Trump reitera que manterá governo fechado até muro ser aprovado

Notícias ao Minuto Brasil

Em aguardado pronunciamento à nação na noite desta terça (8), o presidente Donald Trump deixou claro que não moveu um centímetro sua posição de manter o governo federal paralisado enquanto os democratas não aprovarem medidas que contemplem dinheiro para financiar o muro que ele quer construir na fronteira com o México.

Em fala de cerca de oito minutos no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que o governo “permanece fechado por uma e única razão: os democratas não vão financiar a segurança na fronteira”.

“A situação poderia ser resolvida em um encontro de 45 minutos. Eu convidei lideranças do Congresso à Casa Branca amanhã [quarta] para resolver isso”, afirmou.

Os democratas responderam imediatamente após o pronunciamento. A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, afirmou que o presidente não deveria manter a população americana “refém” e  que “deveria parar de fabricar uma crise e deveria reabrir o governo.”

Já o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, lembrou que há medidas bipartidárias aprovadas e que podem reabrir o governo, enquanto as negociações sobre a fronteira continuam. “Não há desculpa para ferir milhões de americanos por causa de diferença política”, disse. “Nós não governamos sob birra.”

Durante o pronunciamento, o presidente aproveitou para tentar responsabilizar os democratas pela paralisação parcial do governo, que entra em seu 19º dia. Ele acusou, por exemplo, os adversários de terem mudado de posição sobre o tema.

“[O líder da minoria democrata no Senado] Chuck Schumer repetidamente apoiou uma barreira física no passado, junto com outros democratas”, disse. Os democratas só mudaram de ideia depois que eu fui eleito.”

Segundo o republicano, o muro, agora, será de aço, em vez de concreto, “a pedido dos democratas”.

Trump também apelou para o sentimentalismo, afirmando que o país enfrenta uma crise “humanitária, do coração e da alma”. Ele citou dados para respaldar sua alegação de que há uma crise migratória no país que compromete a segurança da população americana, citando uma série de crimes cometidos, segundo ele, por estrangeiros.

O primeiro caso citado foi o do policial Ronil Singh, morto na Califórnia ao parar um carro em que estava um imigrante ilegal. “O coração dos Estados Unidos foi partido um dia depois do Natal, depois que um policial foi morto por um estrangeiro que não tinha direito de estar no nosso país.”

Trump citou outros casos semelhantes e questionou: “quanto sangue americano terá que ser derramado até que o Congresso aprove [dinheiro para o muro]?”.

O presidente voltou a dizer que o muro vai se financiar, seja pela redução do custo de combate ao tráfico de drogas ou indiretamente pelo acordo comercial fechado com México e Canadá e que substituirá o Nafta.

Ao citar a questão das drogas, o republicano tentou relacionar a crise de opioides vivida pelos EUA à atuação de traficantes que seriam imigrantes ilegais. “Mais americanos morrerão pelas drogas neste ano nos EUA do que durante toda a Guerra do Vietnã”, afirmou.

A CNN ressalta, porém, que o presidente quis associar o total de mortes por overdose de drogas à provocada pelo entorpecente que entra ilegalmente pela fronteira, o que seria enganoso. Muitas delas, por exemplo, são causadas por remédios controlados e vendidos sob prescrição médica.

Já o The New York Times lembra que, embora a maior parte da heroína traficada para os EUA entre pela fronteira sul, opioides como o fentanil são enviados por pacotes diretamente da China e chegam por portos de entrada legais.

Havia dúvidas sobre o que o presidente falaria na noite desta terça. Alguns analistas esperavam que ele declarasse emergência nacional, possibilidade não concretizada no pronunciamento.

A paralisação mantém 800 mil funcionários de licença não remunerada ou trabalhando sem receber pagamentos. Parques nacionais estão fechados, pedidos de hipoteca para comprar a casa própria, atrasados e mesmo empresas com ações em Bolsa não conseguem aprovação para levantar capital.

Na última quinta (3), no primeiro dia do controle democrata da Câmara dos Deputados, os congressistas aprovaram duas medidas que buscavam reabrir o governo.

Foram aprovadas duas medidas separadas. Uma incluía dinheiro para financiar temporariamente o Departamento de Segurança Doméstica nos níveis atuais até 8 de fevereiro, dando tempo para que democratas e republicanos continuem as negociações sobre o financiamento ao muro.

Outra proposta financiaria os departamentos de Agricultura, Interior e outros até 30 de setembro, quando termina o atual ano fiscal.

Mas, sem o dinheiro para o muro, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, se recusou a colocar as propostas para votação.

Até agora, o governo americano já sofreu 21 paralisações desde que o Congresso introduziu a lei de controle que determina o processo orçamentário no país.

A paralisação parcial já é a segunda maior registrada pelo governo americano, superando a paralisação de 17 dias completos em setembro de 1978, da Presidência de Jimmy Carter.

Só está atrás do apagão de dezembro de 1995, do democrata Bill Clinton, iniciado após o presidente vetar a lei de gastos proposta pelo Congresso, dominado por republicanos. Depois de três semanas, os dois lados concordaram em passar um plano orçamentário de sete anos que incluía cortes moderados de gastos e aumentos de impostos. Com informações da Folhapress.

‘Paraguai é terra da impunidade’: a entrevista de Marcelo Piloto antes de matar mulher na cadeia

Ernesto Londoño

Em Assunção (Paraguai)

Antes de ser autorizado a entrar na cela de prisão de um famoso barão da droga no Paraguai, preparei-me para uma revista corporal intrusiva. Mas o guarda magro parado em frente às grades mal me tocou, passando rapidamente as mãos por meus braços e minhas costas.

Eu estava na prisão para entrevistar Marcelo Pinheiro Veiga, que havia recorrido a uma jogada audaciosa para não ser extraditado para seu país natal, o Brasil: confessou uma série de crimes que cometeu no Paraguai.

Depois da revista negligente, entrei na pequena cela e me sentei a cerca de 30 centímetros de Veiga, perto o suficiente para notar que seu hálito estava fresco.

“O Paraguai é a terra da impunidade”, disse-me Veiga depois de descrever a longa carreira criminosa que o fez tornar-se um dos maiores contrabandistas de armas e drogas do Paraguai para o Brasil.

Horas depois, era difícil não interpretar essas palavras como um banho de sangue antecipado.

Logo depois que saí da cela de Veiga, em 17 de novembro, Lidia Meza Burgos, 18, foi levada para dentro, segundo policiais paraguaios. Com a simples faca de mesa que ele usava para comer, Veiga a apunhalou 17 vezes no pescoço, no peito e nas costas, matando-a.

As autoridades paraguaias acreditam que o assassinato foi uma escalada macabra na aposta do traficante para continuar sob sua custódia e evitar as condições de detenção mais duras que enfrentaria no Brasil.

Como um ex-repórter criminal e correspondente de guerra, entrevistei muitos homens violentos. Mas esse episódio me abalou como nunca antes.

Desde aquele dia, passei muitas horas reescutando trechos de minha conversa com Veiga, em busca de um sinal do que estava por vir.

Pensei incessantemente em Meza, e a terrível decisão que ela deve ter enfrentado sobre se deveria entrar no território de um homem responsável por tantos crimes monstruosos.

Também me vi refletindo sobre a indústria de narcóticos, uma praga que projeta uma sombra sobre minha vida desde a infância.

Nasci em Bogotá, na Colômbia, em 1981, década em que Pablo Escobar e outros barões da droga começaram a escrever um capítulo destrutivo da história do país.

Quando criança, fiquei entusiasmado quando meus pais levaram a família ao zoológico construído por Escobar na Hacienda Nápoles, sua grande propriedade perto de Medellín, onde hipopótamos, girafas e elefantes ajudavam a atenuar a imagem de um homem que matou dezenas de pessoas e envenenou a política do país de maneiras que perduram até hoje.

Como adulto, eu temia apresentar meu passaporte nos aeroportos do exterior. Por muito tempo ele pareceu carregar um símbolo de cocaína que me submetia, e a muitos de meus compatriotas, a temíveis salas de inspeção, onde as pessoas são obrigadas a demonstrar que não representam os piores estereótipos de seus países.

Das muitas correntes no comércio de drogas, os principais traficantes sempre foram os mais enigmáticos para mim. Muitos, notadamente Escobar, foram celebrados em filmes e séries de TV nos últimos anos.

Mas é relativamente raro questionar os chefões contemporâneos do tráfico, homens que dão as ordens mesmo atrás das grades. Homens como Veiga.

Ele parecia a fonte ideal para um artigo que eu estava escrevendo sobre como a violência do comércio de drogas no Brasil superou a do Paraguai, e fiquei contente quando o advogado dele arranjou o encontro.

Veiga parecia bem disposto quando me recebeu, usando a camisa de futebol amarela que a seleção brasileira transformou em símbolo de patriotismo. Sua cela era equipada com televisão, geladeira e micro-ondas.

Começamos a falar sobre o Rio de Janeiro, onde Veiga foi criado, e onde eu vivo desde 2017. Ele foi criado por pais que descreveu como sendo de classe média baixa em uma favela, uma das constelações de bairros pobres construídos nos morros da cidade.

Com 43 anos, Veiga disse que começou no crime em meados dos anos 1990, quando um grupo de vizinhos o convidou para participar do furto de carros.

“Eu queria aventura”, disse ele, deixando claro que sua família, embora com meios modestos, nunca passou necessidade.

A aventura durou pouco. Veiga foi preso em 1997 e condenado a 26 anos de prisão, por assalto a mão armada e outros crimes. Seus primeiros dias na cadeia foram talvez os mais formadores de sua carreira, segundo ele me disse.

Servindo ao lado de assassinos condenados, ele rapidamente concluiu que sobreviver na prisão exigia forjar alianças estratégicas.

“Eu era um simples ladrão de carros”, disse ele. “Precisava assumir uma postura que mostrasse que eu não era fraco.”

Isso significava forjar laços com alguns dos fundadores do Comando Vermelho, a organização de tráfico de drogas que controla grande parte do mercado no Rio de Janeiro.

Dez anos depois de condenado, Veiga adquiriu o direito de saídas temporárias da prisão. Ele fugiu na primeira oportunidade, em 2007.

Os relacionamentos que fez na prisão abriram caminho para que assumisse diversos papéis de liderança em pontos chaves do Comando Vermelho. Em 2012, enquanto as autoridades avançavam num plano ambicioso para restaurar o controle do Estado em áreas do Rio há muito dominadas por traficantes, Veiga se sentiu exposto e decidiu que estava na hora de uma grande jogada.

“Vim para o Paraguai”, disse ele, sua “única opção.”

No início ele se estabeleceu em Ciudad del Este, uma pujante cidade de fronteira que é uma das mecas do contrabando mundial.

Durante a maior parte de seu tempo aqui, o Paraguai foi uma terra maravilhosa para o crime, segundo Veiga. As propinas a policiais graduados eram tão comuns que as taxas para comandantes de diferentes patentes eram basicamente institucionalizadas.

Veiga disse que pagou a um policial graduado US$ 100 mil como adiantamento para estabelecer a confiança. O mesmo oficial ganhava US$ 5.000 por mês e seus subordinados, US$ 2.000.

Em troca, Veiga era avisado toda vez que as autoridades estavam perto de prendê-lo, permitindo que ele estivesse sempre um passo à frente enquanto organizava remessas de cocaína e armas por meio da fronteira.

Mas depois que a Agência de Combate a Drogas dos EUA (DEA) compartilhou sua localização com autoridades do Paraguai ele foi preso, em dezembro de 2017.

Veiga descreveu suas façanhas com um marcante sentimento de orgulho. Eu lhe perguntei se sentia alguma responsabilidade pela epidemia de violência que assola o Brasil, onde no ano passado houve um número recorde de assassinatos: 63 mil pessoas.

“Eu não quero ver mortes”, disse ele. “Não sinto satisfação com a morte. Mas infelizmente nesta guerra essas coisas acontecem.”

Quando a entrevista terminava, não vi sinal do que as autoridades disseram que aconteceu depois.

Pouco depois que saí da cadeia fortemente protegida, Meza foi deixada na entrada.

Veiga disse que a havia contatado pela primeira vez semanas antes, acessando um site paraguaio que publica anúncios de prostitutas, segundo Hugo Volpe, um dos promotores que investiga a morte.

O advogado Cesar Caballero, que representa a família Meza, disse que a adolescente foi recrutada por uma rede de prostituição meses antes, enquanto trabalhava como vendedora em um mercado no centro de Assunção.

Volpe disse que o ataque fatal foi claramente motivado por um desejo de Veiga de retardar sua extradição para o Brasil, onde o sistema carcerário é mais difícil de enganar.

Mas horas depois do crime Veiga foi levado de avião para o Brasil, para enfrentar o restante de sua pena de 26 anos, e os promotores paraguaios estão formando um caso que esperam que permita que seus colegas brasileiros o condenem pelo assassinato de Meza.

“Isso não trará Lidia de volta ou diminuirá o sofrimento da família”, disse Volpe. “Mas se não agíssemos a sensação de impunidade seria pior.”

Em Assunção (Paraguai)

Maduro: projetos de Bolsonaro, Duque e Macri são inviáveis

Notícias ao Minuto Brasil

presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que os projetos políticos dos seus homólogos no Brasil, na Colômbia e na Argentina são inviáveis na região da América Latina e acabarão provocando uma “nova onda” de governos de esquerda.

“Projetos neoliberais de direita na América Latina e no Caribe são inviáveis e vão provocar o ressurgimento de uma nova onda de transformações populares”, disse Maduro, durante uma entrevista divulgada no primeiro dia do ano.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, “passou de 80% de apoio a 80% de repúdio”, opinou Maduro, afirmando que o povo colombiano está “nas ruas pedindo para [Duque] sair” da presidência.

“Jair Bolsonaro – que assumiu o mandato hoje (ontem) – vai seguir o mesmo caminho, e [Maurício] Macri na Argentina também”, observou Maduro.

A América Latina, disse, é “um território em disputa” entre as forças políticas da direita e da esquerda, reiterando que a região está passando por “um processo de regressão” que levará ao ressurgimento de novos governos revolucionários.

Os governos de Macri e Duque já criticaram Maduro, por várias vezes, culpando-o pela grave crise econômica que a Venezuela atravessa.

O novo presidente brasileiro retirou os convites que haviam sido feitos ao chefe de Estado venezuelano e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, por considerar que os seus “regimes violam a liberdade dos seus povos”.

Para Bolsonaro, Venezuela e Cuba estão “abertamente contra o futuro Governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições”, referindo-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está detido cumprindo pena de mais de 12 anos de cadeia por corrupção. Com informações da Lusa.

Mundo está conectado, mas desunido, diz Papa Francisco em discurso

papa Francisco lamentou a falta de união no mundo e fez um alerta para a busca desenfreada pelos lucros, em seu discurso de Ano-Novo, nesta terça-feira (1º).

“Quanta dispersão e solidão existe entre nós. O mundo está completamente conectado e, ainda assim, parece crescentemente desunido”, disse o pontífice na tradicional missa de Ano-Novo na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Esfaqueamento em Manchester é tratado como terrorismo

Ele disse que um mundo que olhe para o futuro e esqueça “o olhar materno” está míope.

“Pode aumentar seus lucros, mas não verá os outros como crianças. Vai ganhar dinheiro, mas não para todos. Nós iremos viver na mesma casa, mas não como irmãos e irmãs”, disse Francisco.

O pontífice pediu aos católicos que permaneçam unidos à igreja, dizendo que “a unidade conta mais que a diversidade”.

Ele também observou que a igreja está se arriscando a se tornar “um museu do passado” se as pessoas perderem o “o encanto da fé”. Com informações da Folhapress.

Tsunami deixa mais de 200 mortos e 800 feridos na Indonésia

Um tsunami atingiu as ilhas de Sumatra e Java na noite de sábado (22) e deixou 222 mortos e 843 feridos, de acordo com o último balanço divulgado pela Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB) da Indonésia. As operações de buscas continuam e, até o momento, não há registro de vítimas estrangeiras.

O fenômeno não foi precedido por um terremoto, o que normalmente dá às autoridades tempo para transmitir um alerta e preparar a população. As ondas gigantes teriam sido provocadas por deslizamentos sob a água causados por erupções do vulcão Anak Krakatoa, que fica em uma ilha.

Os socorristas e ambulâncias têm encontrado dificuldades para alcançar as áreas afetadas, porque algumas estradas estão bloqueadas por detritos de casas danificadas, carros virados e árvores caídas.

“O número de vítimas pode aumentar, pois não nos chegaram informações de todas as áreas afetadas”, afirmou em comunicado o porta-voz da BNPB, Sutopo Purwo Nugroho.

Por volta das 21h30 de sábado (12h, no horário de Brasília), ao menos duas ondas gigantes devastaram boa parte das regiões de Pandeglang, South Lampung, Serang e Tanggamus, no estreito de Sunda. De acordo com testemunhas, a segunda onda foi muito maior e mais forte do que a primeira.

Não há registro de brasileiros atingidos

 

Em nota, o Itamaraty informou que “até o momento”, não há registro de brasileiros entre os atingidos. O governo brasileiro acrescentou que acompanha a situação na Indonésia por meio da Embaixada do Brasil em Jacarta e da Divisão de Assistência Consular (DAC) em Brasília.

Moradores da região costeira relataram não terem visto ou sentido nenhum sinal de alerta, como um recuo das águas ou um terremoto, antes que ondas de 2 a 3 metros de altura chegassem à costa, segundo relatos da imprensa. Porém, autoridades disseram que uma sirene de alerta disparou em algumas áreas.

O último balanço oficial indica a destruição de 556 casas, nove hotéis, 60 barracas de comida e 350 barcos.

As autoridades recomendaram que a população permaneça longe da costa por temer novos tsunamis. Malásia e Austrália disseram que estão prontos para prestar assistência se necessário.

Palco atingido

Em Java, a região turística de Pandenglang, a cerca de 100 km de Jacarta, foi a mais afetada e já registra 164 mortes e 624 feridos. Centenas de casas e hotéis ficaram muitos danificados. A região concentra as praias mais procuradas pelos visitantes como Tanjung Lesung, Sumur, Teluk Lada, Penimbang e Carita.

Sem alerta

Em Anyer, cidade litorânea de Java situada a 100 km a oeste de Jacarta, não houve forma de avisar a população porque não tinham sistema de alarme de tsunami originado por atividade vulcânica. “O sistema de alarme que temos serve para atividade tectônica mais do que vulcânica”, disse Rahmat Triyono, especialista da Agência Meteorológica, Climatológica e Geofísica da Indonésia (BMKG, sigla em indonésio).

Especialistas da Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica e da Agência de Geologia da Indonésia estão tentando determinar com exatidão o que ocorreu já que o tsunami não foi precedido de um terremoto, como geralmente acontece.

As autoridades indicam que houve um deslizamento de terra provocado pela erupção do vulcão Krakatoa sob a água no Estreito de Sunda, que divide as ilhas de Java e Sumatra. Ele entrou em erupção novamente logo após as 21h de sábado (22) e o tsunami ocorreu cerca de meia hora depois, de acordo com a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica. O incidente teria provoca a formação das ondas devastadoras.

Miss Universo 2018: candidata da Filipinas conquista a coroa

 

  • Pablo Marques, do R7

    Miss Fililipnas é a vencedora da edição 2018 do Miss Universo

    Athit Perawongmetha/Reuters – 17.12.2018

    A Miss Filipinas Catriona Gray foi a vencedora do Miss Universo 2018, nesta segunda-feira (17), em Bangkok, na Tailândia. Estavam na disputa pela coroa representantes de 94 países.

    A Miss África do Sul Tamaryn Green ficou em segundo lugar. A Miss Venezuela Sthefany Gutiérrez ficou em terceiro.

    A brasileira Mayra Dias passou para a semifinal, mas não foi uma das escolhidas dos jurados para seguir no concurso e ficou entre as top 20.

    A Miss Brasil era uma das favoritas para vencer o melhor traje típico com uma roupa inspirada no Festival de Parintins, mas perdeu para a Miss On-anong Homsombath, do Laos. A última vez que o Brasil ganhou o traje típico foi com a Miss Flávia Cavalcante, em 1989.

    Pela primeira vez na história, a comissão julgadora do Miss Universo foi composta apenas por mulheres.

Sonda da Nasa faz a primeira selfie em Marte

Notícias ao Minuto Brasil

HÁ 30 MINS POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Asonda Insight Mars, da Nasa, mandou sua primeira selfie diretamente do planeta vermelho através de uma câmera instalada no braço robótico. A imagem foi a primeira enviada após o pouso, ocorrido no último dia 26 de março, informa o G1.

A foto é, na realidade, uma junção de 11 imagens, no qual é possível ver o painel solar da sona e todo o deck, incluindo os instrumentos. Através da imagem é possível ver que a Insight posou sem avarias.

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A sonda enviou também um registro de seu “espaço de trabalho”, composta por 52 fotos: uma área de 4 por 2 metros de altura.

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A espaçonave não tripulada viajou 482 milhões de quilômetros até Marte, com a missão de “olhar para dentro” do planeta Vermelho, detectando atividades sísmicas no interior do planeta.

Pai faz filha caminhar 8 km para castigá-la por ter praticado bullying

 

  • Carolina Vilela, do R7* com agências internacionai.
Reprodução/Facebook

O pai de Kirsten, 10, decidiu que andar os 5 quilômetros que separam a casa deles da escola onde a garota estuda seria a melhor forma de castiga-la por ter feito bullying contra colegas da escola.

O caso aconteceu nesta segunda-feira (3), em Ohio, nos EUA e as informações foram divulgadas pela emissora notícias ABC News.

Matt Cox publicou o vídeo em seu perfil no Facebook e está dividindo opiniões. “Estou fazendo o que acho certo em ensinar uma lição à minha filha para impedi-la de [cometer] assédio moral”, afirmou Cox.

A filmagem alcançou 14 milhões de visualizações e mais de 64 mil comentários divididos entre pessoas que concordam com a atitudo do pai e pessoas dizendo que ele estava “exagerando”.

Segundo a ABC, Cox afirmou que está foi a segunda vez que a filha recebeu uma suspensão de três dias por ter praticado bullying.

“Os pais precisam responsabilizar seus filhos. Eu não vou ser outro pai que apenas vai colocar as coisas embaixo do tapete e dizer: crianças são crianças”, afirmou o pai à emissora.

Brasileira é achada morta após 10 dias desaparecida na Austrália

Márcio Neves, do R7

A polícia australiana confirmou que o corpo de Criskeila Veloso Gomes, 21 anos, foi encontrada neste sábado (8) em uma praia da cidade de Brisbane, no estado de Queensland, na Austrália. A garota estava desaparecida desde 28 de novembro.

Em uma página nas redes sociais o consulado do Brasil em Brisbane, também confirmou a morte da jovem. “O consulado está em contato efetivo com os familiares tanto na Austrália, como no Brasil. O consulado vai apoiar nos trâmites burocráticos que se fizerem necessários”, informou o cônsul honorário Valmor Gomes Morais.

Ainda segundo Valmor, a polícia vai realizar exames periciais para identificar a causa da morte e reconfirmar a identidade por meio de registros da arcada dentária antes do corpo ser trazido de volta para o Brasil.

Familiares da jovem, que nasceu na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, lamentaram sua morte nas redes sociais.

Criskeila foi morar na Austrália com a família em 2004, mas os pais decidiram voltar e ela permaneceu no país. Criskelly Gomes, irmã da garota, revelou ter conversado com ela um dia antes de seu desaparecimento e que Criskeila teria afirmado que tudo estava bem.

Prédio da CNN em Nova York evacuado após falsa ameaça de bomba

07/12/2018 06h00

O prédio da CNN em Nova York foi evacuado na quinta-feira (6) à noite após uma ameaça de bomba, mas nenhum explosivo foi encontrado e a polícia liberou a área, informou a emissora.

O incidente durou 90 minutos e recordou o que aconteceu em outubro, depois que um dispositivo explosivo foi encontrado na sede da CNN em Nova York.

O alarme de incêndio tocou na redação pouco antes das 22h30 locais e a CNN começou a exibir programas gravados.

Uma hora mais tarde, a CNN passou a transmitir por Skype.

“As pessoas estão perguntando por quê estão me vendo no Skype, por quê temos tantas dificuldades técnicas. É porque nos retiraram do ar por causa de uma ameaça de bomba na CNN”, afirmou o apresentador Don Lemon.

“Fomos retirados e sabemos tanto quanto vocês”.

“Devido a uma investigação policial em Columbus Circle, a rua 58, entre as avenidas 8 e 9, está fechada ao tráfego de veículos e pedestres”, anunciou o Departamento de Polícia de Nova York, em referência ao endereço da redação do canal. “Por favor, evite esta área”.

Por volta da meia-noite, a CNN informou que a polícia liberou a área e os funcionários voltaram ao prédio.

A redação da emissora já havia passado por uma situação similar em outubro, quando um pacote com um explosivo foi encontrado.

A CNN foi um dos alvos de uma onda de bombas enviadas a opositores do presidente Donald Trump.

Um morador da Flórida identificado como Cesar Sayoc foi preso por supostamente ter enviado os dispositivos e recebeu 30 acusações. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

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