Enio Manoel

PRF flagra três mil motoristas acima da velocidade por dia no feriado

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou 16.556 motoristas dirigindo acima do limite de velocidade durante o feriado prolongado de Ano Novo no Paraná.

O número equivale a mais de 3.000 flagrantes por dia de operação, que durou cinco dias.

Iniciada na sexta-feira (28), a Operação Ano Novo da PRF terminou no final da noite de ontem (1º). Sete pessoas morreram durante os cinco dias de operação. Outras 138 saíram feridas. A PRF atendeu 90 acidentes no estado.

Outros 610 motoristas foram autuados por ultrapassagem em locais proibidos.

Uma das velocidades mais altas capturada pelos radares portáteis da PRF foi de uma motocicleta a 194 km/h, na BR-277, em São José dos Pinhais, onde o limite é de 110 km/h.

Os policiais rodoviários federais também constataram 506 pessoas que não utilizavam o cinto de segurança e 141 crianças transportadas sem cadeirinha.

Entre as causas dos acidentes fatais estão a desatenção e o excesso de velocidade.

Balanço da Operação Ano Novo no Paraná:

– 7 mortos;
– 138 feridos;
– 90 acidentes;
– 116 flagrantes de embriaguez;
– 16.556 veículos em excesso de velocidade;
– 610 ultrapassagens proibidas;
– 141 crianças sem cadeirinha;
– 454 veículos recolhidos.

Temer se omite e aumento do salário mínimo ficou para Bolsonaro assinar

Logo após ser empossado o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto em que estabelece que o salário mínimo passará de R$ 954 para R$ 998 este ano. O valor já está em vigor a partir de hoje (1º). Foi o primeiro decreto assinado por Bolsonaro, que tomou posse nesta terça-feira.

O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, assinado por Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários. O mínimo é corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios. Em outro decreto, o governo altera a organização das entidades da administração pública federal indireta. Foram publicados também os decretos de nomeação dos novos ministros.

General assume GSI e diz que setor de inteligência foi “derretido”

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse hoje (2) que a área de inteligência, “derretida” pela ex-presidente Dilma Rousseff, foi resgatada pelo general e amigo Sérgio Etchegoyen. “Nossa missão é tratar de segurança e viagens do presidente e cuidar do sistema de inteligência brasileira. Esse sistema que foi recuperado pelo Etchegoyen, foi derretido pela senhora Rousseff que não acreditava em inteligência”, criticou, sob aplausos dos convidados.

Além do GSI, na mesma cerimônia, a primeira da agenda do presidente Jair Bolsonarono depois de empossado, outras três pastas diretamente ligadas à Presidência da República tiveram suas transmissões de cargo. Casa Civil (Onyx Lorenzoni), Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebiano) e Secretaria de Governo (general Carlos Alberto dos Santos Cruz).

Agenda

Depois da cerimônia de transmissão de cargo dos ministros, Bolsonaro se reúne com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, às 10h. Em seguida, a conversa será com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois, ele se reúne com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, e o vice-presidente do Parlamento da China, Ji Bingxuan.

Confiança Empresarial atinge maior nível desde março de 2014, diz FGV

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 1,0 ponto em dezembro, indo a 95,9 pontos, o maior nível desde os 97,8 de março de 2014. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,9 ponto.

Os dados fazem parte da Sondagens de Índices de Confiança Empresarial, e foram divulgados hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: indústria, serviços, comércio e construção.

Os dados indicam que o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,1 ponto, para 91,2, o maior valor desde os 92,8 pontos de junho de 2014.

Já o Índice de Expectativas (IE-E) avançou 0,2 ponto, indo para 101,0. É segundo mês consecutivo em que o IE-E ultrapassa 100 pontos.

Na avaliação do superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., o índice de confiança do empresariado vem se aproximando da normalidade.

“Após a terceira alta consecutiva, a confiança empresarial se aproxima de níveis que retratam uma situação de normalidade” disse.

Para ele, a segunda boa notícia de dezembro foi que o índice que mede a percepção sobre o momento atual (ISA) avançou mais que o índice de expectativas (IE), “o que acontece pela primeira vez desde julho de 2018”.

O economista afirmou, porém, que, apesar dessas constatações, “a distância ainda superior a 15 pontos entre ISA e IE no comércio e na construção sugere que os ganhos recentes da confiança devem ser explicados por uma efetiva melhora gradual do ambiente econômico, mas também pelo efeito favorável do fim do período eleitoral sobre as expectativas”.

Confiança por setores

O estudo da FGV indica, ainda, que, pelo segundo mês consecutivo, houve aumento da confiança na margem em todos os setores que integram o ICE.

Já na métrica de média móveis trimestrais, a variação foi negativa apenas na indústria, com queda de 0,4 ponto. Com expressiva alta no mês, a confiança do comércio passa dos 100 pontos pela primeira vez desde março de 2014.

A indústria e os serviços avançaram menos e apresentam agora níveis de confiança muito próximos entre si. Já a confiança da construção subiu pelo quarto mês consecutivo, mas continua sendo a mais baixa entre os quatro setores.

Difusão da Confiança

Em dezembro, houve alta da confiança em 65% dos 49 segmentos que integram o Índice de Confiança Empresarial.

No mês passado, no entanto, a alta havia alcançado 84% dos segmentos.

Para a edição de novembro de 2018, foram coletadas informações de 4.701 empresas entre os dias 3 e 21 de dezembro. A próxima divulgação do ICE será no dia 31 de janeiro.

Bolsonaro retira da Funai a demarcação de terras indígenas

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) transferiu para o Ministério da Agricultura a atribuição de identificar, delimitar e demarcar terras indígenas e quilombolas.

Também passa a ser atribuição da pasta o Serviço Florestal Brasileiro. O órgão tem entre suas funções a recuperação da vegetação nativa e recomposição florestal, a proposição de planos de produção sustentável e o apoio aos processos de concessão florestal.

Até então, a atribuição sobre as terras indígenas ficava com a Fundação Nacional do Índio (Funai), vinculada ao Ministério da Justiça; e sobre os quilombolas, com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculada à Casa Civil.

O Serviço Florestal Brasileiro estava vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

Agora, estas ações estarão sob responsabilidade da ministra da Agricultura Tereza Cristina (DEM-MS), que foi presidente da bancada ruralista no Congresso.

A mudança consta na medida provisória assinada por Bolsonaro que trata da organização dos ministérios, e que foi publicada na terça-feira (1º). A MP não define como serão feitas as identificações e demarcações.

A decisão, juntamente com o reajuste do salário mínimo, é uma das primeiras a serem tomadas pelo novo presidente.

Bolsonaro prometeu fim das demarcações

Em meio à campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou que, se vencesse a disputa pelo Palácio do Planalto, não iria demarcar um centímetro a mais para reservas indígenas ou para quilombolas.

Na ocasião, o presidente disse que os índios seriam “emancipados” no governo dele e prometeu titularizar as terras indígenas para permitir a exploração comercial e venda.

No início de dezembro, o agora ministro da Casa Civil Onix Lorenzoni havia afirmado que cogitava transferir a gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura.

Em novembro, Tereza Cristina comentou a “judicialização” dos processos de demarcação de terras indígenas no país, um dos alvos frequentes de críticas dos ruralistas, que reclamam do excesso de concentração de poder na Funai.

“Você tem a judicialização das demarcações porque a Funai faz o laudo antropológico, ela dá a decisão e depois faz a demarcação. O que acontece hoje é que todos esses processos, que poderiam ser resolvidos de outra maneira, acabam indo para o Judiciário e levam 20 anos”, declarou na época.

Morre no hospital a quarta vítima de grave acidente na PR 486

Morreu na tarde desta terça-feira (1) a quarta vítima do acidente que aconteceu na noite de segunda-feira (1) na rodovia PR 486, entre Brasilândia do Sul e Assis Chateaubriand. A adolescente de 17 anos, era passageira do veículo Vectra, placas de Curitiba, que bateu frontalmente com um veículo Honda CVR com placas de Cascavel. Outros três ocupantes do veículo Vectra morreram no local, sendo todos da mesma família.

A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Norospar em estado gravíssimo. Ela passou por cirurgia e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo da jovem será encaminhado ao IML de Umuarama.

No veículo Honda CRV, estavam mãe e filha de 4 anos, Joyce Pimentel, 21 anos e a uma menina de quatro anos. Joyce segue internada na UTI do Hospital Norospar em estado grave. Já a filha Isadora que foi transferida para Cascavel com traumatismo craniano apresentou melhora.

Mãe e filha são sobrinhas do vice-prefeito de Umuarama, Hermes Pimentel. Familiares e amigos estão se mobilizam em uma campanha de doação de sangue para Joyce.

VÍTIMAS FATAIS

As três vítimas fatais foram identificadas como Célio Aparecido da Silva, 49 anos, Conceição de Souza Silva e Daniele Souza da Silva, 21 anos.

Todas elas estavam no veículo Vectra e eram da mesma família. Elas não resistiram aos ferimentos e morreram no local do acidente.

Ricky Martin anuncia chegada de Lucia; cantor é pai pela terceira vez

Notícias ao Minuto Brasil

cantor Ricky Martin, 47, é pai pela terceira vez. Ele e o marido Jwan Yosef, 35, anunciaram na véspera de Ano Novo que mais uma criança passará a viver com o casal. Em seu perfil no Instagram, Yousef divulgou uma foto das pequenas mãos da bebê Lucia Martin-Yosef.

“Estamos muito felizes em anunciar que nos tornamos pais de uma linda menina, Lucia Martin-Youse[…] Os irmãos dela, eu e Ricky já estamos completamente apaixonados”, afirmou Yousef em seu perfil do Instagram. A mesma imagem foi compartilhada por Martin.

O casal já é pai de dois meninos. Martin anunciou há um ano o casamento com artista plástico Jwan Yosef, com quem tem dois filhos gêmeos, Valentino e Matteo, hoje com nove anos. Os meninos foram gerados por uma barriga de aluguel, pouco mais de um ano antes de o cantor publicar em seu site oficial um comunicado falando que é gay.

Em junho do ano passado, Martin provocou polêmica ao afirmar, durante entrevista, que gostaria os filhos fossem gays. “É uma coisa muito especial. O jeito que eu vejo as coisas agora que não tenho que esconder… Eu vejo cores. Eu entendo porque o símbolo é um arco-íris. Isso é real. Isso me faz uma pessoa mais forte”, afirmou.

A declaração sobre a sexualidade dos filhos foi feita no programa Popcorn com Peter Travers, do canal americano ABC, e provocou elogios e críticas nas redes sociais. “Sem noção”, afirmou uma internauta no Twitter. “Que coisa estúpida para se desejar”, disse outra. Mas também teve posts de apoio: “Normal, eu também quero!”, disse uma fã.

Martin também falou sobre como foi assumir a homossexualidade. “Eu queria fazer de novo. É incrível. Aquele momento em que escrevi aquela carta, postei no Twitter e apertei ‘send’. O sentimento de libertação foi tão poderoso. “Depois, as pessoas vinham agradecer: ‘Por sua causa, agora eu entendo meu pai, minha irmã’, diziam”. Com informações da Folhapress.

Maduro: projetos de Bolsonaro, Duque e Macri são inviáveis

Notícias ao Minuto Brasil

presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que os projetos políticos dos seus homólogos no Brasil, na Colômbia e na Argentina são inviáveis na região da América Latina e acabarão provocando uma “nova onda” de governos de esquerda.

“Projetos neoliberais de direita na América Latina e no Caribe são inviáveis e vão provocar o ressurgimento de uma nova onda de transformações populares”, disse Maduro, durante uma entrevista divulgada no primeiro dia do ano.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, “passou de 80% de apoio a 80% de repúdio”, opinou Maduro, afirmando que o povo colombiano está “nas ruas pedindo para [Duque] sair” da presidência.

“Jair Bolsonaro – que assumiu o mandato hoje (ontem) – vai seguir o mesmo caminho, e [Maurício] Macri na Argentina também”, observou Maduro.

A América Latina, disse, é “um território em disputa” entre as forças políticas da direita e da esquerda, reiterando que a região está passando por “um processo de regressão” que levará ao ressurgimento de novos governos revolucionários.

Os governos de Macri e Duque já criticaram Maduro, por várias vezes, culpando-o pela grave crise econômica que a Venezuela atravessa.

O novo presidente brasileiro retirou os convites que haviam sido feitos ao chefe de Estado venezuelano e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, por considerar que os seus “regimes violam a liberdade dos seus povos”.

Para Bolsonaro, Venezuela e Cuba estão “abertamente contra o futuro Governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições”, referindo-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está detido cumprindo pena de mais de 12 anos de cadeia por corrupção. Com informações da Lusa.

No discurso de posse, Bolsonaro pede apoio para reconstruir o país

Logo após fazer o juramento de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro foi empossado às 15h10 presidente do Brasil. Ele jurou “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.” O mesmo foi feito por seu vice, Hamilton Mourão.

Em seu primeiro discurso como presidente da República, Bolsonaro, em cerca de dez minutos, anunciou, sem detalhar, que fará reformas estruturantes e criará um círculo virtuoso de confiança na economia. Ele pediu o apoio do povo unido e do Congresso para reconstruir o país. Segundo ele, os “enormes desafios” poderão ser superados com a “sabedoria de ouvir a voz do povo.”

“Aproveito este momento solene e convoco os congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reeguer a nossa pátria. Libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e submissão ideológica”, afirmou. “Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores. O Brasil passará a ser um país livre das amarras ideológicas”, acrescentou.

Ao começar a ler, de óculos, seu pronunciamento, o presidente saudou as autoridades e chefes de Estado presentes e sua família, em especial a esposa Michelle – a quem, fez questão de destacar, conheceu na Câmara dos Deputados. Além de reafirmar o tom de seu discurso de campanha, Bolsonaro reiterou o compromisso com pontos de seu programa de governo, como a defesa do porte de armas, o apoio à ação dos policiais e das Forças Armadas, o redirecionamento da política externa e mencionou ainda eventuais mudanças na educação pública.

“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação nem divisão. Daqui adiante nos pautaremos pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para militância política, que sonham com a liberdade de ir e vir sem ser vitimados pelo crime, ” enumerou.

Bolsonaro destacou a questão do porte de arma, que pretende autorizar, segundo já anunciou, por meio de decreto presidencial. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legitima defesa.”

Economia

Sobre economia, ele disse o seguinte: “Na economia, traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas.”

E acrescentou: “Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira, e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades. Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia para permitir abrir os nossos mercados para o cenário internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico. Bolsonaro destacou a importância do agronegócio para o país. “O setor agropecuário terá papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente”, disse.

Equipe técnica
Ele afirmou ainda ter montado uma “equipe técnica, sem o tradicional viés político, que tornou o Estado ineficiente e corrupto.” Prometeu valorizar e resgatar a credibilidade do Congresso. Bolsonaro defendeu ainda “um pacto nacional entre sociedade e os Três Poderes e disse que sua prioridade será “proteger e revigorar a democracia brasileira”, para que se tenha uma sociedade” justa desenvolvida”, com saúde e educação, que estabeleça uma ruptura com as práticas antigas – referindo-se à corrupção. Neste “novo capítulo”, frisou o presidente, “o Brasil será visto como pais forte, pujante, confiante e ousado”.

Como sempre tem feito, ele agradeceu aos profissionais de saúde e a Deus por ter salvado sua vida e se disse “fortalecido e emocionado”. Desta vez, foi mais enfático sobre o atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora.

“Inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram acabar com a minha vida.”, afirmou. Jair Bolsonaro disse ter sido defendido pelos brasileiros. Nada aconteceria sem esforço e o engajamento de milhares de brasileiros que tomaram as ruas para defender a democracia”, afirmou.

Confira a íntegra do discurso:

Senhoras e Senhores,

Com humildade, volto a esta Casa, onde, por 28 anos, me empenhei em servir à nação brasileira, travei grandes embates e acumulei experiências e aprendizados, que me deram a oportunidade de crescer e amadurecer.

Volto a esta Casa, não mais como deputado, mas como Presidente da República Federativa do Brasil, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro.

Hoje, aqui estou, fortalecido, emocionado e profundamente agradecido, a Deus pela minha vida e aos brasileiros, por confiarem a mim a honrosa missão de governar o Brasil, neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança.

Aproveito este momento solene e convoco, cada um dos Congressistas, para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer nossa Pátria, libertando-a, definitivamente, do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica.

Temos, diante de nós, uma oportunidade única de reconstruir nosso país e de resgatar a esperança dos nossos compatriotas.

Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas, se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito em nossos objetivos, e, pelo exemplo e pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a nos seguir nesta tarefa gloriosa.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas.

Pretendo partilhar o poder, de forma progressiva, responsável e consciente, de Brasília para o Brasil; do Poder Central para Estados e Municípios.

Minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo, e Deus acima de todos.

Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim à minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se em um movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

Nada aconteceria sem o esforço e o engajamento de cada um dos brasileiros que tomaram as ruas para preservar nossa liberdade e democracia.

Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão.

Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros: que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política; que sonham com a liberdade de ir e vir, sem serem vitimados pelo crime; que desejam conquistar, pelo mérito, bons empregos e sustentar com dignidade suas famílias; que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, em respeito aos direitos e garantias fundamentais da nossa Constituição.

O Pavilhão Nacional nos remete à “ORDEM E AO PROGRESSO”.

Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos.

O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou, nas urnas, pelo direito à legítima defesa.

Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam suas vidas em nome de nossa segurança e da segurança dos nossos familiares.

Contamos com o apoio do Congresso Nacional para dar o respaldo jurídico aos policiais para realizarem seu trabalho.

Eles merecem e devem ser respeitados!

Nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para cumprir sua missão constitucional de defesa da soberania, do território nacional e das instituições democráticas, mantendo suas capacidades dissuasórias para resguardar nossa soberania e proteger nossas fronteiras.

Montamos nossa equipe de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou nosso estado ineficiente e corrupto.

Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência.

Confiança no compromisso de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitados.

Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades.

Precisamos criar um ciclo virtuoso para a economia que traga a confiança necessária para permitir abrir nossos mercados para o comércio internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia, sem o viés ideológico.

Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente.

Da mesma forma, todo setor produtivo terá um aumento da eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Esses desafios só serão resolvidos mediante um verdadeiro pacto nacional entre a sociedade e os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na busca de novos caminhos para um novo Brasil.

Uma de minhas prioridades é proteger e revigorar a democracia brasileira, trabalhando arduamente para que ela deixe de ser apenas uma promessa formal e distante e passe a ser um componente substancial e tangível da vida política brasileira, com o respeito ao Estado Democrático.

A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer a ruptura com práticas que se mostraram nefastas para todos nós, maculando a classe política e atrasando o progresso.

A irresponsabilidade nos conduziu à maior crise ética, moral e econômica de nossa história.

Hoje começamos um trabalho árduo para que o Brasil inicie um novo capítulo de sua história.

Um capítulo no qual o Brasil será visto como um país forte, pujante, confiante e ousado.

A política externa retomará seu papel na defesa da soberania, na construção da grandeza e no fomento ao desenvolvimento do Brasil.

Senhoras e Senhores Congressistas,

Deixo esta casa, rumo ao Palácio do Planalto, com a missão de representar o povo brasileiro.

Com a benção de Deus, o apoio da minha família e a força do povo brasileiro, trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino e se torne a grande nação que todos queremos.

Muito obrigado a todos vocês.

BRASIL ACIMA DE TUDO!

DEUS ACIMA DE TODOS!

Michelle Bolsonaro faz discurso em libras

A primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um discurso em libras na posse de Jair Bolsonaro. Ela falou antes do presidente ao público no Palácio do Planalto. O presidente tomou posse nesta terça-feira (1º).

Envolvida nas causas de pessoas com deficiência, Michelle faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

“Gostaria de me dirigir à comunidade surda (…) vocês serão valorizados”, disse.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro fez discurso de agradecimento em linguagem de sinais — Foto: Reprodução

Michele fez o discurso em libras enquanto uma intérprete lia o texto. Ambas se emocionaram durante a cêrimonia.

“Agradeço também a todos aqueles que demonstraram a sua solidariedade pelos momentos difíceis pelos quais o meu esposo passou recentemente”, disse Michelle Bolsonaro.

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