Governo japonês anuncia 179 mortes e premiê visita região

O Governo nipônico divulgou novo balanço nesta quarta-feira, elevando para 179 o número de mortos relacionados com as chuvas torrenciais no oeste do Japão, para onde o primeiro-ministro, Shinzo Abe, viajou esta manhã para visitar as zonas mais afetadas.

De acordo com o porta-voz do Governo, Yoshihide Suga, o premiê se encontra em Kurashiki, na província de Okayama, uma das mais devastadas pelas inundações, a par de Hiroshima.

O governante cancelou as viagens à Europa e Médio Oriente, agendadas para esta semana.

Além das 179 mortes confirmadas, as autoridades apontam para pelo menos nove desaparecidos. A imprensa japonesa fala em mais de 50.

+ Japão começa recuperação de área afetada por enchentes

“Este é o pior desastre relacionado com as chuvas torrenciais no arquipélago desde 1982”, recordou Suga, na terça-feira.

As chuvas intensas registradas desde sexta-feira (6) provocaram grandes inundações, deslizamentos de terra e outros danos, deixando isoladas muitas pessoas, que não puderam ou não quiseram abandonar as suas casas.

De acordo com Suga, o governo mobilizou 75 mil militares e equipes de emergência e quase 80 helicópteros para os esforços de busca e resgate.

“Estamos sem água, comida, nada chega aqui”, disse ao jornal Mainich o japonês Ichiro Tanabe, que mora na cidade portuária de Kure. “Vamos ficar todos secos se continuarmos isolados”, advertiu.

No início da manhã desta quarta (11), milhares de casas ainda não tinham água potável ou eletricidade. Com informações da Lusa.

Todos os 12 garotos e técnico são resgatados de caverna na Tailândia

Todos os 12 meninos e seu técnico de futebol foram resgatados nesta terça-feira, 10, de uma uma caverna parcialmente inundada na Tailândia. O grupo ficou preso por mais de duas semanas. As informações foram confirmadas pelo comando de elite do SEALs da Marinha do país, acrescentando que todos estão a salvo.

“Todos os 12 dos ‘Javalis Selvagens’ (time dos garotos) e o técnico foram extraídos da caverna”, indicou o comando de elite em sua página no Facebook. Pouco antes, um oficial da Marinha afirmou que o nono e o décimo meninos saíram do local “em um intervalo de 20 minutos”.

Os oito garotos resgatados anteriormente estão em um bom estado físico e mental, afirmou um responsável pelas operações. “Estão em bom estado, não têm febre”, disse à imprensa Jesada Chokedamrongsuk, secretário permanente do Ministério da Saúde, no hospital de Chiang Rai. “Todos estão em bom estado mental.” Os meninos se encontraram com os parentes, mas separados por uma divisória de vidro. A medida é para prevenir possíveis infecções.

Uma equipe de mergulhadores iniciou nesta manhã a terceira missão para resgatar os últimos quatro meninos e o adulto presos em uma caverna localizada ao norte da Tailândia desde o dia 23 de junho. Ao todo, 19 mergulhadores fazem parte da equipe de resgate, que conta com três SEALs da Marinha tailandesa e um médico. Mais de 90 profissionais participam das operações.

Os trabalhos de salvamento foram retomados após uma pausa de 10 horas para repor o material utilizado na retirada das pessoas e avaliar as condições na caverna. A missão final será realizada em um dia de fortes chuvas que serão um “desafio maior”, apesar de os níveis de água que inundam parte do local continuarem parecidos com os anteriores.

O grupo está preso em um local a mais de quatro quilômetros da entrada da caverna e para ter acesso até onde estão é preciso atravessar passagens parcialmente inundadas e fortes desníveis em condições de visibilidade nula.

Resgate

A primeira etapa da operação de resgate foi realizada entre a madrugada e o início da manhã de domingo (horário local) e retirou 4 das 12 crianças que estavam presas na caverna. No dia seguinte, outros quatro meninos foram salvos. O grupo recebeu os primeiros atendimentos no hospital de campanha montado perto da entrada da caverna e foram encaminhados de helicóptero para um hospital em Chiang Rai, onde um andar inteiro foi reservado para os resgatados.

Antes do início dos trabalhos, especialistas avaliaram o risco enfrentado pelas crianças na travessia até a saída da caverna, visto que nenhuma delas tinha treinamento em mergulho e estavam fora das condições físicas. No entanto, as autoridades afirmaram que a melhora no tempo abriu uma janela de oportunidade que poderia se fechar caso as chuvas torrenciais retornassem à região.

5 dicas para viajar sozinho

Viajar sozinho pode ser uma oportunidade muito interessante. Você finalmente conseguirá visitar o tão sonhado destino sem ter que dividir seu tempo com os desejos e expectativas de outra pessoa. Independentemente da personalidade do viajante – introvertida ou extrovertida – há várias dicas que podem ajudar a tirar o melhor proveito possível de uma viagem a sós.

Para começar a pensar na possibilidade, leve em consideração que há várias vantagens em viajar sozinho que talvez você nunca tenha considerado. Uma delas é poder escolher o local e fazer o planejamento, afinal, você está no controle. Não é preciso convencer ninguém a mudar de planos ou se obrigar a seguir na rota do grupo da excursão. Por mais que você perca os benefícios de viajar com outras pessoas, ir sozinho é melhor do que não ir. Viajar sozinho, inclusive, pode ser mais barato e menos estressante do quando a família inteira vai junto.

Outro ponto que deve ser considerado é a comparação com uma viagem com crianças. Esta pode ser uma experiência recompensadora, mas você provavelmente não iria aos mesmos lugares ou faria as mesmas atividades que um turista desacompanhado. Viagens individuais podem ser oportunidades únicas para fazer o que você não será capaz até que seus filhos saíam de casa.

Como viajante solo, você pode até se presentear com um voo de primeira classe, já que comprará apenas um assento em vez de dois ou mais.

Se você já está convencido a fazer uma viagem sozinho, veja, na galeria de fotos a seguir, algumas dicas para tirar o melhor proveito possível:

 

Não descuide da segurança

É verdade que viajar acompanhado pode dar uma sensação maior de segurança, já que você tem alguém para confiar em vez de ser um completo estranho em um local desconhecido. Como viajante solo, é preciso ter mais atenção do que o normal. No entanto, é possível tomar alguns cuidados, como deixar o seu itinerário com amigos ou familiares, enviar e-mails e mensagens de texto constantemente a eles e fazer posts nas redes sociais.

Além disso, não fique totalmente confortável com as outras pessoas – interaja, divirta-se, mas não baixe totalmente a guarda. Viajantes – sozinhos ou acompanhados – devem usar o bom senso nos relacionamentos.

Outra dica é pesquisar previamente sobre a segurança na cidade em que você vai visitar e identificar lugares que você poderá ir sozinho.

 

Crie conexões humanas

Por mais que você esteja viajando sozinho, ainda é uma pessoa sociável. Uma das partes mais legais de conhecer novos lugares é conhecer também novas pessoas. Talvez você não se sinta muito confortável porque não tem alguém lá para lhe dar suporte, mas não tenha medo de conversar.

Se você está justamente em busca de criar relacionamentos, uma boa opção é fechar uma excursão com empresas que formem grupos. Dessa maneira, você poderá interagir durante um único dia ou a semana toda. Quando você organiza sua viagem e compra o próprio bilhete de ônibus ou aluga um carro, pode acabar conhecendo os mesmos pontos turísticos do que se estivesse em uma excursão, mas perde a conexão humana.

Evite pagar taxas por estar sozinho

Viajar sozinho é bem mais barato em diversos aspectos, mas pode ser mais caro em outros. Companhias de viagens, grupos de excursões e hotéis geralmente cobram mais caro por acomodações em apartamentos single, para compensar pelo prejuízo de uma pessoa estar ocupando um quarto ou cabine quando se espera que eles sejam ocupados por, pelo menos, duas. Essa taxa pode, rapidamente, tornar-se um incômodo, principalmente no caso dos cruzeiros, em que algumas operadoras acabam agrupando pessoas que não se conhecem em uma mesma cabine para manter o preço.

Se você quer evitar situações como essas, escolha viajar na baixa temporada ou entre a baixa e a alta temporadas (como na primavera e no outono). Outra dica é deixar para fechar o negócio no último minuto.

Em último caso, é sempre possível se arriscar e dividir o local com um estranho. A perspectiva de conhecer alguém novo pode parecer interessante.

Escolha a hospedagem de acordo com os seus interesses

Viajantes solo possuem milhares de opções de locais para ficar: Airbnb, hostels, acomodações do tipo bed and breakfast, pousadas. Por estar no controle, você acaba tendo mais flexibilidade para escolher o tipo de hospedagem, com base nos seus interesses.

Você pode ficar no centro da vibrante vida noturna da cidade. Ou encontrar um retiro no campo para relaxar durante a noite com uma taça de vinho. É a sua viagem, então divirta-se!

Como escolher o destino

A máxima “o mundo está em suas mãos” nunca é tão verdadeira quando se está viajando sozinho. Há poucas restrições. Você pode jantar em restaurantes elegantes, conhecer museus de arte, saltar de paraquedas ou ficar na praia e ler um livro sem interrupções.

Talvez você queira visitar a Antártica, apenas porque é possível. Mas também pode considerar opções em território norte-americano como Las Vegas, Portland, Nashville, Nova York, São Francisco. Ou Toronto (Canadá), Roma (Itália) ou Paris (França). E que tal a Islândia?

Em todos esses destinos – e em muitos outros – você encontrará algo interessante, além de outros viajantes solo e casais que podem servir de companhia. Para ter ideia do que fazer, procure guias online de viagens ou visite fóruns de viajantes solo para mais dicas e conselhos.

Você não precisa ter medo de viajar sozinho. Embora o processo de planejamento seja diferente, viagens solo podem ser algumas das melhores lembranças da sua vida. Faça a sua lista de lugares para conhecer e não volte atrás. Você não se arrependerá.

Voluntários de resgate falam em 2.900 mortos na erupção de vulcão

Um grupo de voluntários que resgata vítimas da erupção do vulcão do Fogo, na Guatemala, afirmam que há pelo menos 2.900 mortos, um número muito acima dos 113 admitidos oficialmente pelas autoridades.

O grupo, denominado Antigua ao Resgate, cita relatos de sobreviventes e familiares das vítimas de San Miguel los Lotes, uma das localidades destruídas, para dizer que ali se situavam 360 casas e em cada uma delas viviam entre dez e 14 pessoas, contando com crianças que não foram registradas.

A voluntária Sofia Letona estima que cerca de 470 crianças estão entre os mortos.

Afirmam que as autoridades não permitem que cheguem ao local máquinas para levantar toneladas de cinzas e areia que soterraram as casas, que os voluntários abordam com pás e peneiras, conseguindo recuperar corpos de vítimas que depois não entram na contagem do número de mortos.

O porta-voz da agência guatemalteca para os desastres naturais, David De León, afirmou que a instituição respeita qualquer opinião, mas considerou que é preciso avaliar as fontes que serviram aos voluntários para fazerem os seus cálculos.

Convidou-os a juntarem-se à agência para compararem as informações de que dispõem.

Oficialmente, há 332 pessoas desaparecidas – número revisto nesta quarta-feira (4) pelas autoridades – desde a erupção vulcânica de 03 de junho, que afetou mais de 1,7 milhões de pessoas, entre mortos, feridos e desabrigados. Com informações da Lusa.

Rafael Correa não se entregará à Justiça do Equador

Maior jornal da Rússia chama russas de ‘putas’ que envergonham o país

Além de serem vítimas de assédio por parte dos turistas durante a Copa do Mundo, as russas agora têm de encarar o machismo da imprensa local. O colunista Platon Besedin, do Moskovskiy Komsomolets – um dos maiores jornais do país – chamou as mulheres russas de putas e afirmou que o comportamento sexual das mulheres está envergonhando o país em artigo publicado no dia 27.

No texto intitulado “A hora das putas: as russas se envergonham e envergonham o país na Copa”, o jornalista acusa as mulheres de se venderem ao se envolverem com os estrangeiros.

“Nas cidades onde têm a Copa do Mundo, muitas russas se comportam como prostitutas na frente dos estrangeiros. As mais espertas colocaram anúncios nos sites de relacionamento. Claro que muitas mulheres procuram estrangeiros por dinheiro, outras procuram o casamento. Mas tem mulheres que estão prontas para dormir com estrangeiros de forma gratuita só porque são estrangeiros. Podemos dizer que dá vergonha. Muitas mulheres nem conhecem o sentimento de vergonha. Muitas mulheres que correm atrás dos estrangeiros não têm vergonha, moral e valores. Nós criamos uma geração de putas prontas para abrir as pernas ao escutar algum sinal de idioma estrangeiro.”

+ Naufrágio de balsa deixa 29 mortos e 41 desaparecidos na Indonésia

Ainda segundo Besedin, o autor diz que o Mundial tem sido importante para quebrar estereótipos, mas o que envolve as mulheres russas tem sido reforçado.

Hoje em dia, esse comportamento é cultivado e se vender não é vergonha. Vergonha é trabalhar como enfermeira simples no hospital e ganhar 9 mil rublos. As redes sociais têm muitos vídeos onde meninas jovens e não tão jovens se comportam como prostitutas com responsabilidade social baixa. O caso menos grave é o de um torcedor brasileiro que paga a uma menina num clube da cidade de Rostov por 5 minutos de esfrega-esfrega. Ou por exemplo aquele dos torcedores poloneses fazendo sexo oral em uma menina russa numa banca no centro da cidade, enquanto as pessoas que estão passando gritam ‘que nojento’ e outros riam. O mais horroroso nesse vídeo é o fato que a russa também está bebendo Coca-Cola e vodca.”

Para o autor da coluna, o problema do país é querer imitar o Ocidente, além de ter homens “fracos e irresponsáveis”.

Besedin diz acreditar que o “problema” tem solução: “Você vai dizer que existem alternativas. Eu tenho certeza que sim. Mas quem vai nos mostrar esses caminhos? Precisamos não apenas para a Copa, mas em geral. As putas estão em todos os lugares como baratas mortas que só consomem, comem e cagam. Pensando apenas em suas necessidades. O teto, o ponto mais alto dos sonhos dessas mulheres, é ter um apartamento em seu nome e todas as contas pagas por um homem branco e nobre”.

O artigo viralizou nas redes sociais. Segundo o UOL, um grupo de mulheres escreveu uma petição exigindo um pedido de desculpas e reforçando que as russas são livres para terem o comportamento sexual que quiserem. O próprio jornal Moskovskiy Komsomolets publicou outros artigos criticando a coluna.

Notícias ao Minuto

Ao ver a repercussão, Besedin publico um novo artigo no dia seguinte, no qual afirma ter sido mal interpertado. Segundo ele, o modelo atual de comportamento imposto ao público pela sociedade e pela mídia é o grande problema, não as mulheres em si.

“Eu vi muitos comentários de mulheres indignadas no meu artigo ‘A geração das putas’. Ele supostamente degrada sua dignidade. Não, meu artigo não degrada sua dignidade, mas a imagem de uma mulher como uma prostituta, que é cultivada em nossa sociedade: de revistas de moda a talk shows populares. Pareça uma prostituta, seja sexy – venda-se para o sucesso”, escreveu.

Vocês insultaram a minha frase: ‘Nós criamos uma geração de prostitutas’. Estou pronto para repeti-la novamente. Porque sim, é assim que elas foram criadas. A geração não está na idade, mas na perspectiva do mundo. Não é desde jovem que ensinamos às meninas o que chamamos timidamente de sexualidade? Nós ensinamos as garotas a parecerem sexy e dançarem sexualmente, porque elas precisarão disso na vida. As mães e os pais ensinam isso. Nós trouxemos uma geração de garotas que consideram o objetivo principal – o número máximo de inscritos no Instagram.”

Meninos presos em caverna na Tailândia: mais chuvas podem forçar resgate urgente

 

 

 

 

 

 

 

 

Os 12 meninos e seu treinador de futebol que estão presos em uma rede de cavernas na Tailândia podem precisar aprender a mergulhar ou ter de esperar meses até que as cheias retrocedam, segundo o Exército do país, envolvido na operação de resgate. O risco adicional de mais chuvas torrenciais, no entanto, podem elevar ainda mais o nível da água no local onde encontraram abrigo, e forçar um resgate urgente.

Agora que os 13 foram encontrados, o primeiro objetivo das operações de resgate é levar comida e suprimentos médicos para dentro das cavernas.

Ao serem encontrados por mergulhadores britânicos, que faziam parte do esforço internacional de resgate, um dos meninos teria dito: “Comer, comer, comer, fale para eles que estamos com fome”. Não se sabe exatamente como o pequeno suprimento de comida que o grupo levava foi consumido no período, mas, considerando-se indivíduos saudáveis, é possível sobreviver sem comida e sem água por uma semana e apenas com água por cerca de um mês.

Segundo os militares, a comida que será entregue seria suficiente para pelo menos quatro meses. No entanto, o risco de elevação do nível da água pode forçar equipes a um resgate mais apressado, em que, com o equipamento de mergulho, os meninos seriam conduzidos para a superfície acompanhados de mergulhadores profissionais. Um dos desafios seriam trechos estreitos do percurso por onde apenas um indivíduo consegue passar.

“Nossa missão é buscar, resgatar e retornar. Até agora, nós apenas os encontramos. A próxima missão é retirá-los da caverna e mandá-los para casa”, disse o governador da província de Chiang Rai, no norte da Tailândia, onde fica a rede de cavernas.

O correspondente da BBC Jonathan Head, que está no local, relatou que as forças armadas tailandesas contam com médicos com habilidades de mergulho necessárias para alcançar o grupo.

“Mas mesmo quando eles tiverem recuperado as forças, conduzi-los por um longo caminho de túneis será um desafio muito difícil. Além disso, a estação de chuvas acaba de começar – e o nível da água vai subir”, disse o jornalista.

O vice-presidente do Conselho Britânico de Resgate em Cavernas, Bill Whitehouse, disse ter sido informado pelos mergulhadores britânicos que encontraram o grupo que o mergulho até o local onde os 13 haviam se refugiado foi “complicado e problemático”. Foram três horas de ida e volta, que envolveram 1,5 quilômetros de trajeto parcialmente inundado”, disse Whitehouse à BBC.

Como eles ficaram presos nas cavernas?

No dia 24 de junho, os rapazes adentraram a rede de cavernas para um passeio. Logo depois, começou a chover. Com isso, a entrada principal ficou bloqueada. Isso pode ter impedido o grupo de voltar e feito com que buscassem uma área mais alta, protegida das águas.

O complexo de cavernas, chamado de Tham Luan Nang, costuma ficar inundado durante o período de chuvas, de setembro a outubro.

Caso seja preciso retirar os 13 rapazes da caverna antes do fim da temporada de chuvas, eles podem precisar a aprender técnicas básicas de mergulho, para conseguirem passar com um mínimo de segurança pelos perigosos corredores subterrâneos, cheios de águas lamacentas, com visibilidade zero e partes estreitas por onde apenas uma pessoa consegue passar.

Já a tentativa de bombear a água para fora das cavernas, permitindo a passagem do grupo, não foi bem sucedida até agora.

Retirada por mergulho é muito perigosa

“A opção de retirá-los das cavernas pelo mergulho é a mais rápida. Mas também é a mais perigosa”, afirmou Anmar Mirza, coordenador da Comissão de Resgate em Cavernas dos Estados Unidos.

Trabalharam nas buscas mergulhadores da Marinha da Tailândia, três grandes especialistas britânicos em mergulho em cavernas e mergulhadores militares americanos. Todos são altamente capacitados em mergulho. Mesmo assim, precisaram de diversas horas de trabalho até encontrarem os 13 rapazes. Tiveram que atravessar passagens estreitas, com o auxílio de esforços de bombeamento de água.

Já os 13 rapazes não têm treinamento de mergulho.

Edd Sorenson, membro da Organização Internacional de Resgate em Cavernas Subaquáticas, desaconselha retirar o grupo das cavernas pelo mergulho. “Isso é extremamente perigoso e arriscado. Eu só consideraria essa possibilidade como uma última opção”, afirmou.

“(Ao) colocar alguém que não esteja familiarizado a condições extremas, em uma situação de visibilidade zero, é provável que essa pessoa entre em pânico” e coloque sua vida e dos mergulhadores em risco, completou.

Perfurações nas rochas são muito difíceis de serem feitas

Autoridades tailadesas também tentaram perfurar buracos nas cavernas, para ajudar a drenar parte da água das cheias. Mas, a espessura das rochas inviabilizou os esforços.

Também foi sugerido que essas perfurações pudessem funcionar como um caminho alternativo de saída para os rapazes – já que o local por onde entraram inundou. Porém, para iniciar esse processo, seria necessário construir novas estradas sob as cavernas, para transportar os pesados equipamentos de perfuração.

Além disso, seria preciso conhecer a estrutura das cavernas por completo – caso contrário, seria pequena a chance de perfurar em um local que de fato permitisse a saída do grupo. “Parece fácil, mas é muito difícil”, afirma Mirza, da Comissão de Resgate em Cavernas dos EUA.

Suprimento de alimento pode manter os jovens vivos até água baixar

Segundo Narongsak Osottanakorn, governador da província onde fica o complexo de cavernas, médicos e enfermeiros seriam enviados até os rapazes junto com os mergulhadores. “Se os médicos disserem que a saúde dos meninos está forte o suficiente para serem retirados, é isso que vai acontecer”, disse o político. “Nós vamos cuidar deles, até que possam voltar para a escola”.

Mas, de acordo com Mirza, a saúde é uma preocupação muito séria. “Depois de nove dias sem comida, é preciso observar com cuidado a dieta alimentar”. Pessoas que não se alimentaram por muito tempo podem apresentar graves problemas de saúde se não tiverem uma reintrodução alimentar correta – como um ataque cardíaco ou coma.

“Por isso, a essa altura, eu acho que seria melhor levar comida, água, sistemas de filtragem e oxigênio, se necessário. E esperar”, afirma Sorenson, da Organização Internacional de Resgate em Cavernas Subaquáticas.

Segundo o governador de Chiang Rai, Narongsak Osotthanakon , equipes estão tentando instalar conexão telefônica dentro da caverna para permitir que as crianças falem com seus pais enquanto esperam pelo resgate.

Parentes dos integrantes do grupo estão acampados do lado de fora da entrada principal da caverna desde o dia 23, quando o grupo desapareceu.

O júbilo com a descoberta dos meninos e do técnico com vida foi seguida da angústia com os próximos passos desta complicada missão de resgate.

 

O exorcismo ainda é prática comum no Vaticano

A Igreja Católica não descuida do demônio. O papa se refere a ele com frequência e, na França, dezenas de padres se dedicam ao exorcismo para aliviar os tormentos dos fiéis e, às vezes, até dos não crentes.

Com mais frequência que seus predecessores, o papa Francisco menciona a presença do diabo e o combate espiritual contra este “ser pessoal que nos fustiga”. Segundo os evangelhos, o próprio Jesus Cristo expulsou demônios.

O exorcismo consiste em lutar contra as forças diabólicas que fazem com que uma pessoa esteja “possuída”.

Esta prática não é do gosto de todos e havia caído em desuso desde o Concílio Vaticano II (1962-1965), mas em 2014 o Vaticano reconheceu uma associação internacional de exorcistas.

A Conferência dos Bispos da França (CEF) se dotou de um “escritório nacional de exorcistas” que serve de vínculo com a centena de sacerdotes que exercem esta delicada missão.

O padre Emmanuel Faure, da diocese de Belley-Ars, no norte da França, programa uma reunião por semana, mas insiste em que “é um apostolado de misericórdia”.

Quem recorre aos padres exorcistas? Pessoas “de todas as idades e classes sociais, católicos, pessoas que voltam à Igreja, adeptos da medicina alternativa…” As mulheres são maioria, mas “nos últimos tempos, vi bastante homens”, detalha o padre Faure.

Livro vermelho

Este sacerdote benze a pessoa com um crucifixo e lhe propõe beijar uma cruz. Em seu trabalho respeita o “ritual do exorcismo”, um pequeno livro vermelho encadernado em couro. Recita uma oração destinada a libertá-la das forças maléficas e, se for necessário, interpela o “príncipe das trevas” com o famoso “Sai fora, Satanás!”. “É muito bíblico”, afirma.

Cerca de “99% das pessoas necessitam conhecer um Deus de amor e de paz: não estamos aqui para gerar medo”, afirma o sacerdote.

Outros exorcistas, mais tradicionalistas, seguem o velho ritual em latim, que consideram “sagrado”. “Após o Vaticano II realizamos ações de libertação de feitiços, malefícios… Mas ante as possessões demoníacas não dá frutos”, aponta George de Saint Hirst, membro da igreja católica antiga (independente do Vaticano), que se orgulha de praticar cerca de mil exorcismos por ano em seu claustro.

“Pessoas vítimas de forças ocultas vão ver um curandeiro, um terapeuta… E às vezes um sacerdote. Uma pequena luz acesa para que tomem consciência de que têm uma alma e que é preciso curá-la”, conta.

As dioceses advertem contra os exorcistas “sem mandato” que se apresentam na internet com o título de “monsenhor”. “Alguns querem transformá-lo em um negócio, o que deveria servir de alerta: a igreja nunca cobra”, diz Emmanuel Coquet, secretário-geral adjunto da CEF.

“Não se trata de ser especialistas no diabo, mas apaixonados por Deus que tentam implementar sua ação”, conclui o responsável episcopal. Contra o Maligno “isso é na verdade o mais eficaz”.

Brasil chega à última rodada na situação mais complicada em 40 anos

esmo com a vitória sobre a Costa Rica na manhã desta sexta-feira (22), o Brasil entrará na última rodada da fase de grupos ainda sem a classificação confirmada. Isso aconteceu também em 2014, mas com situação mais favorável à situação brasileira. Antes disso, apenas em 1978.

Na Rússia, a seleção chegou a quatro pontos e lidera o grupo E. Suíça tem o mesmo número de pontos, mas está atrás no saldo. Sérvia vem logo atrás com três. Costa Rica não pontuou e já está eliminada.

Assim, o Brasil precisa ao menos empatar com a Sérvia na última rodada, na próxima quarta-feira (27), para garantir a classificação às oitavas de final da Copa sem depender de nenhum outro resultado.

Em 2014, o Brasil teve um de seus piores começos de Copa do Mundo. Assim como nesta edição do Mundial, a equipe chegou à última rodada da fase de grupos com uma vitória e um empate.

Na Copa realizada no Brasil, a seleção nacional terminou a segunda rodada da fase inicial liderando o Grupo A, com quatro pontos. México vinha em segundo, com a mesma pontuação, mas atrás no saldo. Croácia, com três, e Camarões, zerado, fechavam o grupo.

Para se garantir, o país precisava só de um empate e mesmo com uma derrota teria chance de classificação.

México e Croácia se enfrentariam na última rodada e, em caso de derrota brasileira, um empate nessa partida tiraria a equipe dona da casa da zona de classificação.

Se os mexicanos vencessem, o Brasil estaria classificado para a segunda fase mesmo que derrotado. Numa vitória croata, decidiria a classificação com o México no saldo de gols se também perdesse a partida.

1978

Em 1978, após duas rodadas, a seleção tinha dois pontos (dois empates) e era a segunda colocada no grupo 3. A Áustria, última adversária do Brasil, liderava com quatro pontos. Espanha e Suécia vinham logo atrás com um ponto.

Naquela época (e assim foi até 1990), uma vitória na fase de grupos rendia dois pontos, e não três, como é hoje. Então, se o Brasil perdesse para a Áustria, poderia ser ultrapassado pelo vencedor do duelo entre Espanha e Suécia, e ficaria fora da zona de classificação.

No final, a seleção venceu a partida e se classificou em primeiro, com os austríacos em segundo. O Brasil terminou a Copa de 1978 na terceira colocação. A Argentina, dona da casa, foi campeã. Com informações da Folhapress.

 

Indonésia busca 166 desaparecidos em naufrágio em lago

Ao menos 166 pessoas estão desaparecidas devido ao naufrágio de uma balsa no lago de Toba, ao norte da ilha de Sumatra, na Indonésia. O acidente ocorreu há dois dias, mas somente nesta quarta-feira (20) as autoridades apresentaram um balanço atualizado.

Até o momento, 18 pessoas foram resgatadas com vida e o corpo de uma mulher foi tirado das águas, a qual é considerada a primeira vítima oficial. A embarcação estava lotada de pessoas e motocicletas no momento do acidente, porém não há uma lista oficial de passageiros, o que tem dificultado o trabalho das equipes de resgate.

“A falta de uma lista de passageiros deixa mais difícil determinar o número de vítimas neste acidente”, disse a polícia local, em um comunicado divulgado nesta manhã. O balanço de 166 desaparecidos foi feito com base em informações de familiares, mas a polícia acredita que o número possa aumentar. Até agora, não há indicações da presença de turistas estrangeiros na balsa. A embarcação fazia o trajeto entre a ilha de Samosir, dentro do lago, para a cidade de Parapat. (ANSA)

Aborto cresce 37% em seis anos de legalização no Uruguai

Argentinas celebram avanço da lei que celebra aborto; país segue passos iniciados pelo Uruguai há 6 anos

 

Com a legalização do aborto, o Uruguai viu o procedimento crescer 37% no país, na comparação com o primeiro ano completo com a lei em vigor (2013). No ano passado, foram registrados 9.830 abortos, o que equivale a uma média de 27 por dia, ou mais de um por hora, segundo o Ministério da Saúde do país.

A interrupção voluntária da gravidez foi aprovada no Uruguai em outubro de 2012, depois de votações apertadas no Congresso. Do outro lado do rio da Prata, a Argentina trilha caminho semelhante, com a legalização aprovada na Câmara de Deputados na semana passada e enviada ao Senado.

Segundo a lei em vigor no Uruguai, podem abortar as uruguaias e as residentes há pelo menos um ano no país, desde que a gestação não tenha passado da 12ª semana, ou da 14ª, em caso de estupro. No projeto de lei que avança na Argentina, esses limites são, respectivamente, a 14ª e a 15ª semana. E em ambos países, não há limite de tempo se a gestante correr risco de morte, ou se houver má formação do feto.

No ano passado, a grande maioria dos abortos uruguaios (84,3%) foi realizada por mulheres com mais de 20 anos; 15% eram adolescentes entre 15 e 17 anos e apenas 0,7% tinham menos de 15 anos.

A lei determina que a mulher inicialmente se consulte com um médico, que solicita uma ecografia e a encaminha a uma equipe formada por ginecologista, psicólogo e assistente social. Após essa consulta, a mulher tem de esperar ao menos cinco dias –o que a lei chama de “período de reflexão” – antes de prosseguir com o aborto. Em 2017, 6% das mulheres que procuraram o serviço desistiram de interromper a gravidez.

Caso decida realmente encerrar a gestação, a mulher recebe uma medicação para induzir o aborto e passa a ter acompanhamento médico.

Mortalidade materna

Pesquisadores da área dizem que a legalização do aborto diminui a mortalidade materna. Estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 2015 revelou que o Uruguai tinha a menor taxa de mortalidade de gestantes da América Latina e Caribe, mas não é possível correlacionar o dado à legislação do país.

Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde local, em 2016, a taxa de mortes de mulheres por causa de complicações na gravidez, parto ou pós-parto, foi 19,1 para cada cem mil nascidos vivos. O índice é menor do que o de 2015 (22,6), mas maior do que o de 2013 (18,5).

Na Argentina, que provavelmente legalizará os abortos, esse índice fechou 2016 em 34 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. No Brasil, foi de 58.

Aborto na América Latina

O projeto que autoriza o aborto na Argentina passou na Câmara com placar apertado – 129 votos a favor, 125 contrários e uma abstenção. Ainda não há data para que o Senado vote a lei.

A votação mobilizou milhares de manifestantes, tanto a favor, como contra o aborto, que fizeram vigília em frente ao Congresso, em Buenos Aires.

Na América Latina, além do Uruguai, o aborto foi descriminalizado em Cuba, Porto Rico, Guiana e na Cidade do México.

No Brasil, o aborto é crime exceto em três casos: quando a gravidez é causada por estupro, quando existe risco de morte para a mãe ou se o feto for anencéfalo (má formação cerebral).

Um estudo divulgado em março deste ano pelo Instituto Guttmacher, dos EUA, mostrou que ocorreram, entre 2010 e 2014, 6,5 milhões de abortos induzidos na região. A proporção é de 44 abortos para cada mil mulheres em idade reprodutiva (15 a 44 anos).

O relatório mostrou também que os abortos são feitos com frequência parecida em países de leis mais rígidas e naqueles com legislações que não restringem a prática, indicando que as mulheres optam por interromper a gravidez independente do que diz a lei.

Gostaria de fazer parte da nossa rede de amigos? Basta Clicar aqui!Sim, Eu Quero!