Centrão acerta com Maia votar nesta semana a 870 sem novos ministérios

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Centrão acerta com Maia votar nesta semana a 870 sem novos ministérios

Os líderes do Centrão acertaram com o presidente da Câmara uma nova estratégia para desmontar o discurso armado pelo governo para as manifestações de rua contra o Congresso neste domingo (26).

O Centrão –bloco que reúne cerca de 200 deputados em torno do PP, DEM, PR, PRB, MDB e SD– puxará a votação ainda nesta semana da MP 870 da reforma administrativa. Ela estruturou a Esplanada dos Ministérios após a posse do presidente Jair Bolsonaro.

Os políticos desta coligação informal são alvos de apoiadores de Bolsonaro, sob acusação de paralisar o governo, como noticiou a Folha de S.Paulo nesta terça. A aprovação da MP 870 também é uma das bandeiras, além da reforma da Previdência e o pacote anticrime do ministro Sergio Moro.

A ideia que o Centrão articula é retirar do substitutivo aprovado na Comissão Mista a criação das pastas das Cidades e da Integração, voltando à configuração inicial que as reunia no Ministério do Desenvolvimento Regional.

Com isso, afasta-se o risco de a MP não ser votada e o governo ter que retornar à configuração administrativa da gestão de Michel Temer.

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Também afasta-se a acusação de que o Centrão e Rodrigo Maia querem forçar a criação das novas pastas para indicarem ministros e demais cargos de segundo escalão.

Esse retorno à configuração antiga é um dos principais argumento usados pelos bolsonaristas  na convocação das manifestações.

O acerto dos partidos de centro-direita, no entanto, mantém a transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Justiça para o da Economia.

O Centrão acredita que terá o apoio dos partidos de esquerda para a votação dessa forma, o que serviria para esvaziar um pouco as manifestações de domingo.

A decisão de votar da MP 870 suspende a obstrução às demais MPs, o que pode viabilizar a votação, também nesta semana da MP 863, que abriu a possibilidade de funcionamento no Brasil empresas aéreas com 100% de capital estrangeiro. A Medida Provisória vence na quarta-feira (22).

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