Kim e Trump, a destruição de um local de testes de mísseis nucleares, foi obtido após a assinatura final, segundo o americano -e ficou de fora do documento divulgado pelos dois países.

As sanções econômicas contra a Coreia do Norte permanecem inalteradas, até que sejam tomados passos concretos rumo à desnuclearização, de acordo com o americano. E o esperado término oficial da Guerra da Coreia, que divide a península coreana há quase 70 anos, não foi anunciado desta vez.

Trump afirmou que o momento era “histórico” e que inaugura “um novo capítulo na história nas nações”, mas reconheceu que é o início de um processo e disse que “não há como garantir tudo”.

“Eu apenas sinto, muito fortemente, que eles querem fazer um acordo”, declarou o presidente, durante uma longa entrevista à imprensa em Singapura. “É isso que eu faço. Minha vida toda foi de negociação. Isso é o meu negócio.”

Em troca do compromisso de desnuclearização, os EUA se comprometeram a interromper os exercícios militares aéreos conjuntos com a Coreia do Sul, na fronteira dos países, que desagradaram o norte-coreano durante as negociações para a cúpula desta terça e quase ruíram o encontro.

“Em primeiro lugar, é tremendamente caro. E segundo, é uma situação muito provocadora”, afirmou Trump. “Diante das circunstâncias de que estamos negociando um acordo bastante abrangente, [abandonar os exercícios militares] é algo que eles [Coreia do Norte] apreciaram bastante.”

Ao ser perguntado se havia interpelado o ditador, que sufoca a oposição ao regime e detém centenas de presos políticos em campos forçados, Trump disse que falou, sim, do assunto -mas de forma “muito breve” em comparação ao tema das armas nucleares, principal foco do encontro.

Em um clima ineditamente amistoso com a imprensa no local, Trump não quis responder, porém, a um jornalista que o questionou, de forma incisiva, se o encontro dava legitimidade a um regime ditatorial que oprime e retira direitos da população. “Eu acabei de responder”, desconversou o americano.

Ainda não se sabe quanto tempo levará a desnuclearização prometida por Kim.

O americano reconheceu que é preciso um grande esforço para desmobilizar um arsenal como o norte-coreano, e que há impeditivos “científicos e mecânicos” para que isso seja feita de forma rápida.

Os EUA farão verificações do compromisso da desnuclearização in loco, com uma equipe de observadores americanos e internacionais.

Uma próxima reunião entre as delegações dos dois países será agendada na semana que vem. Na ocasião, serão estabelecidos os passos concretos para o compromisso atingido nesta terça.

Trump não descartou a possibilidade de viajar a Pyongyang em breve -tampouco a de convidar Kim para uma visita à Casa Branca. Com informações da Folhapress.

Trump promete convidar Kim para visita à Casa Branca

Saiba qual é a marca que a Fifa censurou no clipe oficial da Copa

Em vídeo lançado nesta sexta-feira (8), Nicky Jam vestiu jaqueta da parceria entre as grifes K-Way e Dsquared2, mas entidade escondeu o logotipo.

A Fifa lançou nesta sexta-feira (8) o videoclipe da música oficial da Copa do Mundo, intitulada Liv It Up e interpretada por Will Smith, Era Istrefi e Nicky Jam, e chamou atenção ao esconder a marca da roupa usada por um dos cantores.

Dono de grandes hits de reggaeton, como El Amante, Nicky Jam aparece no vídeo vestindo uma jaqueta estilo corta-vento estampada da parceria entre as grifes K-Way e Dsquared2 – que em lojas oficiais custa 700 euros (cerca de R$ 3 mil) -, mas com o logotipo borrado.

Apesar de poder causar certa estranheza, atitudes como a da Fifa são comuns em videoclipes por questões comerciais. Mas, neste caso, a ação não funcionou como o esperado: além de o cantor ter publicado uma imagem em que mostrava o logo da peça, muita gente já conhecia as marcas, pois são duas mais queridas por boleiros. Jogadores como Daniel Alves e Alexandre Pato, por exemplo, frequentemente circulam por aí com peças assinadas por elas.

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A parceria entre as grifes resultou em uma coleção outono-inverno lançada em 2017, que mesclou a sofisticação dos irmãos Dan e Dean Caten, donos da Dsquared2, com a experiência da K-Way no mercado esportivo, atingindo, segundo os próprios criadores, o “equilíbrio entre refinado e brincalhão, e espontaneidade e ousadia”.

Confira, a seguir, a jaqueta com o logo à mostra e outros boleiros que já vestiram roupas das marcas:

Líderes de Coreia do Norte e do Sul prometem fim das armas nucleares

presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciaram nesta sexta-feira (27) que concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana. Eles também pretendem assinar um acordo de paz até o fim deste ano.

Os países afirmaram que pretendem envolver os Estados Unidos e a China para converter o atual armistício em um acordo de paz. Por terem participado da guerra, os EUA precisam participar e concordar com os termos do novo tratado.

A declaração não especifica como funcionará o processo de desnuclearização da península Coreana. No passado, os norte-coreanos já disseram que só poderiam abrir mão de suas armas nucleares quando os EUA tirassem seus 28 mil soldados da Coreia do Sul.

Os países também anunciaram que em agosto irão organizar uma nova reunião entre famílias separadas desde a guerra.

ENCONTRO HISTÓRICO

De mãos dadas, o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, cruzaram nesta sexta-feira (27, noite de quinta no Brasil) a linha demarcatória na zona desmilitarizada na península Coreana para a primeira cúpula entre os países em 11 anos.

Em encontro cheio de símbolos em Panmunjom, a vila de casas azuis na zona desmilitarizada que serve de sede às negociações intercoreanas, os dois se cumprimentaram às 9h20 (21h20 de quinta em Brasília), até que Kim puxou Moon de improviso para o lado norte-coreano para cruzar a linha de volta com ele.

Foi a primeira vez em que um líder norte-coreano atravessou a divisa desde a Guerra da Coreia, iniciada em 1950 e nunca oficialmente encerrada (em 1953, os dois países assinaram um armistício).

“Fico feliz em conhecê-lo”, disse o presidente sul-coreano ao ditador. Ambos sorriram.

Os líderes foram acompanhados por uma banda militar até a Casa de Paz, onde foi assinado o armistício de 1953. No livro de visitas, Kim escreveu: “Uma nova história começa agora, o ponto de partida de uma era de paz.”

Posaram para fotografias e entraram em uma sala, onde fizeram declarações rápidas à imprensa antes de iniciarem a etapa das negociações de portas fechadas, que não havia terminado até a conclusão desta edição.

“Estamos na linha de largada, onde uma nova história de paz, prosperidade e relações intercoreanas é escrita”, disse Kim, pedindo a Moon que não se repitam os erros de negociações passadas: “Em vez de criar resultados que não seremos capazes de manter, devemos ter resultados vindos de uma conversa franca sobre diferentes temas de interesse”.

“Espero que sejamos capazes de falar francamente e chegar a um acordo que dê um grande presente aos coreanos e às pessoas em todo o mundo que desejam a paz”, respondeu Moon.

O encontro deste 27 de abril é o ápice da distensão iniciada com um discurso de 1º de janeiro por Kim e continuada com a participação de atletas do Norte e de uma equipe mista na Olimpíada de Inverno no Sul, na qual Kim Yo-yong, irmã do ditador, assistiu à cerimônia de abertura.

O movimento segue-se a um 2017 em que o regime fez o mais potente de seus testes nucleares e lançou um míssil de alcance intercontinental, causando temor em Seul e levando os EUA a reforçarem suas tropas na região. Com informações da Folhapress.

Real é a 3ª moeda que mais perdeu valor em relação ao dólar

real é a terceira moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em abril, em uma lista de 47 moedas com cotações à vista ranqueadas pelo “Estadão/Broadcast”. A expectativa de um novo aperto nos juros nos EUA também tem pressionado outras moedas, mas no Brasil, esse movimento é acentuado diante das incertezas eleitorais. A moeda americana fechou nessa terça-feira, 24 em alta de 0,61%, a R$ 3,4706.

Grandes bancos, como BofA Merrill Lynch e o Itaú Unibanco, reconhecem que há aumento das incertezas eleitorais. O desempenho do real só não foi pior que o bolívar venezuelano, que derrete com a crise humanitária, e o rublo russo, que sofre com a incerteza geopolítica.

Abril tem sido ruim para a maior parte das moedas do mundo. A expectativa de que os juros americanos subam mais rapidamente que o esperado é o motor comum para a desvalorização de 33 moedas em todo o mundo neste mês.

Isso reforça a perspectiva de migração de dinheiro de todo o planeta rumo aos EUA para se aproveitar dos juros, o que enfraquece as demais moedas.

“Ao longo do ano passado, também foi caindo a diferença entre os juros americanos e a Selic, a taxa básica de juros do Brasil”, diz Julia Gottlieb, do Itaú Unibanco. “Essa diferencia está na mínima histórica, o que pode impactar no real.”

O cenário externo, porém, é apenas uma parte da explicação. Problemas domésticos castigam algumas divisas mais fortemente e o Brasil está nessa onda. Em abril, o dólar ficou 5,2% mais caro na comparação com o real brasileiro. Essa perda de valor levou a moeda norte-americana a um patamar não visto desde o fim de 2016.

Outubro incerto

A eleição parece ser o grande risco no curto e médio prazo para o Brasil. Uma pesquisa do BofA Merrill Lynch enviada aos clientes na semana passada mostra que 45% dos entrevistados dizem que as eleições são o maior risco para os mercados da América Latina. Neste ano, as duas maiores economias da região – Brasil e México – irão às urnas.

Sobre a disputa no Brasil, há deterioração das percepções. Em março, a maioria dos entrevistados (56%) apostava que a chance de vitória de um presidente de agenda reformista de centro-direita estava entre 51% e 70%. Em abril, essa avaliação caiu para menos da maioria e 42% deram essa resposta.

Ao mesmo tempo, o porcentual dos que atribuem chance não majoritária, entre 31% e 50%, de vitória de um reformista cresceu de 30% em março para o mesmo patamar de 42%.

Para o BofA Merril Lynch, os investidores ainda parecem “razoavelmente positivos” sobre a vitória de um reformista. “Cerca de metade diz que há mais de 50% de chance de um candidato de centro-direita vencer e porcentual similar diz que a reforma da Previdência será aprovada em 2019”, cita a pesquisa.

A incerteza eleitoral é destacada pelos economistas do Itaú Unibanco. Ao citar a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, o maior banco privado brasileiro diz em relatório que “as eleições permanecem sem um claro favorito”. Ao lembrar que indicadores econômicos domésticos têm tropeçado, o banco diz que “as incertezas estão maiores” para o Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão. 

Conservador Mario Abdo Benítez vence eleição no Paraguai

O candidato direitista Mario Abdo Benítez venceu a eleição presidencial no Paraguai neste domingo (22). Com 96% das urnas apuradas, ele recebeu 46,49% dos votos, informou o presidente do Tribunal Eleitoral do país, Jaime Bestard.

Seu principal oponente, o liberal Efrain Alegre, de uma coalizão de centro esquerda, recebeu 42,72% da preferência dos eleitores.

Benítez sucederá em agosto o presidente Horacio Cartes, um empresário da indústria do tabaco que, nestas eleições, candidatou-se ao Senado.

Os centros de votação fecharam às 16h local (17h de Brasília), sem incidentes, informou a autoridade eleitoral. Participaram da eleição cerca de 65% dos 4,2 milhões de eleitores.

Outros oito candidatos competiram pela presidência, mas sem chances reais de vencer.

Nas eleições, de um só turno, também esteve em jogo a composição do Congresso (Senadores e Deputados) e os governos dos 17 departamentos, além das cadeiras no Parlasur (Parlamento do Mercosul).

Em conjunto, foram apresentadas mais de 15 mil candidaturas desde as fileiras de 23 partidos, 17 alianças, outros tantos movimentos e quatro combinações.

Foram desdobrados cerca de 300 observadores internacionais em todo o país de organismos como a União Europeia (UE), a Organização de Estados Americanos (OEA) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

Partido Liberal descarta favoritismo nas eleições do Paraguai

Paraguai irá às urnas neste domingo (22) para eleger seu novo presidente, em uma disputa polarizada entre o governista Mario Abdo Benítez, do conservador Partido Colorado, e Efraín Alegre, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).

Os dois concorrem à sucessão de Horacio Cartes, que, assim como o ex-presidente Fernando Lugo, deposto por um impeachment, tentará uma vaga no Senado. As pesquisas não são unânimes ao apontar um vencedor, porém a maioria delas coloca Benítez, presidente do Senado entre 2015 e 2016, como favorito.

Cerca de 4,2 milhões de eleitores podem participar do pleito, que será supervisionado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela União Europeia. Os dois candidatos principais fizeram seus últimos comícios na sexta-feira (20), Benítez em Itauguá, a 30 quilômetros de Assunção, e Alegre em Capiatá, também nos arredores da capital paraguaia.

“No meu governo, não vou permitir que ninguém toque o dinheiro do povo, que ninguém enriqueça com o dinheiro do povo”, declarou o postulante colorado, que centrou suas promessas no combate à corrupção e à impunidade. Ao mesmo tempo, Benítez tenta se distanciar do nome do ditador Alfredo Stroessner (1954-1989).

O pai do candidato pertenceu ao círculo mais próximo do general e amealhou uma grande fortuna durante a ditadura. Por sua vez, Alegre, que lidera uma aliança com a centro-esquerda chamada “Ganhar”, se comprometeu a não ser o “presidente dos ricos”, tentando colar em seu adversário a imagem de elitista.

“Serei o presidente do povo paraguaio. Presidente dos operários, dos trabalhadores, da classe média, dos agricultores”, afirmou o dirigente liberal, que foi ministro de Obras Públicas do governo Lugo entre 2008 e 2011. O ex-presidente, alvo de um impeachment em 2012, participou ativamente da campanha e mostrou confiança na vitória.

Foi justamente uma então inédita aliança entre liberais e esquerdistas que levou Lugo ao poder, em 2008. Outros oito candidatos participam das eleições, mas todos com chances quase nulas de vitória.

Há exato um ano, o PLRA encabeçou uma série de manifestações – que culminaram em uma invasão do Congresso – contra um projeto apoiado tanto por Cartes quanto por Lugo para permitir a reeleição no país. A pressão deu resultado, e o texto acabou rejeitado.

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