Confiança Empresarial atinge maior nível desde março de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,0 ponto em dezembro, indo a 95,9 pontos, o maior nível desde os 97,8 de março de 2014. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,9 ponto.

Os dados fazem parte da Sondagens de Índices de Confiança Empresarial, e foram divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: indústria, serviços, comércio e construção.

Os dados indicam que o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, para 91,2, o maior valor desde os 92,8 pontos de junho de 2014.

Já o Índice de Expectativas (IE-E) avançou 0,2 ponto, indo para 101,0. É segundo mês consecutivo em que o IE-E ultrapassa 100 pontos.

Na avaliação do superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., o índice de confiança do empresariado vem se aproximando da normalidade.

“Após a terceira alta consecutiva, a confiança empresarial se aproxima de níveis que retratam uma situação de normalidade” disse.

Para ele, a segunda boa notícia de dezembro foi que o índice que mede a percepção sobre o momento atual (ISA) avançou mais que o índice de expectativas (IE), “o que acontece pela primeira vez desde julho de 2018”.

O economista afirmou, porém, que, apesar dessas constatações, “a distância ainda superior a 15 pontos entre ISA e IE no comércio e na construção sugere que os ganhos recentes da confiança devem ser explicados por uma efetiva melhora gradual do ambiente econômico, mas também pelo efeito favorável do fim do período eleitoral sobre as expectativas”.

Confiança por setores

O estudo da FGV indica, ainda, que, pelo segundo mês consecutivo, houve aumento da confiança na margem em todos os setores que integram o ICE.

Já na métrica de média móveis trimestrais, a variação foi negativa apenas na indústria, com queda de 0,4 ponto. Com expressiva alta no mês, a confiança do comércio passa dos 100 pontos pela primeira vez desde março de 2014.

A indústria e os serviços avançaram menos e apresentam agora níveis de confiança muito próximos entre si. Já a confiança da construção subiu pelo quarto mês consecutivo, mas continua sendo a mais baixa entre os quatro setores.

Difusão da Confiança

Em dezembro, houve alta da confiança em 65% dos 49 segmentos que integram o Índice de Confiança Empresarial.

No mês passado, no entanto, a alta havia alcançado 84% dos segmentos.

Para a edição de novembro de 2018, foram coletadas informações de 4.701 empresas entre os dias 3 e 21 de dezembro. A próxima divulgação do ICE será no dia 31 de janeiro.

Bolsonaro retira da Funai a demarcação de terras indígenas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) transferiu para o Ministério da Agricultura a atribuição de identificar, delimitar e demarcar terras indígenas e quilombolas.

Também passa a ser atribuição da pasta o Serviço Florestal Brasileiro. O órgão tem entre suas funções a recuperação da vegetação nativa e recomposição florestal, a proposição de planos de produção sustentável e o apoio aos processos de concessão florestal.

Até então, a atribuição sobre as terras indígenas ficava com a Fundação Nacional do Índio (Funai), vinculada ao Ministério da Justiça; e sobre os quilombolas, com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculada à Casa Civil.

O Serviço Florestal Brasileiro estava vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Agora, estas ações estarão sob responsabilidade da ministra da Agricultura Tereza Cristina (DEM-MS), que foi presidente da bancada ruralista no Congresso.

A mudança consta na medida provisória assinada por Bolsonaro que trata da organização dos ministérios, e que foi publicada na terça-feira (1º). A MP não define como serão feitas as identificações e demarcações.

A decisão, juntamente com o reajuste do salário mínimo, é uma das primeiras a serem tomadas pelo novo presidente.

Bolsonaro prometeu fim das demarcações

Em meio à campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou que, se vencesse a disputa pelo Palácio do Planalto, não iria demarcar um centímetro a mais para reservas indígenas ou para quilombolas.

Na ocasião, o presidente disse que os índios seriam “emancipados” no governo dele e prometeu titularizar as terras indígenas para permitir a exploração comercial e venda.

No início de dezembro, o agora ministro da Casa Civil Onix Lorenzoni havia afirmado que cogitava transferir a gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura.

Em novembro, Tereza Cristina comentou a “judicialização” dos processos de demarcação de terras indígenas no país, um dos alvos frequentes de críticas dos ruralistas, que reclamam do excesso de concentração de poder na Funai.

“Você tem a judicialização das demarcações porque a Funai faz o laudo antropológico, ela dá a decisão e depois faz a demarcação. O que acontece hoje é que todos esses processos, que poderiam ser resolvidos de outra maneira, acabam indo para o Judiciário e levam 20 anos”, declarou na época.

Morre no hospital a quarta vítima de grave acidente na PR 486

Morreu na tarde desta terça-feira (1) a quarta vítima do acidente que aconteceu na noite de segunda-feira (1) na rodovia PR 486, entre Brasilândia do Sul e Assis Chateaubriand. A adolescente de 17 anos, era passageira do veículo Vectra, placas de Curitiba, que bateu frontalmente com um veículo Honda CVR com placas de Cascavel. Outros três ocupantes do veículo Vectra morreram no local, sendo todos da mesma família.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Norospar em estado gravíssimo. Ela passou por cirurgia e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo da jovem será encaminhado ao IML de Umuarama.

No veículo Honda CRV, estavam mãe e filha de 4 anos, Joyce Pimentel, 21 anos e a uma menina de quatro anos. Joyce segue internada na UTI do Hospital Norospar em estado grave. Já a filha Isadora que foi transferida para Cascavel com traumatismo craniano apresentou melhora.

Mãe e filha são sobrinhas do vice-prefeito de Umuarama, Hermes Pimentel. Familiares e amigos estão se mobilizam em uma campanha de doação de sangue para Joyce.

VÍTIMAS FATAIS

As três vítimas fatais foram identificadas como Célio Aparecido da Silva, 49 anos, Conceição de Souza Silva e Daniele Souza da Silva, 21 anos.

Todas elas estavam no veículo Vectra e eram da mesma família. Elas não resistiram aos ferimentos e morreram no local do acidente.

Maduro: projetos de Bolsonaro, Duque e Macri são inviáveis

Notícias ao Minuto Brasil

presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que os projetos políticos dos seus homólogos no Brasil, na Colômbia e na Argentina são inviáveis na região da América Latina e acabarão provocando uma “nova onda” de governos de esquerda.

“Projetos neoliberais de direita na América Latina e no Caribe são inviáveis e vão provocar o ressurgimento de uma nova onda de transformações populares”, disse Maduro, durante uma entrevista divulgada no primeiro dia do ano.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, “passou de 80% de apoio a 80% de repúdio”, opinou Maduro, afirmando que o povo colombiano está “nas ruas pedindo para [Duque] sair” da presidência.

“Jair Bolsonaro – que assumiu o mandato hoje (ontem) – vai seguir o mesmo caminho, e [Maurício] Macri na Argentina também”, observou Maduro.

A América Latina, disse, é “um território em disputa” entre as forças políticas da direita e da esquerda, reiterando que a região está passando por “um processo de regressão” que levará ao ressurgimento de novos governos revolucionários.

Os governos de Macri e Duque já criticaram Maduro, por várias vezes, culpando-o pela grave crise econômica que a Venezuela atravessa.

O novo presidente brasileiro retirou os convites que haviam sido feitos ao chefe de Estado venezuelano e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, por considerar que os seus “regimes violam a liberdade dos seus povos”.

Para Bolsonaro, Venezuela e Cuba estão “abertamente contra o futuro Governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições”, referindo-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está detido cumprindo pena de mais de 12 anos de cadeia por corrupção. Com informações da Lusa.

No discurso de posse, Bolsonaro pede apoio para reconstruir o país

Logo após fazer o juramento de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro foi empossado às 15h10 presidente do Brasil. Ele jurou “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.” O mesmo foi feito por seu vice, Hamilton Mourão.

Em seu primeiro discurso como presidente da República, Bolsonaro, em cerca de dez minutos, anunciou, sem detalhar, que fará reformas estruturantes e criará um círculo virtuoso de confiança na economia. Ele pediu o apoio do povo unido e do Congresso para reconstruir o país. Segundo ele, os “enormes desafios” poderão ser superados com a “sabedoria de ouvir a voz do povo.”

“Aproveito este momento solene e convoco os congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reeguer a nossa pátria. Libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e submissão ideológica”, afirmou. “Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores. O Brasil passará a ser um país livre das amarras ideológicas”, acrescentou.

Ao começar a ler, de óculos, seu pronunciamento, o presidente saudou as autoridades e chefes de Estado presentes e sua família, em especial a esposa Michelle – a quem, fez questão de destacar, conheceu na Câmara dos Deputados. Além de reafirmar o tom de seu discurso de campanha, Bolsonaro reiterou o compromisso com pontos de seu programa de governo, como a defesa do porte de armas, o apoio à ação dos policiais e das Forças Armadas, o redirecionamento da política externa e mencionou ainda eventuais mudanças na educação pública.

“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação nem divisão. Daqui adiante nos pautaremos pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para militância política, que sonham com a liberdade de ir e vir sem ser vitimados pelo crime, ” enumerou.

Bolsonaro destacou a questão do porte de arma, que pretende autorizar, segundo já anunciou, por meio de decreto presidencial. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legitima defesa.”

Economia

Sobre economia, ele disse o seguinte: “Na economia, traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas.”

E acrescentou: “Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira, e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades. Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia para permitir abrir os nossos mercados para o cenário internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico. Bolsonaro destacou a importância do agronegócio para o país. “O setor agropecuário terá papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente”, disse.

Equipe técnica
Ele afirmou ainda ter montado uma “equipe técnica, sem o tradicional viés político, que tornou o Estado ineficiente e corrupto.” Prometeu valorizar e resgatar a credibilidade do Congresso. Bolsonaro defendeu ainda “um pacto nacional entre sociedade e os Três Poderes e disse que sua prioridade será “proteger e revigorar a democracia brasileira”, para que se tenha uma sociedade” justa desenvolvida”, com saúde e educação, que estabeleça uma ruptura com as práticas antigas – referindo-se à corrupção. Neste “novo capítulo”, frisou o presidente, “o Brasil será visto como pais forte, pujante, confiante e ousado”.

Como sempre tem feito, ele agradeceu aos profissionais de saúde e a Deus por ter salvado sua vida e se disse “fortalecido e emocionado”. Desta vez, foi mais enfático sobre o atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora.

“Inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram acabar com a minha vida.”, afirmou. Jair Bolsonaro disse ter sido defendido pelos brasileiros. Nada aconteceria sem esforço e o engajamento de milhares de brasileiros que tomaram as ruas para defender a democracia”, afirmou.

Confira a íntegra do discurso:

Senhoras e Senhores,

Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados, que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.

Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.

Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido, a Deus pela minha vida e aos brasileiros, por confiarem a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança.

Aproveito este momento solene e convoco, cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir nosso país e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.

Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas.

Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios.

Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar nossa liberdade e democracia.

Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão.

Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.

O Pavilhão Nacional nos remete à “ORDEM E AO PROGRESSO”.

Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.

O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa.

Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.

Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico aos policiais para realizarem seu trabalho.

Eles merecem e devem ser respeitados!

Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras.

Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou nosso estado ineficiente e corrupto.

Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência.

Confiança no compromisso de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.

Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.

Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.

Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente.

Da mesma forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.

Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostraram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.

A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história.

Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.

Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.

A política externa retomará seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Senhoras e Senhores Congressistas,

Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.

Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos.

Muito obrigado a todos vocês.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

DEUS ACIMA DE TODOS!

No discurso de posse, Bolsonaro pede apoio para reconstruir o país

Logo após fazer o juramento de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro  foi empossado às 15h10 presidente do Brasil. Ele jurou “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.” O mesmo foi feito por seu vice, Hamilton Mourão.

Em seu primeiro discurso como presidente da República, Bolsonaro, em cerca de dez minutos, anunciou, sem detalhar, que fará reformas estruturantes e criará um circulo virtuoso de confiança na economia. Ele pediu o apoio do povo unido e do Congresso para reconstruir o país. Segundo ele, os “enormes desafios” poderão ser superados com a “sabedoria de ouvir a voz do povo.”

“Aproveito este momento solene e convoco os congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reeguer a nossa pátria. Libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e submissão ideológica”, afirmou.  “Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores. O Brasil passará a ser um país livre das amarras ideológicas”, acrescentou.

O presidente eleito Jair Bolsonaro no Congresso Nacional para a sessão solene de posse.
O presidente eleito Jair Bolsonaro no Congresso Nacional para a sessão solene de posse. – TV Brasil

Ao começar a ler, de óculos, seu pronunciamento, o presidente saudou as autoridades e chefes de Estado presentes e sua família, em especial a esposa Michelle – a quem,  fez questão de destacar, conheceu na Câmara dos Deputados. Além de reafirmar o tom de seu discurso de campanha, Bolsonaro reiterou o compromisso com pontos de seu programa de governo, como a defesa do porte de armas, o apoio à ação dos  policiais e das Forças Armadas, o redirecionamento da política externa e mencionou ainda eventuais mudanças na educação pública.

“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação nem divisão. Daqui adiante nos pautaremos pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para militância política, que sonham com a liberdade de ir e vir sem ser vitimados pelo crime, ” enumerou.

Bolsonaro destacou a questão do porte de arma, que pretende autorizar, segundo já anunciou, por meio de decreto presidencial. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legitima defesa.”

Economia

Sobre economia, ele disse o seguinte: “Na economia, traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas.”

E acrescentou: “Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira, e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades. Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia para permitir abrir os nossos mercados para o cenário internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico. Bolsonaro destacou a importância do agronegócio para o país. “O setor agropecuário terá papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente”, disse.

Equipe técnica

Ele afirmou ainda  ter montado uma “equipe técnica, sem o tradicional viés político, que tornou o Estado ineficiente e corrupto.”  Prometeu valorizar e resgatar a credibilidade do Congresso.  Bolsonaro defendeu ainda “um pacto nacional entre sociedade e os Três Poderes e disse que sua prioridade será “proteger  e revigorar a democracia brasileira”, para que se tenha uma sociedade” justa  desenvolvida”, com saúde e educação, que estabeleça uma ruptura com as práticas antigas – referindo-se à corrupção. Neste “novo capítulo”, frisou o presidente,  “o Brasil será visto como pais forte, pujante, confiante e ousado”.

Como sempre tem feito, ele agradeceu aos profissionais de saúde e a Deus por ter salvado sua vida e se disse “fortalecido e emocionado”. Desta vez, foi mais enfático sobre o atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora.

“Inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram acabar com a minha vida.”, afirmou. Jair Bolsonaro disse ter sido defendido pelos brasileiros. Nada aconteceria sem esforço e o engajamento de milhares de brasileiros que tomaram as ruas para defender a democracia”, afirmou.

Confira a íntegra do discurso:

Senhoras e Senhores,

Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados, que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.

Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.

Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido, a Deus pela minha vida e aos brasileiros, por confiarem a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança.

Aproveito este momento solene e convoco, cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir nosso país e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.

Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas.

Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios.

Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar nossa liberdade e democracia.

Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão.

Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.

O Pavilhão Nacional nos remete à “ORDEM E AO PROGRESSO”.

Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.

O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa.

Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.

Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico aos policiais para realizarem seu trabalho.

Eles merecem e devem ser respeitados!

Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras.

Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou nosso estado ineficiente e corrupto.

Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência.

Confiança no compromisso de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.

Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.

Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.

Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente.

Da mesma forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.

Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostraram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.

A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história.

Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.

Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.

A política externa retomará seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Senhoras e Senhores Congressistas,

Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.

Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos.

Muito obrigado a todos vocês.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

DEUS ACIMA DE TODOS!

Bolsonaro construiu vantagem de 10,7 milhões de votos em 63 cidades

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse hoje (1o) à tarde, conquistou 57,8 milhões de votos no segundo turno das eleições de 2018 e abriu uma vantagem de 10,7 milhões de votos sobre seu adversário, o petista Fernando Haddad. Essa vantagem foi construída em 63 cidades onde se registraram as maiores diferenças de votos a favor de Bolsonaro. O levantamento foi feito pela Agência Brasil, com base nos dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre essas 63 cidades estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Goiânia, Manaus, Campinas, Joinville e Campo Grande. Desse grupo, pelo menos seis cidades –  São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Campinas e Joinville – já foram governadas pelo PT.

Bolsonaro ganhou em sete das dez maiores cidades brasileiras e, nesse grupo, só perdeu em Salvador, Fortaleza e Recife. Entre as 26 capitais estaduais e Brasília, venceu em 21 delas. Nos 27 maiores municípios do interior, Bolsonaro foi derrotado em dois: Jaboatão dos Guararapes (PE) e Feira de Santana (BA).

Nova Pádua

O presidente eleito teve 55,13% do total de votos válidos no segundo turno, mas foi na pequena Nova Pádua, cidade de colonização italiana na Serra Gaúcha, que conseguiu o melhor desempenho. Quase 93% dos 2.308 eleitores votaram em Bolsonaro, cuja família tem origem italiana.

Estão concentrados em municípios de pequeno porte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo os dez maiores percentuais de votação do presidente. Seis em Santa Catarina: Rio Fortuna, Timbó, Ascurra, Treze de Maio, Benedito Novo e Pedras Grandes. Três ficam no Rio Grande do Sul – além de Nova Pádua, Flores da Cunha e Vespasiano Corrêa – e um em São Paulo (Saltinho). Nessas dez cidades, Bolsonaro teve mais de 87% dos votos válidos em cada uma.

O resultado das eleições presidenciais mostrou que Bolsonaro venceu em 15 estados e no Distrito Federal, mas perdeu no Nordeste, no Tocantins e no Pará. O presidente eleito também teve maioria de votos nos cinco continentes onde havia urnas no segundo turno das eleições. Dos 98 países onde ocorreu votação, Bolsonaro ganhou em 71.

Bolsonaro foi derrotado em todos os municípios do Ceará, do Piauí e de Sergipe, mas ganhou nas 75 cidades de Rondônia. Seus menores percentuais de votos foram em municípios do Piauí, estado que será governado, pela quarta vez, pelo petista Wellington Dias. Em Guaribas – cidade onde foi lançado o programa Fome Zero, no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Bolsonaro ficou com 2% dos votos, em um total de 3.577 eleitores, seu pior desempenho em todo o país.

Mudança e Desafios

A vitória de Jair Bolsonaro, candidato do pequeno PSL, que fez campanha basicamente pelas redes sociais, com pouco dinheiro e alguns segundos de horário eleitoral, interrompeu duas décadas de hegemonia política do PSDB e do PT  no Palácio do Planalto. Com sua eleição, perdem o comando do país as forças de centro-esquerda, substituídas pelos setores mais conservadores, à direita no arco político.

Bolsonaro prometeu um Estado mais enxuto e mais eficiente para seus eleitores. Deu destaque também à segurança pública e ao combate à corrupção. A estrela maior de sua equipe é Sérgio Moro, juiz da Lava-Jato que aceitou ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Há grande expectativa também sobre a atuação do superministério da Economia, sob comando de Paulo Guedes, que promete um amplo programa de privatização e uma provável nova proposta de reforma da Previdência. Outra novidade é a indicação de militares em cargos estratégicos; são sete ministros originários das Forças Armadas na equipe ministerial.

O relacionamento do novo governo com Congresso para aprovação das reformas, a começar pela da Previdência, será testado em breve. Com 27 anos de mandato como deputado federal, o capitão da reforma Bolsonaro conhece bem o Congresso. Durante a campanha, optou por se relacionar com as bancadas temáticas, que indicaram alguns ministros, como o da Saúde e da Agricultura. A equipe de Bolsonaro afirma que não negociará com o Legislativo na base do toma-lá-dá-cá – expressão que significa a troca de favores e de cargos.

 

Datafolha: 65% dos brasileiros preveem governo Bolsonaro ótimo ou bom

Pesquisa do Instituto Datafolha revelou que 65% dos brasileiros preveem que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom – porcentual maior que seu índice de vitória no segundo turno (55% dos votos válidos). Para 17% dos entrevistados, será uma gestão regular e, para 12%, o capitão reformado fará uma gestão ruim ou péssima. Não souberam opinar 6%.

Divulgado nesta terça-feira, 1º, o levantamento contou com 2.077 entrevistas realizadas em 130 cidades nos dias 18 e 19 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Mesmo alto, o porcentual de avaliações de governo ótimo ou bom sobre o governo Bolsonaro é mais baixo do que o de todos os presidentes brasileiros em suas primeiras eleições desde a redemocratização.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) contou com 70% de otimismo em sua primeira eleição. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 76%. Dilma Rousseff (PT), 73%.

Entre homossexuais, afrodescendentes e indígenas, grupos que já foram alvo de comentários depreciativos por parte de Bolsonaro, o otimismo é inferior à média geral. Homossexuais têm 47% de expectativa positiva, índice que vai a 59% entre negros e indígenas. Mulheres são menos otimistas (61%) do que homens (69%).

SP e RJ dominam Mega da Virada; cada aposta vai levar R$ 5,8 milhões…

A Caixa Econômica Federal divulgou que 52 apostas acertaram os seis números e dividem o prêmio da Mega da Virada. Cada uma fica com R$ 5.818.007,36. O sorteio, realizado na noite desta segunda-feira (31), paga ao todo um dos maiores prêmios de uma loteria já registrado na história do Brasil: R$ 302.536.382,66.

Os números sorteados no concurso número 2.110 foram: 05 – 10 – 12 – 18 – 25 – 33.

Além das 52 apostas vencedoras, outras 7.688 acertaram a quina (cinco números), faturando R$ 6.644,73 cada um. Nas quadras, foram 303.857 vencedores com prêmio de R$ 240,17 para cada bilhete.

No prêmio principal, foram confirmadas apostas vencedoras em 17 estados, além de três feitas por meio do Canal Eletrônico. Dez apostadores fizeram as escolhas certeiras em São Paulo. Oito ganhadores apostaram no estado do Rio de Janeiro. Bahia teve sete premiados. Seis são de Minas Gerais e três de Mato Grosso do Sul. Goiás, Pará, Paraná e Maranhão tiveram dois. Acre, Ceará, Distrito Federal, Paraíba, Santa Catarina, Pernambuco e Amazonas tiveram um prêmio cada um.

Entre as cidades, a maior parte dos vencedores vêm do Rio de Janeiro, com quatro apostas. Euclides da Cunha, na Bahia, e São Paulo capital tiveram três bilhetes premiados cada uma. Outras duas são de Belo Horizonte.

Ainda foram premiadas uma aposta em cada uma dessas cidades: Rio Branco, Manaus, Feira de Santana (BA), Mata de São João (BA), Salvador (BA), Valença (BA), Várzea Alegre (CE), Brasília (DF), Bela Vista de Goiás (GO), Jataí (GO), Pedreiras (MA), São Luís, Alfenas (MG), Divinópolis (MG), Martinho Campos (MG), São Sebastião do Paraíso (MG), Corumbá (MS), Costa Rica (MS), Coxim (MS), Almeirim (PA), Itaituba (PA), João Pessoa (PB), Lagoa do Itaenga (PE), Campo Mourão (PR), Curitiba (PR), Angra dos Reis (RJ), Barra do Piraí (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Santo Antônio de Pádua (RJ), Blumenau (SC), Adamantina (SP), Guarujá (SP), Pedreira (SP), Praia Grande (SP), Ribeirão Preto (SP), São Bernardo do Campo (SP), Votorantim (SP).

A estimativa do próximo sorteio da Caixa, a ser realizado no dia 2 de janeiro, é de R$ 2 milhões.

Relembre todos os prêmios da “Mega da Virada” até hoje:

1.140, em 2009; duas apostas vencedoras – premiação total: R$ 144.901.494,92

1.245, em 2010; quatro apostas vencedoras – premiação total: R$ 194.395.200,04

1.350, em 2011; cinco apostas vencedoras – premiação total: R$ 177.617.487,60

1.455, em 2012; três apostas vencedoras – premiação total: R$ 244.784.099,16

1.560, em 2013; quatro apostas vencedoras – premiação total: R$ 224.677.860,08

1.665, em 2014; quatro apostas vencedoras – premiação total: R$ 263.295.552,64

1.775, em 2015; seis apostas vencedoras – premiação total: R$ 246.533.514,30

1.890, em 2016; seis apostas vencedoras – premiação total: R$ 220.948.549,32

2.000 em 2017; dezessete apostas vencedoras – premiação total: R$ 306.718.743,71

Ratinho Jr toma posse como governador com discurso emocionado

O governador eleito Ratinho Junior (PSD) e o vice-governador eleito Darci Piana (PSD) tomaram posse na manhã desta terça (1) na Assembleia Legislativa. No discurso de posse, o governador falou sobre seus projetos para os próximos quatro anos para diversas áreas e chorou ao falar sobre a sua família.

Ratinho Junio, no primeiro discurso como governador, na Assembleia Legislativa, relembrou a carreira política. “Foi aqu (na Assembleia)i há 16 anos que comecei a consolidar o meu projeto. Foi nesse Plenário que comecei a compartilhar o meu sonho com os paranaenses e foi aqui que aprendi a consolidar a prática do diálogo, da democracia e do respeito”, disse. Ele ainda falou sobre seus planos para  áreas como agricultura, segurança pública, infraestrutura, turismo, saúde e educação  “Na educação, o aluno será o centro do processo de ensino. Vamos em busca do melhor IDEB. Será a nossa meta e o nosso desafio. Vamos melhorar a infra-estrutura para aproveitar melhor a vocação de sermos o celeiro do mundo”, disse.

Ratinho e o vice-governador, Darci Piana subiram a rampa principal de acesso ao plenário da Assembleia Legislativa (Alep). Lá foram recebidos pelo chefe do legislativo, Ademar Traiano (PSDB), e prestaram compromisso constitucional e assinaram o livro de posse.

Ao deixar a sessão, o governador passou em revista à tropa da Polícia Militar (PM), em frente à Assembleia, e seguiu para o Palácio Iguaço, logo em frente, onde foi recebido  pela governadora Cida Borghetti.

O embarque para Brasília acontecerá às 11 horas, no aeroporto Bacacheri, em Curitiba. O retorno está previsto para o mesmo dia, com o novo governo iniciando os trabalhos logo no dia 2 de janeiro.

Biografia de Ratinho Junior

Natural de Jandaia do Sul, do norte do Paraná, Ratinho Junior foi secretário do governo Beto Richa e o deputado estadual mais votado na história do Paraná. Além de político, é empresário, administrador de empresas e comunicador. Para vencer as eleições e garantir o comando do Estado até 31 de dezembro de 2022, pelo menos, ele somou 60% dos votos ainda no primeiro turno, derrotando outros nove concorrentes – entre eles a atual governadora, Cida Borghetti.

Com apenas 37 anos, ele será o segundo político mais jovem a assumir o governo do Estado, atrás apenas de Paulo Pimentel, que tomou posse em 1966 com pouco mais de 36 anos. Apesar da pouca idade, ele acumula a experiência de mais de 15 anos na política, iniciada em 2002, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez e que marca uma carreira meteórica em um Estado que como o próprio disse durante a campanha, foi governador durante décadas pelas mesmas “três ou quatro famílias”.

Abaixo, você confere uma série de fotos que retratam a solenidade de posse de governador. As imagens foram feitas por Franklin de Freitas, repórter fotográfico do Bem Paraná.

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