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Congresso dos EUA terá, pela 1ª vez, mulheres indígenas e muçulmanas18

  • Deputadas eleitas para o Congresso americano Debra Haaland, Sharice Davids, Ilhan Omar e Rashida Tlaib (da esquerda para a direita)

Pela primeira vez, mulheres indígenas e muçulmanas foram eleitas para o Congresso americano, reafirmando a importância da representação feminina e das minorias do país nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos que ocorreram na terça-feira (6).

As democratas Sharice Davids, do estado do Kansas, e Debra Haaland, do estado do Novo México, serão as primeiras deputadas indígenas eleitas em toda a história do país.

A ex-lutadora de MMA e advogada Davids foi eleita com 53% dos votos, contra 44% de seu oponente republicano, Kevin Yode, que tinha completado quatro mandatos no Congresso.

Sharice Davids

Haaland ganhou no tradicionalmente democrata Distrito 1 da sua oponente republicana, Janice Arnold-Jones, com 59% dos votos, contra 36% da candidata conservadora, no momento em que 87% dos sufrágios foram apurados. Ela dirigiu o Partido Democrata do Novo México de 2015 a 2017 e foi diretora de voto de nativos americanos na campanha presidencial de Barack Obama em 2012.

Aos 57 anos, ela ocupará a vaga deixada pela também democrata Michelle Lujan Grisham, que foi eleita nesta terça (6) governadora do Novo México.

Deb Haaland

Thank you New Mexico. Thank you to my family. And thank you Team Deb, for your tireless work to get us here! Together, we made history!

Mais de 10.000 pessoas serviram na Câmara de Representantes e quase 1.300 no Senado durante toda a história dos EUA, e nenhum deles foi uma mulher indígena.

Agora, as duas se unirão aos outros dois homens indígenas que atualmente trabalham na Câmara, os republicanos Markwayne Mullin e Tom Cole, ambos de Oklahoma, que foram reeleitos hoje, segundo dados preliminares.

Primeiras muçulmanas

Também democratas, Rashida Tlaib e Ilhan Omar se tornaram as duas primeiras muçulmanas eleitas para o Congresso pelos Estados de Minnesota e Michigan, respectivamente.

Tlaib é filha de imigrantes palestinos e se tornou a primeira mulher muçulmana da Assembléia Legislativa de Michigan há uma década. É crítica explícita de Trump e foi presa há dois anos por interromper um discurso dele em Detroit.

A candidata de Michigan preencherá a vaga anteriormente ocupada pelo também democrata John Conyers, que deixou o cargo no ano passado em meio a acusações de má conduta sexual. Ela é apoiada pelos democratas socialistas, um grupo ascendente da esquerda que também elegeu, em Nova York, Alexandria Ocasio-Cortez, de 29 anos – a deputada mais jovem a chegar ao Congresso.

Omar, além de ser uma das primeiras mulheres muçulmanas no Congresso, também será a primeira somali-americana a chegar ao cargo. Ela chegou aos EUA há mais de duas décadas como refugiada, e será uma crítica ao tratamento que o governo israelense dá aos palestinos.

A futura congressista ocupará o assento deixado pelo deputado Keith Ellison, o primeiro muçulmano eleito para o Congresso. Ellison deixa o cargo para se tornar procurador-geral de Minnesota.

Mulheres no Congresso

Nas eleições de meio de mandato deste ano, 24 mulheres se candidataram para se tornarem senadoras e 247 para deputadas, segundo dados do Centro Americano para Mulheres e Política da Universidade Rutgers. Dentre elas, 210 são democratas e 61 são republicanas.

* Com agências internacionais

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