TSE aprova contas da campanha de Bolsonaro com ressalvas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta terça-feira (4) com ressalvas as contas de campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e do vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB).

A diplomação de Bolsonaro está marcada para o próximo dia 10, e o TSE precisava analisar as contas da campanha antes disso.

Ao votar, o relator do caso, Luís Roberto Barroso, afirmou que, segundo a área técnica do tribunal, grande parte das “inconsistências” na prestação de contas foi sanada após a defesa de Bolsonaro retificar a prestação.

“As irregularidades detectadas são de pouquíssima relevância”, afirmou.

Segundo a prestação entregue pelos advogados de Bolsonaro, a campanha arrecadou R$ 4,3 milhões e gastou R$ 2,8 milhões.

Ressalvas nas contas

Segundo Barroso, o montante de irregularidades nas receitas foi de R$ 8.275, correspondente a 0,19% dos recursos recebidos. Já as irregularidades nas despesas alcançaram $ 58.333,32, equivalente a 1,33% do total arrecadado, o que representa 1,52% dos recursos obtidos pela chapa vencedora.

“Esse valor de pequena expressão não acarreta a reprovação das contas”, afirmou Barroso ao votar.

Ainda segundo o relator, o julgamento da prestação de contas não impede a investigação de eventuais irregularidades nas esferas cível e criminal posteriormente.

O ministro determinou o recolhimento, ao Tesouro Nacional, de R$ 5,2 mil relativos ao recebimento de doações de fontes vedadas e de R$ 3 mil relativos ao recebimento de recursos de origem não identificadas.

“Os números envolvidos na presente prestação demonstram ser possível participar das eleições mediante mobilização da cidadania e não do capital sem fazer do processo eleitoral sem fazer do processo eleitoral um derramamento de dinheiros escusos”, concluiu.

Os ministros Edson Fachin, Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira acompanharam o relator.

Última a votar, a presidente da Corte, Rosa Weber, também acompanhou o voto de Barroso e elogiou a prestação de contas. “As ressalvas são mínimas e se impõem exclusivamente em função dos critérios”, afirmou.

Argumentos

A advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, afirmou que o candidato buscou “baratear” a campanha, já que se tratava de partido pequeno com poucos doadores, e que eventuais falhas na prestação de contas foram sanadas, por isso, pediu a aprovação sem ressalvas.

Sobre a doação de permissionários, vedadas por lei, a advogada disse que não há lista prévia para que sejam impedidas as doações nas plataformas digitais, o que torna “impossível” à campanha identificar esses valores.

Para o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, apesar das correções feitas pelos advogados, a prestação de contas apresenta falhas, o que justifica a aprovação com ressalvas.

A área técnica do tribunal e a Procuradoria Geral Eleitoral recomendaram a aprovação com ressalvas. Apesar de ter apontado 23 inconsistências na prestação enviada ao TSE, o entendimento foi o de que elas não comprometeram a regularidade da prestação.

Contas do PSL

A Corte também aprovou, por unanimidade, as contas do PSL com ressalvas. Segundo o TSE, o partido terá que devolver ao Tesouro Nacional o valor de R$ 750.

Fazenda deve propor a Guedes medidas para baixar juros e crê em PIB de 3,5%

Do UOL, em Brasília

O Ministério da Fazenda prepara uma série de recomendações para a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Entre as sugestões, estão medidas para baratear o crédito e estimular a concorrência no setor bancário.

Técnicos da Fazenda ouvidos pelo UOL afirmaram que três medidas prioritárias podem contribuir para a queda dos juros: a aprovação do cadastro positivo e da lei do distrato e a revisão da lei de falências. As três medidas estão atualmente no Congresso esperando aprovação.

Com a melhora das perspectivas, a pasta também não descarta um crescimento econômico de 3,5% em 2019, mesma estimativa feita nesta semana pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Cadastro positivo

Atualmente, o próprio consumidor precisa declarar que está disposto a colocar suas informações bancárias no cadastro positivo, que é uma espécie de lista de bons pagadores. A proposta é inverter o processo: o acesso ao cadastro positivo passa a ser automático, e só quem não quiser ter os dados pesquisados precisará declarar isso às instituições financeiras.

O Projeto de Lei Complementar n° 441 de 2017 já foi votado pelo Senado e está parado no plenário da Câmara.

O objetivo é beneficiar consumidores que pagam suas contas em dia, segundo o governo. A ideia é que, ao constatarem que esses clientes têm bom histórico, bancos e lojas ofereçam condições especiais, como juros mais baixos e prazos mais longos. Porém, opositores afirmam que a mudança abriria espaço para uso de dados sigilosos por bancos e empresas.

“A medida é fundamental para dar segurança para as instituições financeiras. Com mais informações, é possível diminuir o maior componente do spread [a diferença entre os juros pagos pelos bancos e o que eles cobram dos clientes], que é de risco de inadimplência. Com o cadastro, é possível reduzir em 30% os spreads relacionados aos riscos”, disse um técnico da Fazenda.

Lei do distrato

Outra medida que também ajudaria a baratear o crédito, segundo a atual equipe econômica, é a lei do distrato, que cria regras para a compra de imóveis na planta e em loteamentos. A proposta trata de prazos, condições de entrega do imóvel e multas em caso de desistência, tanto por parte do comprador quanto da construtora.

O Projeto de Lei da Câmara nº 68 de 2018 foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e segue para exame no plenário do Senado em regime de urgência, mas precisará voltar à Câmara.

Segundo os apoiadores, o projeto dá segurança jurídica às construtoras e aos consumidores na hora da negociação. Para críticos, falta equilíbrio, e o projeto é mais favorável às empresas.

“Essa lei é essencial para melhorar o ambiente de negócios e reduzir juros. É importante para consumidores e para o setor da construção civil, que emprega muito. Os distratos afetaram muito o setor. Esse arcabouço jurídico traz regras claras para a arbitragem entre as duas partes”, afirmou o técnico da Fazenda.

Lei das falências

Outra medida que será sugerida pelo Ministério da Fazenda à equipe de Bolsonaro é a revisão da lei de falências, de 2005. Uma proposta foi encaminhada pelo governo ao Congresso em maio deste ano, mas está parada na Câmara.

“Verificamos que a lei merece revisão. Ficou claro que os processos no Brasil são longos em relação à média dos demais países da América Latina. A fração de recuperação dos credores é baixa. Queremos agilizar esse processo tanto para reconhecer a falência ou a recuperação da empresa”, declarou.

Segundo o governo, com um processo mais ágil, os credores teriam um risco menor de calote e receberiam os valores mais rapidamente. Com isso, haveria espaço para baixar juros para empresas.

Crescimento de 3,5% em 2019

A redução das incertezas após a eleição de Bolsonaro, aliada às expectativas de melhora do ambiente econômico, tem deixado técnicos do Ministério da Fazenda otimistas com o crescimento no ano que vem. Entre eles, há quem considere uma expansão de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Atualmente, a projeção oficial da pasta é de um crescimento de 2,5% nem 2019, mas uma revisão pode ser feita se a reforma da Previdência avançar ou se a independência do Banco Central (BC) virar lei.

A possibilidade de crescimento de 3,5% em 2019 também foi apontada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, como real, se as duas propostas forem aprovadas pelo Congresso Nacional.

“Há espaço para um crescimento cíclico no ano que vem ao se resolverem as incertezas. Boa parte da incerteza é fiscal, e a parte relacionada às eleições diminuiu. Com a reforma da Previdência, os incentivos estão dados”, disse o técnico da Fazenda.

O mesmo integrante da equipe econômica avalia que esse crescimento pode ser impulsionado pelo consumo das famílias, que tende a aumentar com a geração de empregos esperada no próximo ano. Além disso, uma retomada dos investimentos e o aquecimento da construção civil devem fortalecer esse processo.

Michel Temer convida Jair Bolsonaro para reunião do G20 na Argentina

Michel Temer e Jair Bolsonaro falaram à imprensa nesta quarta-feira (7) sobre a transição de governo. O encontro oficial, que teve tom protocolar, aconteceu em Brasília.

Em seu discurso, emedebista mostou-se disposto a aproximar o capitão reformado das tarefas presidenciais quando o convidou para a próxima reunião do G20, marcada para acontecer nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, na Argentina.

“Espero que ele possa ir”, disse Temer.

Quem também deve ir ao fórum internacional do G20 é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que é adorado por Bolsonaro.

O atual comandante do país também elogiou Bolsonaro e disse que terá o “prazer” de passar o cargo para ele.

“No dia primeiro (janeiro de 2019) terei o prazer de entregar as chaves do palácio (do Planalto) para o presidente Bolsonaro, que fez uma belíssima campanha eleitoral”, acrescentou Temer.

 

 

Governo Bolsonaro nomeia 27 para equipe de transição e cria 10 grupos temáticos

O futuro ministro da Casa Civil e responsável por coordenar a transição de governo, Onyx Lorenzoni, anunciou nesta segunda-feira (5) que foram criados 10 grupos técnicos para discutir as medidas a serem tomadas no início da gestão do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Os grupos temáticos serão:

  • Desenvolvimento regional
  • Ciência, tecnologia, inovação e comunicação
  • Modernização do Estado
  • Economia e comércio exterior
  • Educação, cultura e esportes
  • Justiça, segurança e combate a corrupção
  • Defesa
  • Infraestrutura
  • Produção sustentável, agricultura e meio-ambiente
  • Saúde e assistência social.Onyx anunciou os grupos temáticos em entrevista à imprensa concedida após a primeira reunião da equipe de Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil, espaço reservado em Brasília para o gabinete de transição de governo.

    Bolsonaro vai fazer na terça-feira (6) a primeira viagem para Brasília após ter sido eleito. Ele vai se encontrar com o presidente Michel Temer na quarta-feira (7).

    Também nesta segunda, foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União” uma lista com os nomes de 27 pessoas que trabalharão no gabinete de transição do governo eleito.

    Entre os nomes, estão o do economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; do astronauta Marcos Pontes, futuro ministro da Ciência e Tecnologia; do general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa; e de Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL, advogado e um dos nomes mais próximos a Bolsonaro.

    Veja os 27 nomes publicados no “Diário Oficial” para fazer parte do governo de transição:

    • Marcos Aurélio Carvalho;
    • Paulo Roberto;
    • Marcos César Pontes;
    • Luciano Irineu De Castro Filho;
    • Paulo Antônio Spencer Uebel;
    • Augusto Heleno Ribeiro Pereira;
    • Gustavo Bebianno Rocha;
    • Arthur Bragança De Vasconcellos Weintraub;
    • Gulliem Charles Bezerra Lemos;
    • Eduardo Chaves Vieira;
    • Roberto Da Cunha Castello Branco;
    • Luiz Tadeu Vilela Blumm;
    • Carlos Von Doellinger;
    • Bruno Eustáquio Ferreira Castro De Carvalho;
    • Sérgio Augusto De Queiroz;
    • Antônio Flávio Testa;
    • Carlos Alexandre Jorge Da Costa;
    • Paulo Roberto Nunes Guedes;
    • Waldemar Gonçalves Ortunho Junior;
    • Abraham Bragança De Vasconcellos Weintraub;
    • Jonathas Assunção Salvador Nery De Castro;
    • Ismael Nobre;
    • Alexandre Xavier Ywata De Carvalho;
    • Pablo Antônio Fernando Tatim Dos Santos;
    • Waldery Rodrigues Junior;
    • Adolfo Sachsida;
    • Marcos Cintra Cavalcanti De Albuquerque.

     

    Lorenzoni informou que o futuro governo pretende indicar nos próximos dias mais nomes para a equipe de transição. Conforme a lei, o presidente eleito pode indicar até 50 pessoas para ocupar cargos especiais, remunerados, na equipe de transição.

Bolsonaro e equipe desembarcam nesta terça em Brasília para tratar sobre a transição de governo

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se prepara para desembarcar amanhã (30), pela manhã, em Brasília em um voo comercial. A informação foi confirmada por aliados à Agência Brasil. Como fez no primeiro turno, Bolsonaro evitou utilizar jatinhos particulares, viajando sempre em voos de carreira.

Em Brasília, ele dará início aos trabalhos do governo de transição, quando as equipes dele e do presidente Michel Temer sentarão para analisar os principais detalhes da estrutura administrativa federal.

O presidente eleito deve passar o dia de hoje em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O local foi usado como o quartel-general da campanha ao longo dos últimos dias e cenário de muitas das declarações reportadas ao povo ao longo da disputa eleitoral.

Aliados e amigos de Bolsonaro vêm tentando, nos últimos dias, convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro esta semana para descansar, sob a argumentação de que terá dias de muito trabalho pela frente.

O presidente eleito já confirmou o nome de quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Fazenda), General Heleno (Defesa) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

A expectativa é que todo o primeiro escalão já esteja definido em novembro.

Além disso, 50 nomes serão indicados para o governo de transição quando o grupo deve traçar as primeiras estratégias a partir do que Bolsonaro apontar como prioridade.

Em dezembro, provavelmente ele se ausentará desse trabalho por alguns dias para a cirurgia de retirada da bolsa de colostomia que tem usado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora durante a campanha do primeiro turno.

Dólar opera em queda após eleições

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (29), após Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil e o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, dizer que a prioridade será a reforma da previdência.

Às 10h45, a moeda norte-americana caía 0,34%, vendida a R$ 3,6388. Veja mais cotações.

A moeda chegou a ser negociada a R$ 3,5823 no início da sessão. Desde maio, a moeda não era negociada abaixo de R$ 3,60 – no dia 10 daquele mês, o dólar fechou em R$ 3,5461.

Em seu discurso após ser declarado vitorioso, Bolsonaro prometeu respeitar a Constituição, fazer um governo democrático e unificar o país, além de defender compromisso com a responsabilidade fiscal.

Paulo Guedes declarou que buscará zerar o déficit fiscal, fazer a reforma da previdência e do Estado, acelerar as privatizações,simplificar e reduzir impostos, além de eliminar encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamentos – medidas bem vistas pelo mercado.

Na esteira do otimismo, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado acionário brasileiro, subia mais de 2%, atingindo máxima histórica intradia, acima de 88 mil pontos.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de novembro, no total de US$ 8,027 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Na última sessão, na sexta-feira (26), a moeda dos EUA caiu 1,39%, vendida a R$ 3,6518 – menor patamar desde 24 de maio (R$ 3,6471).

Na semana passada, o dólar acumulou queda de 1,64%. No mês de outubro, recuava 9,56% até dia 26. No ano, a moeda acumula alta de 10,21%.

Bolsonaro tem 60,6% dos votos válidos, diz Paraná Pesquisas

candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, lidera as intenções de votos válidos para assumir o Palácio do Planalto, com 60,6%,

candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, tem 39,4% dos votos válidos. Os dados constam de pesquisa divulgada nesta sexta-feira (26) pelo instituto Paraná Pesquisas.

No recorte de votos válidos são descartadas intenções de votos nulos e brancos e os eleitores indeciso.

Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 53% das intenções de voto, enquanto Haddad aparece com 34,4%. Também há 8,6% brancos e nulos. Uma parcela menor do eleitorado (3,9%) afirma que não sabe em que irá votar.

 

O Paraná Pesquisas perguntou aos eleitores por qual motivo escolheram o candidato do PSL ou do PT. A principal razão para os eleitores optarem por Bolsonaro é que ele “representa a mudança”. Em seguida, o motivo é “ser contra o Lula e o PT”. A terceira motivação é ter “projetos anticorrupção”.

No caso de Haddad, os eleitores escolheram o candidato, principalmente, “por não gostar do Candidato Jair Bolsonaro”. Em seguida, surgem razões como “defesa da democracia” e “ser o candidato do ex-Presidente Lula”.

Entre os eleitores de Bolsonaro, 91,3% disseram que a escolha é definitiva, mas 7,7% ainda podem mudar de ideia (0,6% dos eleitores não sabem ou não opinaram). Entre os eleitores de Haddad, 87,8% dizem estar decididos sobre o voto, enquanto 11,4% ainda podem mudar de ideia (0,8% dos eleitores não sabem ou não opinaram).

A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2%, para mais ou para menos, para os resultados gerais. O levantamento foi realizado em 160 municípios brasileiros entre os dias 23 e 25 de outubro deste ano e ouviu 2.120 eleitores. O estudo está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06785/2018.

Eu não tenho medo de mudança’, diz mulher de Moro

Em postagem nas redes sociais, a mulher do juiz Sergio Moro, Rosangela Wolff Moro, afirmou nesta sexta-feira (26) que “não tem medo de mudança”.

Sem declarar voto nem mencionar um candidato específico, ela disse ter medo de que “nosso Brasil fique como está: inseguro, sem saúde, sem educação de qualidade, corrupto e sem esperança”.

“Precisamos de liderança que não faça loteamento de cargos. […] Eu quero mudança”, escreveu. “Eu poderia ir embora daqui… mas NÃO QUERO.”

 

A mensagem foi postada junto com a reprodução de um título de eleitor, em sua conta no Instagram, e um pedido para que o eleitor “#voteconsciente”.

Moro é o principal juiz de primeira instância a atuar na Operação Lava Jato, que condenou o ex-presidente Lula e outros políticos por corrupção e lavagem de dinheiro. Com informações da Folhapress.

Universidades de todo o país são alvo de ações policiais e da Justiça Eleitoral

SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO

Policiais e fiscais de tribunais eleitorais desencadearam uma série de ações em universidades públicas por todo o país que despertaram reação da comunidade acadêmica e de entidades da sociedade civil.

As medidas, na maior parte delas relacionadas à fiscalização de suposta propaganda eleitoral irregular, vêm acontecendo nos últimos três dias. Críticos das operações apontam censura.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Justiça ordenou que a Faculdade de Direito da UFF (Universidade Federal Fluminense) retirasse da fachada uma bandeira em que aparece a mensagem “Direito UFF Antifascista”. A bandeira chegou a ser removida na terça-feira (23) sem que houvesse mandado judicial, mas logo depois foi recolocada por aluno.

A decisão judicial, proferida após 12 denúncias recebidas contra a faixa, diz que ela teria “conteúdo de propaganda eleitoral negativa contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro [PSL]”. No lugar da antiga bandeira, apareceu uma nova com a palavra “censurado” no prédio. Os estudantes, que negam ter feito propaganda político-partidária, organizam uma manifestação para esta sexta (26).

Fachada da faculdade de direito da UFF, no Rio, com faixa escrito “censurado” – Divulgação

Na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), também houve ação de policiais militares para a retirada de faixas: uma em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada emmarço, e outra em que estava escrito “Direito Uerj Antifascismo”. Segundo a universidade, não havia mandado judicial para a remoção, e as bandeiras continuam na entrada do campus Maracanã.

Também houve relatos de ações na Unirio.

Em nota, a seção do Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou “repúdio” a “decisões da Justiça Eleitoral que tentam censurar a liberdade de expressão de estudantes e professores das faculdades de direito”. A entidade afirma ainda que “a manifestação livre, não alinhada a candidatos e partidos, não pode ser confundida com propaganda eleitoral”.

No Rio Grande do Sul, a Justiça Eleitoral barrou a realização de um evento denominado “Contra o Fascismo, Pela Democracia”, sob a alegação de que seria ato eleitoral dentro de uma instituição federal.

Nesta quinta-feira (25), manifestantes realizaram um ato contra a decisão. Um dos que estariam presentes no evento, o ex-governador e ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT), disse ter sido censurado e afirmou que até durante a ditadura militar (1964-1985) proferiu conferências e palestras.

Na Paraíba, houve ações em três universidades. Na manhã desta quinta, policiais federais estiveram na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande. Cumpriam mandado de busca e apreensão de panfleto denominado “Manifesto em defesa da democracia e da universidade pública”, bem como outros supostos materiais a favor de Fernando Haddad (PT).

A associação nega qualquer ação em favor de algum dos candidatos à Presidência e diz que se tratava de um manifesto em defesa da democracia.

Polícia e Justiça Eleitoral no interior da Universidade Federal da Paraíba – Facebook/Reprodução

Na Estadual da Paraíba, segundo a reitoria, fiscais do TRE fiscalizaram se havia propaganda política até dentro das salas de aula. Houve também relatos de confusão na federal do estado.

Na Universidade Federal da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul, uma aula pública intitulada “Esmagar o Fascismo” foi suspensa por um mandado do TRE, de acordo com o diretório acadêmico da instituição. O evento aconteceria nesta quinta (25), na universidade.

Em nota, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação disse repudiar “decisões da Justiça Eleitoral que tentam censurar a liberdade de expressão de membros de comunidades acadêmicas, ferindo seus direitos civis e políticos, bem como o princípio constitucional da autonomia universitária”.

No Pará, PMs entraram armados na tarde de quarta (24) em um campus da UEPA (Universidade do Estado do Pará) para averiguar o teor ideológico de uma aula e ameaçaram de prisão um professor. A polícia foi chamada por uma das alunas, que é filha de um policial, após o docente ter feito uma menção à produção de fake news.

O professor Mário Brasil Xavier, coordenador do Curso de Ciências Sociais da UEPA, conta que realizava um curso e, em tom de brincadeira com outra aluna, sugeriu que a divulgação dos slides da aula não gerasse fake news. Uma das alunas se sentiu ofendida e chamou o pai policial.

Investigação e laudo apontam que jovem ferida com suástica se automutilou

Investigação e laudo da Polícia Civil do Rio Grande do Sul apontaram que a suástica marcada na barriga de uma jovem de Porto Alegre há duas semanas foi resultado de automutilação.

Segundo a Polícia, desde o primeiro momento havia essa suspeita de que ela própria marcou o símbolo em seu corpo. O ferimento chegou a ser exibido no horário eleitoral.

“Todas as câmeras do local foram vistas e revistas e, em nenhuma delas, ela apareceu. Entrevistamos guardadores de carro, síndicos de prédio, mais de 20 pessoas e nenhuma delas viu”, disse o delegado Paulo César Jardim, que ainda no início das investigações chegou a afirmar que o desenho na barriga da jovem não era uma suástica, mas “um símbolo budista, de amor e fraternidade”.

Segundo ele, o laudo aponta que ou foi autoflagelo ou “ela foi ajudada por alguém, com consentimento”. Jardim a descreveu como uma pessoa “doente, que toma remédios fortíssimos”.

Quando o caso veio a público, a estudante afirmou ter sido atacada por três homens por carregar uma mochila com um adesivo da bandeira LGBT e os dizeres “ele não”. A agressão, segunda ela, teria ocorrido em bairro da região central da capital gaúcha no último dia 8.

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