Miss Universo 2018: candidata da Filipinas conquista a coroa

 

  • Pablo Marques, do R7

    Miss Fililipnas é a vencedora da edição 2018 do Miss Universo

    Athit Perawongmetha/Reuters – 17.12.2018

    A Miss Filipinas Catriona Gray foi a vencedora do Miss Universo 2018, nesta segunda-feira (17), em Bangkok, na Tailândia. Estavam na disputa pela coroa representantes de 94 países.

    A Miss África do Sul Tamaryn Green ficou em segundo lugar. A Miss Venezuela Sthefany Gutiérrez ficou em terceiro.

    A brasileira Mayra Dias passou para a semifinal, mas não foi uma das escolhidas dos jurados para seguir no concurso e ficou entre as top 20.

    A Miss Brasil era uma das favoritas para vencer o melhor traje típico com uma roupa inspirada no Festival de Parintins, mas perdeu para a Miss On-anong Homsombath, do Laos. A última vez que o Brasil ganhou o traje típico foi com a Miss Flávia Cavalcante, em 1989.

    Pela primeira vez na história, a comissão julgadora do Miss Universo foi composta apenas por mulheres.

Sonda da Nasa faz a primeira selfie em Marte

Notícias ao Minuto Brasil

HÁ 30 MINS POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Asonda Insight Mars, da Nasa, mandou sua primeira selfie diretamente do planeta vermelho através de uma câmera instalada no braço robótico. A imagem foi a primeira enviada após o pouso, ocorrido no último dia 26 de março, informa o G1.

A foto é, na realidade, uma junção de 11 imagens, no qual é possível ver o painel solar da sona e todo o deck, incluindo os instrumentos. Através da imagem é possível ver que a Insight posou sem avarias.

Notícias ao Minuto

A sonda enviou também um registro de seu “espaço de trabalho”, composta por 52 fotos: uma área de 4 por 2 metros de altura.

Notícias ao Minuto

A espaçonave não tripulada viajou 482 milhões de quilômetros até Marte, com a missão de “olhar para dentro” do planeta Vermelho, detectando atividades sísmicas no interior do planeta.

Pai faz filha caminhar 8 km para castigá-la por ter praticado bullying

 

  • Carolina Vilela, do R7* com agências internacionai.
Reprodução/Facebook

O pai de Kirsten, 10, decidiu que andar os 5 quilômetros que separam a casa deles da escola onde a garota estuda seria a melhor forma de castiga-la por ter feito bullying contra colegas da escola.

O caso aconteceu nesta segunda-feira (3), em Ohio, nos EUA e as informações foram divulgadas pela emissora notícias ABC News.

Matt Cox publicou o vídeo em seu perfil no Facebook e está dividindo opiniões. “Estou fazendo o que acho certo em ensinar uma lição à minha filha para impedi-la de [cometer] assédio moral”, afirmou Cox.

A filmagem alcançou 14 milhões de visualizações e mais de 64 mil comentários divididos entre pessoas que concordam com a atitudo do pai e pessoas dizendo que ele estava “exagerando”.

Segundo a ABC, Cox afirmou que está foi a segunda vez que a filha recebeu uma suspensão de três dias por ter praticado bullying.

“Os pais precisam responsabilizar seus filhos. Eu não vou ser outro pai que apenas vai colocar as coisas embaixo do tapete e dizer: crianças são crianças”, afirmou o pai à emissora.

Brasileira é achada morta após 10 dias desaparecida na Austrália

Márcio Neves, do R7

A polícia australiana confirmou que o corpo de Criskeila Veloso Gomes, 21 anos, foi encontrada neste sábado (8) em uma praia da cidade de Brisbane, no estado de Queensland, na Austrália. A garota estava desaparecida desde 28 de novembro.

Em uma página nas redes sociais o consulado do Brasil em Brisbane, também confirmou a morte da jovem. “O consulado está em contato efetivo com os familiares tanto na Austrália, como no Brasil. O consulado vai apoiar nos trâmites burocráticos que se fizerem necessários”, informou o cônsul honorário Valmor Gomes Morais.

Ainda segundo Valmor, a polícia vai realizar exames periciais para identificar a causa da morte e reconfirmar a identidade por meio de registros da arcada dentária antes do corpo ser trazido de volta para o Brasil.

Familiares da jovem, que nasceu na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, lamentaram sua morte nas redes sociais.

Criskeila foi morar na Austrália com a família em 2004, mas os pais decidiram voltar e ela permaneceu no país. Criskelly Gomes, irmã da garota, revelou ter conversado com ela um dia antes de seu desaparecimento e que Criskeila teria afirmado que tudo estava bem.

Prédio da CNN em Nova York evacuado após falsa ameaça de bomba

07/12/2018 06h00

O prédio da CNN em Nova York foi evacuado na quinta-feira (6) à noite após uma ameaça de bomba, mas nenhum explosivo foi encontrado e a polícia liberou a área, informou a emissora.

O incidente durou 90 minutos e recordou o que aconteceu em outubro, depois que um dispositivo explosivo foi encontrado na sede da CNN em Nova York.

O alarme de incêndio tocou na redação pouco antes das 22h30 locais e a CNN começou a exibir programas gravados.

Uma hora mais tarde, a CNN passou a transmitir por Skype.

“As pessoas estão perguntando por quê estão me vendo no Skype, por quê temos tantas dificuldades técnicas. É porque nos retiraram do ar por causa de uma ameaça de bomba na CNN”, afirmou o apresentador Don Lemon.

“Fomos retirados e sabemos tanto quanto vocês”.

“Devido a uma investigação policial em Columbus Circle, a rua 58, entre as avenidas 8 e 9, está fechada ao tráfego de veículos e pedestres”, anunciou o Departamento de Polícia de Nova York, em referência ao endereço da redação do canal. “Por favor, evite esta área”.

Por volta da meia-noite, a CNN informou que a polícia liberou a área e os funcionários voltaram ao prédio.

A redação da emissora já havia passado por uma situação similar em outubro, quando um pacote com um explosivo foi encontrado.

A CNN foi um dos alvos de uma onda de bombas enviadas a opositores do presidente Donald Trump.

Um morador da Flórida identificado como Cesar Sayoc foi preso por supostamente ter enviado os dispositivos e recebeu 30 acusações. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

Forte terremoto atinge a região da Nova Caledônia, no Pacífico Sul; há alerta de tsunami para um raio de 1.000 km

Forte terremoto de magnitude 7,5 atinge região do Pacífico Sul

Um forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu nesta quarta-feira (5) o sudeste das Ilhas Lealdade, um arquipélago do território francês da Nova Caledônia, no Pacífico Sul. Ele foi seguido pela elevação no nível do mar na região. Não há relatos imediatos sobre vítimas.

Logo após o tremor, foi emitido um alerta de tsunami em um raio de 1.000 km ao redor do epicentro, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) e o Centro de Tsunami do Pacífico.

Foi observada uma elevação no nível do mar na Nova Caledônia. As autoridades do serviço de proteção civil disseram, segundo a Efe, que ondas de dois metros se formaram na Ilha dos Pinos, provocando pequenos danos. Não há relato de vítimas. Em Lenakel, em Vanuatu, as ondas chegaram a até 72 centímetros de altura.

O alerta indicava que ondas gigantes perigosas poderiam chegar também à costa da Austrália, além de Ilhas Fiji, Nova Zelândia, Japão, entre outros países. Embora recomende cautela com o nível no mar nas próximas horas, a rede japonesa NHK informou nesta manhã que a maior parte da ameaça de tsunami já passou.

O tremor foi registrado a 10 km de profundidade e a cerca de 168 km ao leste de Tadine, na ilha de Maré, em Lealdade, segundo o USGS. Onze réplicas foram registradas até 5h30 desta quarta-feira (no horário de Brasília) na mesma região. O tremor secundário mais forte atingiu 6,6 de magnitude.

As autoridades da Nova Caledônia ordenaram a “saída imediata” da população localizada no litoral. Uma nota divulgada pelo gabinete do Alto Comissário da República da França na Nova Caledônia indicou que as pessoas seriam levadas para abrigos enquanto estivessem em vigor as medidas de segurança para todo o território.

As autoridades recomendaram uma série de medidas como o reagrupamento em áreas de refúgio com remédios, água e outros artigos essenciais ou permanecendo informados por meio do rádio. No caso de não poder ir a uma área de refúgio, as autoridades pediram que as pessoas se afastassem do litoral por mais de “300 metros” ou buscassem uma posição elevada de pelo menos 12 metros.

O forte terremoto foi precedido por um outro tremor de magnitude 6.

Anel de Fogo do Pacífico

A Nova Caledônia está em uma das regiões mais propensas a tremores e atividade vulcânica do mundo: o Círculo de Fogo do Pacífico. Cerca de 7 mil tremores atingem essa área por ano, em sua maioria de magnitude moderada.

A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além de Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.

Moradores e trabalhadores preparam-se para ir para terras altas em Noumea, na Nova Caledônia, após forte terremoto sacudir o Pacífico Sul — Foto: Jean Jacques Brunet / Facebook / via ReutersMoradores e trabalhadores preparam-se para ir para terras altas em Noumea, na Nova Caledônia, após forte terremoto sacudir o Pacífico Sul — Foto: Jean Jacques Brunet / Facebook / via Reuters

Moradores e trabalhadores preparam-se para ir para terras altas em Noumea, na Nova Caledônia, após forte terremoto sacudir o Pacífico Sul — Foto: Jean Jacques Brunet / Facebook / via Reuters

Brasil perde protagonismo, e Temer participa do G20 como coadjuvante

Talita Marchao

Do UOL, em Buenos Aires

30/11/2018 04h01

A poucos dias de deixar o cargo, o presidente Michel Temer (MDB) participa de sua última cúpula do G20 representando um Brasil distante do status de protagonista internacional que se via há alguns anos. O encontro começa nesta sexta-feira (30) em Buenos Aires.

A avaliação é de analistas ouvidos pelo UOL e confirmada pela agenda do evento. Em um encontro que congrega as 20 maiores economias do mundo, Temer tem somente dois encontros bilaterais com primeiro-ministros da Austrália, Scott Morrison, e de Singapura, Lee Hsien Loong. Ele participa também, antes da abertura da cúpula, de uma reunião informal dos Brics, grupo formado por Rússia, China, Índia e Brasil.

No comunicado à imprensa internacional distribuído pela organização do evento, há menção a 12 “máximos líderes mundiais”. O texto cita Emmanuel Macron (França), Theresa May (Reino Unido), Angela Merkel (Alemanha), Sebastián Piñera (Chile) e Donald Trump (EUA), mas não menciona nem Temer, nem o Brasil.

“O Brasil passou de uma postura de grande envergadura para uma posição até mesmo um pouco marginal dentro do G20. Isso aconteceu muito em função do que a gente viveu no país nos últimos anos”, diz Paulo Velasco, cientista político da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro),

Ele explica: “Não só a crise econômica e financeira, que naturalmente tira a credibilidade. Mas também a própria crise política. Tiramos uma presidente, quase tiramos o outro e agora tivemos uma eleição muito turbulenta, em um cenário político bastante polarizado e dividido”.

Matias Spektor, coordenador da graduação da Escola de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), também vê perda de protagonismo do Brasil, mas diz que, pelo tamanho e peso econômico, o país continua sendo importante.

“Uma crise financeira que afete o Ibovespa, por exemplo, pode levar junto a Argentina, o México, a Coreia do Sul, gerando um efeito dominó. E o problema do efeito dominó é que ninguém consegue pará-lo. Mesmo que o Brasil não tenha mais uma posição de liderança, continua sendo importantíssimo para o G20”, avalia o professor da FGV.

As reuniões do G20 se iniciaram na esteira da crise financeira global de 2008, organizando as ações para voltar a irrigar a economia global de forma coordenada –e o Brasil teve papel de liderança.

Agenda de Temer

Em sua agenda para esta edição do G20, Michel Temer não tem encontro nem mesmo com o anfitrião do encontro, o presidente argentino, Mauricio Macri, ou com Donald Trump, presidente dos EUA, que enviou um de seus conselheiros para se reunir com Bolsonaro no Rio de Janeiro na quinta-feira.

Temer chegou a convidar Bolsonaro para acompanhá-lo na cúpula, mas o presidente eleito recusou por questões de saúde –ele ainda se recupera de um atentado a faca sofrido durante a campanha.

Não é comum que presidentes de saída levem seus sucessores: para efeito de comparação, o atual presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, participará do G20 em seu último dia de mandato; ele volta para o seu país no meio do evento, quando deve passar a faixa presidencial ao eleito, Andrés Manuel López Obrador, que toma posse no dia 1º de dezembro.

Apesar da recusa de Bolsonaro, Velasco avalia que teria sido interessante que o eleito tivesse aceitado o convite, caso tivesse condições de saúde para viajar. “Era uma forma interessante para Temer apresentar seu sucessor e mostrar que ele também está comprometido com o mesmo tipo de política, que a transição é alinhada. Mostraria o compromisso com a continuidade, sobretudo do que interessa ao grupo”, diz o professor da Uerj.

Saudi Broadcast Authority/AFP
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Marcelo Faurie, recebe o príncipe saudita, Mohammed bin Salman, em Buenos AiresImagem: Saudi Broadcast Authority/AFP

Entre as diversas saias-justas do evento, como a guerra comercial travada entre China e EUA, as presenças do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e do príncipe saudita, Mohammad bin Salman, suspeito de envolvimento na morte e esquartejamento de um jornalista dentro da sua embaixada na Turquia, e do russo Vladimir Putin, envolvido em uma nova escalada militar contra a Ucrânia, o Brasil também tem a sua cota de climão.

Na preparação do Itamaraty para o encontro, a chancelaria brasileira deixou claro que as mudanças climáticas estavam entre as prioridades do Brasil. Entretanto, pouco antes de o Temer embarcar, o próprio Itamaraty anunciou na quarta-feira que retirou a candidatura brasileira para sediar a COP-25, conferência do clima das Nações Unidas, no próximo ano. A declaração foi feita depois que Bolsonaro afirmou que recomendou ao próximo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, que o Brasil não realizasse o evento.

O evento seria palco das negociações para a implementação do Acordo de Paris. Mas o próprio futuro ministro Araújo já deu declarações questionando o que chamou de “alarmismo climático”.

O que Temer vai fazer no G20

Especialistas ouvidos pelo UOL concordam que o Brasil deve aproveitar a vitrine que o G20 representa para mostrar aos investidores o compromisso com o livre comércio. Temer deverá tentar passar a imagem de que está “arrumando a casa”, levando adiante as reformas econômicas que podem interessar ao grupo que representa cerca de 85% da economia mundial.

“O fato de a economia brasileira ser a mais fechada do G20 traz um custo enorme para a recuperação econômica do país. O que Temer vai tentar mostrar é que a nossa direção é a de uma maior abertura. Essa é a mesma mensagem do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), é a mensagem que foi vitoriosa nas urnas, é a mensagem do Paulo Guedes”, diz ao UOL Matias Spektor, coordenador da graduação da Escola de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Paulo Velasco, cientista político da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), avalia que Temer deve ressaltar o “compromisso com a plena e efetiva estabilização monetária”.

“Isso passa por uma série de reformas e pela lógica do equilíbrio fiscal. Além disso, o Brasil também deve sinalizar compromisso com livre comércio. Embora o G20 não seja um foro propriamente comercial, todos os temas ligados à economia internacional acabam aparecendo. E a grande dúvida é de que forma isso vai continuar no próximo governo”, afirma Velasco.

De fato, ao delimitar os temas de grande importância para o Brasil na cúpula, o Itamaraty deixou claro que o comércio internacional e o futuro do trabalho são prioridades. A chancelaria brasileira afirma ainda que pretende usar o encontro para reiterar “seu compromisso com a democracia e com as reformas econômicas, no plano doméstico”.

“Sabemos que a partir de janeiro haverá uma série de ofertas de privatizações, estamos falando de mais de uma centena de empresas. O encontro do G20, neste sentido, vai servir como um sinalizador das intenções deste governo brasileiro e do próximo: a abertura dos negócios. A mensagem mais importante para tirar a economia brasileira do atoleiro em que ela ainda se encontra é a de que já foram feitas reformas e haverá ainda mais, tornando o Brasil mais atraente para investimentos e gerando novos empregos”, diz Spektor

Jovem fica em estado grave após reação alérgica a tinta de cabelo

Ajovem francesa Estelle contou ao Le Parisien a sua experiência pessoal com uma tinta de cabelo que a deixou em estado grave.

A jovem, de 19 anos, usou seu caso para alertar outras pessoas sobre um componente alérgico presente em quase todas as tintas de cabelo, e que a deixou com o rosto com o dobro do tamanho.

Durante alguns dias a jovem estudante de inglês ficou irreconhecível depois de uma simples aplicação feita com uma famosa marca que adquiriu num supermercado.

Segundo o Le Parisien, Estelle já havia apresentado uma pequena reação alérgica numa coloração anterior, motivo pelo qual decidiu testar este produto antes de usá-lo. Contudo esperou apenas 30 minutos e não as 48 horas aconselháveis.

Há cerca de dez dias, depois de mudar os seus cabelos loiros para morenos, o seu coro cabeludo começou a coçar. E um dia acordou com o rosto muito inchado. Estelle foi até o pronto-socorro onde os médicos já estavam familiarizados com este tipo de reação alérgica.

O produto que causou a alergia é o PPD – Parafenilenodiamina, um produto altamente alérgico que está presente em 90% das tintas disponíveis no mercado.

Estelle decidiu compartilhar no Facebook as imagens de como ficou como forma de alertar outras pessoas para o perigo deste componente.

88 mortos e 203 desaparecidos na Califórnia

Pelo menos 88 pessoas morreram e 203 estão ainda desaparecidas devido ao incêndio mais fatal na história da Califórnia, segundo um novo balanço das autoridades feito dois dias após as chamas terem sido controladas.

O xerife do condado de Butte, Kory Honea, disse na segunda-feira (26) que 203 pessoas permanecem desaparecidas e confirmou mais um morto.

O incêndio que começou no dia 08 de novembro destruiu mais de 13 mil casas no norte da Califórnia e consumiu cerca de 620 km² de mato e madeira, destruindo a vila de Paradise, com 27 mil habitantes.

Fogo no norte da Califórnia mata 29 e iguala pior incêndio registrado no estadoCOMENTE

O incêndio “Camp Fire”, que arrasa o norte da Califórnia desde quinta-feira (8), matou pelo menos 29 pessoas, segundo autoridades locais. O número subiu após a recuperação de mais seis corpos. O incêndio se igualou ao mais letal já registrado na história do estado americano, em 1933.

“Camp Fire” afeta uma ampla região do condado de Butte, em Sierra Nevada, ao norte da capital do estado, Sacramento, é o maior e mais devastador de vários incêndios ativos no estado, que provocaram a fuga de mais de 250.000 pessoas e a destruição de 6.400 casas na cidade de Paradise.

“Hoje foram recuperados os corpos de seis pessoas, o que eleva o total a 29”, anunciou o chefe de polícia local, Kory Honea, ao final do quarto dia de combate às chamas. Ele informou que as vítimas estavam em Paradise e seus arredores.

Ao sul, outro incêndio, o “Woosley Fire” afeta os condados de Ventura – onde fica a cidade de Malibu, residência de várias estrelas de Hollywood – e de Los Angeles.

As autoridades anunciaram no domingo que encontraram duas pessoas mortas em um veículo, vítimas do “Woolsey Fire”, o que eleva a 31 o número de vítimas somando os incêndios em todo o estado da Califórnia.

“Camp Fire” iguala o desastre de Griffith Park, em Los Angeles, ocorrido em 1933 e até agora o incêndio com o maior número de mortos na história da região, de acordo com o Departamento de Bombeiros da Califórnia (Cal Fire).

Agora os bombeiros que lutam no sul contra o “Woolsey Fire” se preparam para a chegada dos perigosos ventos de Santa Ana (secos e quentes), que poderiam alastrar as chamas, segundo as autoridades.

“Hoje temos mais de 8.000 bombeiros federais, estaduais e locais nas linhas de frente”, afirmou Scott Jalbert, comandante do Cal Fire. “Infelizmente, com estes ventos, não terminou. Tenham cuidado”, completou.

O mais devastador

Alimentado pelos ventos, o “Camp Fire” se tornou o incêndio mais devastador já registrado na Califórnia, com mais de 67.000 imóveis destruídos, incluindo um hospital em Paradise, cidade de 27.000 habitantes.

As chamas destruíram 45.000 hectares e foram contidas em apenas 25%, de acordo com o Cal Fire, que calcula que precisará de três semanas para controlar totalmente a situação.

Apesar da causa ainda não ter sido oficialmente determinada para o incêndio, autoridades do setor elétrico informaram que aconteceu um corte de energia perto do local de origem das chamas, noticiou o jornal Sacramento Bee.

As autoridades afirmaram que a propagação das chamas foi mais rápida desta vez.

“Há 10 ou 20 anos, você ficava em casa quando acontecia um incêndio e era capaz de ficar protegido”, disse o comandante dos bombeiros do condado de Ventura, Mark Lawrenson.

“Mas as coisas não são como eram. A taxa de propagação é exponencialmente maior do que era: por favor, considerem as ordens de evacuação”, disse.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, também falou sobre o cenário: “Este não é novo normal, este é o novo anormal. E este novo anormal continuará nos próximos 10, 15 ou 20 anos”.

“Infelizmente, a melhor ciência nos diz que o calor, a seca, todas estas coisas ficarão mais intensos”.

O governador eleito Gavin Newson declarou estado de emergência para levar ajuda às zonas mais afetadas.

Críticas de Trump

O presidente Donald Trump acusou as autoridades locais de má gestão florestal.

“Não há motivos para estes incêndios grandes e mortais na Califórnia, exceto que a gestão florestal é muito ruim”, escreveu no Twitter no sábado.

“Bilhões de dólares são dados a cada ano, com tantas vidas perdidas, tudo por causa da má administração das florestas. Consertem agora ou não acontecerão mais pagamentos do Fed”.

Brian Rice, diretor dos Bombeiros Profissionais da Califórnia, classificou os comentários de “desinformados, inoportunos e humilhantes para aqueles que estão sofrendo”.

Também disse que as afirmações do presidente sobre má gestão florestal “são perigosamente equivocados”.

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